A música de Jimi Hendrix que despertou Peter Gabriel para outro nível de emoção
Por Bruce William
Postado em 09 de julho de 2025
Músicos que conseguem equilibrar invenção com acessibilidade costumam ser lembrados por gerações. Peter Gabriel é um deles. Famoso por projetos ambiciosos e por clipes como "Sledgehammer", ele nunca teve vergonha de assumir que a diversão também deve estar presente. "Parte do processo criativo é se sentir bem ao baixar seus padrões de vez em quando e simplesmente, você sabe, deixar a energia fluir", declarou certa vez, conforme relata a Far Out.
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Essa mentalidade ajuda a entender por que ele sempre buscou um ponto de equilíbrio entre o artístico e o emocional - algo que se reflete tanto nas músicas quanto nos videoclipes. Gabriel gosta daquilo que toca direto no instinto, sem precisar de grandes explicações. O próprio vídeo de "Sledgehammer", feito para ser "inventivo e engraçado", é exemplo disso. O apelo visual era só mais uma forma de fazer com que a música chegasse com força.
Mas essa sensibilidade não se aplica apenas às criações dele. Gabriel também reage emocionalmente ao trabalho de outros artistas. Segundo ele, certas músicas funcionam como marcas de memória. "Acho que especialmente quando você está crescendo, as músicas são como selos de lembrança", explicou. "As pessoas passam pela vida e têm experiências intensas que são realmente bonitas. Ou realmente horríveis, que acabam ficando presas a uma certa música."
Entre essas marcas está a primeira vez que ele ouviu Jimi Hendrix. E ele lembra o momento com detalhes: "Posso me lembrar de onde eu estava quando ouvi Hendrix pela primeira vez, 'Hey Joe'. Eu estava na escola, num quarto específico no andar de cima - na verdade, era no quarto ao lado." Curioso com o som, ele atravessou a parede. "Meu ouvido se aguçou, eu entrei e ouvi. E simplesmente tive que descobrir quem era aquele artista."
A reação de Gabriel mostra que ele não apenas gostou da música, mas também foi transpassado por ela. "Hey Joe" não era só uma canção diferente. Era o tipo de faixa que, segundo ele, parece se ligar a lembranças como se tivesse sido feita sob medida para isso. Essa descoberta abriu caminho para uma relação mais emocional com a música, que passou a significar muito mais do que apenas som.
Outros discos também deixaram marcas, como o "With the Beatles", primeiro que ele comprou com o próprio dinheiro. Na época, "Please Please Me" estava bombando nas rádios e ele finalmente tinha conseguido juntar a mesada necessária. Mas mesmo com o entusiasmo por Beatles e Otis Redding, foi Hendrix quem mostrou um novo tipo de profundidade emocional.
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