Como Jerry Cantrell passou a cantar no Alice in Chains: "Cara, sem querer ofender, mas..."
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de julho de 2025
Uma das marcas mais distintas do Alice in Chains é o uso de duas vozes principais. Ao contrário de outras bandas do cenário de Seattle nos anos 1990, o grupo nunca se apoiou em um único vocalista. Desde o início, a união entre os timbres de Layne Staley e Jerry Cantrell criou um som único — algo que, segundo o guitarrista, foi ideia do próprio Staley.
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Em entrevista ao canal Gibson TV (via Ultimate Guitar), Cantrell contou que nunca teve a ambição de ser vocalista. "Eu só queria tocar guitarra, escrever músicas e cantar backing vocals. É mais fácil. E além disso, tínhamos o Layne. Eu não precisava cantar nada — ele já cobria tudo. Nunca ouvi ninguém como ele, e nunca vou ouvir."
Apesar disso, o próprio Staley insistiu para que Cantrell cantasse trechos principais, especialmente por se tratar de suas próprias letras. "Ele falou: ‘Cara, essas são as suas letras. Sem querer ofender, mas provavelmente significam mais pra você do que pra mim.’"
Cantrell hesitou. "Eu disse: ‘Eu não quero cantar. Você canta muito melhor. Continua cantando.’ Mas ele insistiu: ‘Não, você tem que tentar.’" A insistência valeu a pena. Aos poucos, Jerry começou a dividir os vocais com Layne e passou a cantar mais em cada novo lançamento. "Nos tornamos uma dupla, não só um vocalista principal e um cara nos fundos. Passamos a carregar o peso juntos."
O resultado, segundo ele, foi uma identidade sonora singular. "A maneira como nossas vozes se uniam criava algo maior. Dá pra perceber quando é ele ou quando sou eu. Mas quando cantamos juntos, às vezes nem dá pra distinguir. Parece uma terceira voz."
Desde a morte de Staley em 2002, o Alice in Chains segue com William DuVall dividindo os vocais com Cantrell. Ainda assim, a herança vocal da banda — forjada pela parceria entre os dois fundadores — segue sendo um de seus maiores legados.
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