Quando Rick Rubin apontou o guitarrista que é o "Jimmy Page" dos dias de hoje
Por Bruce William
Postado em 18 de setembro de 2025
Rick Rubin é um nome que atravessa gêneros e épocas. Desde o rap de Run-D.M.C. até o peso do Slayer, passando pelo Red Hot Chili Peppers e Johnny Cash, o produtor sempre soube identificar artistas capazes de romper barreiras. Foi essa sensibilidade que o aproximou do Audioslave, supergrupo formado no início dos anos 2000 por Chris Cornell, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk.
O ponto de partida foi curioso. Quando o Rage Against the Machine chegou ao fim, Morello e seus colegas continuaram tocando juntos, mas buscavam um vocalista. Ouvindo repetidamente "Badmotorfinger", do Soundgarden, eles perceberam que a poesia sombria e a potência de Chris Cornell poderiam ser a peça que faltava. Decidiram procurá-lo, e levaram Rick Rubin consigo.

O encontro rendeu uma cena quase cinematográfica. "Chris morava em Los Angeles, no topo da última e mais solitária montanha, estava anoitecendo e a luz do sol estava indo embora. A mansão em que ele morava era assustadora pra caramba. Os portões se abriram no estilo do portão da Família Addams, e lá está Chris, alto, esguio de estrutura, sombrio de semblante. Ele começou a caminhar lentamente em nossa direção, Rick surtou e disse: 'Vamos dar o fora daqui!'", recordou Tom Morello em entrevista à Metal Hammer.
Apesar da impressão inicial, Rubin não apenas ficou, como se tornou peça fundamental na concepção do primeiro álbum do Audioslave. Foi nesse contexto que ele fez uma declaração que ecoa até os dias de hoje: "Até porque Tom Morello é o Jimmy Page do nosso tempo". A comparação não era uma coisa vazia, Rubin enxergava no guitarrista a mesma energia criativa que transformou o fim dos Yardbirds no nascimento do Led Zeppelin.
O Audioslave não chegou a cumprir a "profecia" do produtor. Foram três álbuns de estúdio: "Audioslave" (2002), "Out of Exile" (2005) e "Revelations" (2006), antes do fim em 2007. Houve uma breve reunião em 2017, mas logo depois veio a perda irreparável de Chris Cornell. Ainda assim, o comentário de Rubin permanece como registro de como Tom Morello era visto no auge: um guitarrista inovador, capaz de ser para sua geração o que Jimmy Page representou na virada dos anos 1960 para os 70.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
O disco "esquecido" do Black Sabbath que Bruno Sutter considera maravilhoso
A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
O músico que intimidou Ritchie Blackmore ao dividir o palco com ele
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
A lição que jovem fã ensinou ao lendário Rick Wakeman no Brasil
O único disco do Aerosmith que Slash considera ruim
Mike Portnoy foi assistir ao Rush e publicou suas impressões online
A música dos anos sessenta que ajudou a colocar a expressão "heavy metal" no vocabulário do rock
Savatage volta à América do Sul em 2027, diz baixista
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
Baterista explica o que fez o Europe ficar mais pesado no século atual
O guitarrista que Eddie Vedder considera o maior sobrevivente da história do rock

A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
O álbum do Led Zeppelin que Jimmy Page gravou em condições quase impossíveis
O mega-clássico do Led Zeppelin que Robert Plant passou a considerar menos relevante
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
A banda que Angus Young chamou de "Led Zeppelin de pobre"
12 álbuns gravados em menos de uma semana que mudaram o mundo do rock
O disco do Yardbirds que Jimmy Page diz mostrar exatamente o que a banda era
O violonista que Jimmy Page dizia estar à frente de todos: "Não dava para acreditar!"
O álbum de 1973 que Brian May nunca conseguiu ouvir sem frustração
A reação de Jimmy Page ao ouvir o primeiro álbum de Robert Plant pós-Led Zeppelin


