O gênio por trás de tantos clássicos que Neil Young achava injustamente esquecido
Por Bruce William
Postado em 06 de junho de 2025
Neil Young sempre foi avesso a fórmulas. Quando pediam que fizesse um disco comercial, respondia com um álbum retrô ou experimental, como o debochado "Everybody's Rockin'", feito só com músicas no estilo do rock dos anos 1950 — tudo para irritar a gravadora que exigia algo "moderno". Apesar da atitude rebelde, Young sempre teve clareza sobre o valor de quem realmente fazia diferença na música — mesmo que longe dos holofotes.
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Ao longo da carreira, o canadense alternou entre o folk introspectivo e a guitarra elétrica mais barulhenta que se podia encontrar. Sabia de suas limitações técnicas, mas tirava do instrumento um som que falava por si, misturando sensibilidade e agressividade. Para Young, o que dava alma a uma música não era apenas o solo ou o vocal, e sim a arquitetura que sustentava tudo. Por isso, ele fazia questão de exaltar nomes como o de Jack Nitzsche.
Figura-chave nos bastidores do rock, Nitzsche trabalhou com Phil Spector, os Rolling Stones e vários outros artistas, ajudando a construir o som de dezenas de gravações. "Esse cara escreveu o riff de 'Needles and Pins'. Ele é a alma de todos aqueles grandes discos", disse Neil, em uma entrevista transcrita pela Far Out. E completou: "Ele pode ter irritado muita gente por ir contra a corrente. Mas gênios como Jack Nitzsche precisam ser reconhecidos."
Além de arranjador, Nitzsche também foi pianista, compositor e produtor. Mesmo assim, permanece pouco lembrado fora dos círculos especializados. E ele não está sozinho. Young cita outros exemplos de talentos subestimados, como o arranjador Paul Buckmaster, presente em álbuns fundamentais de Elton John, e o guitarrista Larry Carlton, cuja elegância ajudou a definir o som do Steely Dan. Todos artistas que trabalhavam nos bastidores, mas eram essenciais para o resultado final.
Para Neil Young, esses nomes deveriam receber o mesmo crédito que os vocalistas ou guitarristas famosos. Ele sabia que grandes discos só aconteciam com grandes mentes por trás — muitas vezes caladas, mas indispensáveis. Se o palco brilhou para alguns, foi porque gente como Nitzsche sabia como preparar a luz.
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