A opinião de Paul McCartney sobre guitarristas de heavy metal e Eddie Van Halen
Por Bruce William
Postado em 12 de setembro de 2025
Multi-instrumentista, Paul McCartney construiu sua carreira como baixista, vocalista e compositor dos Beatles, mas também sempre manteve uma relação próxima com a guitarra. Desde os primeiros anos em Liverpool, quando impressionou John Lennon com sua habilidade no violão rítmico, até os solos ocasionais que gravou com os Beatles, o instrumento nunca deixou de ser parte de sua identidade musical.
Essa vivência fez com que ele acompanhasse a evolução da guitarra ao longo das décadas seguintes, incluindo o surgimento do hard rock e do heavy metal. Em 1986, durante entrevista à Rolling Stone, McCartney foi questionado sobre seus guitarristas favoritos. O ex-beatle destacou a importância de Jimi Hendrix, mas aproveitou para elogiar outro nome de peso. "Tenho lembranças muito boas de Jimi. Quero dizer, o Van Halen é ótimo. Eu adoro o Eddie Van Halen, mas ainda acho que Jimi foi o melhor", disse, conforme republicado pela Far Out, colocando Hendrix acima de todos, mas reconhecendo o talento de Eddie.
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Alguns anos depois, em 1990, McCartney voltou a falar sobre o assunto em entrevista à Guitar Player. Dessa vez, ele comentou de forma mais ampla sobre bandas de heavy metal e a função do guitarrista dentro desse estilo. "Gosto de muitos caras do heavy metal porque eles mandam ver. O que normalmente gosto em uma banda de heavy metal é o guitarrista, mas quando são apenas quilômetros de escalas, eu perco o interesse", explicou. Em seguida, destacou Eddie Van Halen pelo equilíbrio entre técnica e musicalidade: "Gosto do Eddie Van Halen como guitarrista, ele acerta muitas vezes."
As duas declarações mostram que McCartney nunca se aprofundou no heavy metal, mas reconhecia a importância da guitarra nesse universo. Para ele, o que contava era a capacidade de transmitir energia e criatividade, e não apenas o virtuosismo técnico. Nesse contexto, Eddie Van Halen aparecia como um exemplo de músico que conseguia unir técnica apurada com originalidade, algo que, na visão de McCartney, fazia a diferença.
Ainda que tenha deixado claro seu apego eterno a Hendrix como o maior guitarrista de todos os tempos, Paul não hesitou em apontar Eddie como um dos grandes nomes da geração seguinte. Assim, entre a reverência ao passado e a abertura para novas sonoridades, McCartney mostrou que seu olhar para a guitarra sempre foi atento ao que havia de melhor em cada época.
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