Para Kirk Hammett, tocar "Nothing Else Matters" ao vivo era uma experiência intimidadora
Por Mateus Ribeiro
Postado em 26 de agosto de 2025
O disco autointitulado do Metallica, conhecido como "Black Album" (1991), reúne algumas das composições mais marcantes da trajetória da banda. É o caso de "Nothing Else Matters", balada que revelou uma faceta mais sensível de James Hetfield, guitarrista e vocalista do grupo.
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Mais de três décadas se passaram desde o lançamento, e "Nothing Else Matters" segue como um dos maiores clássicos do heavy metal. No Spotify, soma mais de 1,4 bilhão de reproduções, enquanto o videoclipe oficial ultrapassa 1,5 bilhão de visualizações no YouTube.
Apesar de hoje ser presença quase obrigatória nos shows do Metallica, a oitava faixa do "Black Album" demorou a aparecer nos repertórios da banda. De acordo com o site oficial, a primeira execução ao vivo ocorreu em 2 de março de 1992, mais de seis meses depois que o disco chegou às lojas.
Em entrevista ao jornal The Village Voice, Kirk Hammett explicou o motivo da demora. O guitarrista afirmou que o grupo só decidiu incluir a canção quando se sentiu realmente preparado para tocá-la. Ele também admitiu que assumir a introdução sozinho no palco era algo desconfortável naquele momento.
"Nós ficávamos colocando a música no setlist e depois tirando, até termos certeza de que realmente conseguíamos tocá-la. Eu tive que reaprender toda aquela parte de introdução para tocá-la sozinho no palco, o que foi um pouco intimidador para mim naquele momento — nunca tínhamos tido uma música que começasse daquela forma. Depois de um tempo, quando conseguimos acertar, não houve mais problemas. Quando colocamos o foco em lapidar uma música, deixá-la ajustada e pronta para ser tocada, somos muito bons em juntar as peças e fazer acontecer."
Até a publicação desta nota, o Metallica já havia executado "Nothing Else Matters" em 1.306 concertos. Uma dessas performances pode ser conferida no vídeo abaixo.
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