O que John Lennon realmente pensava do Wings de Paul McCartney
Por Bruce William
Postado em 19 de agosto de 2025
O fim dos Beatles deixou cicatrizes profundas em todos os seus integrantes. John Lennon, que parecia o mais ansioso por romper com o passado, chegou a cantar em "God", faixa de seu disco de 1970: "I don't believe in Beatles" ("não acredito nos Beatles") e "The dream is over" ("O sonho acabou"). Já Paul McCartney, apesar de carregar a imagem otimista, lançou um primeiro disco solo que refletia um período sombrio, com canções intimistas e um clima de isolamento.
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Na tentativa de se reinventar, McCartney logo percebeu que precisava de uma banda ao redor. Foi assim que nasceu o Wings, ao lado de Linda McCartney e Denny Laine. Os primeiros passos foram incertos, mas o grupo acabou encontrando estabilidade com álbuns como "Band on the Run" (1973), que consolidaram sua relevância - tanto artística quanto comercial - após a separação dos Beatles.
George Harrison, em algumas ocasiões, chegou a minimizar o Wings como uma espécie de versão diluída dos Beatles, relembra a Far Out. Lennon, por outro lado, foi mais generoso em sua análise. Em entrevista de 1975 à Rolling Stone ele declarou: "'Band on the Run' é um ótimo álbum. O Wings é quase tão conceitual quanto o Plastic Ono Band. No Plastic Ono, quem estivesse tocando era a banda. E o Wings muda o tempo todo, é conceitual. Quero dizer, eles são músicos de apoio para o Paul. Não importa quem esteja tocando, você pode chamá-los de Wings, mas é música de Paul McCartney. E é coisa boa."
O elogio de Lennon chamava atenção porque nem sempre ele se mostrava receptivo ao trabalho do ex-parceiro. Ao contrário de qualquer expectativa de reunião, ele não tinha interesse em voltar ao estúdio com os outros Beatles. Mas, conforme pontua ainda a Far Out, ele reconhecia que, ao ouvir o Wings, o público encontrava canções de qualidade, da leveza pop de "Listen to What the Man Said" ao peso de "Letting Go."
Embora Lennon o visse como um projeto essencialmente centrado em McCartney, o Wings teve momentos de maior democracia interna. Faixas como "Medicine Jar", cantada por Jimmy McCulloch, ou colaborações de Denny Laine em composições como "No Words" e "Spirits of Ancient Egypt", mostravam que havia espaço para outros músicos deixarem sua marca.
A comparação entre Wings e Plastic Ono Band refletia, na verdade, duas visões parecidas sobre música: grupos concebidos em torno de uma figura central, que mudavam de forma conforme o momento. Lennon e McCartney estavam em caminhos distintos, mas ainda movidos pela mesma essência criativa. O destino, infelizmente, não permitiu que essa relação fosse retomada em novas colaborações.
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