O álbum do Paradise Lost que Nick Holmes considera subestimado: "Muitos odiaram"
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de setembro de 2025
Poucas bandas conseguiram atravessar mais de três décadas no heavy metal mantendo relevância e poder de reinvenção como o Paradise Lost. Nascidos em Halifax, no norte da Inglaterra, em 1988, os pioneiros do gothic metal criaram uma discografia que ora flertou com o death/doom, ora ousou no eletrônico, mas sempre preservou uma identidade própria. Clássicos como "Gothic" (1991) e "Draconian Times" (1995) cimentaram seu lugar na história, enquanto experimentos como Host (1999) dividiram opiniões.
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Às vésperas do lançamento de "Ascension", o novo álbum de estúdio que promete resgatar elementos sombrios da sonoridade original, o vocalista Nick Holmes conversou com o jornalista Marcelo Vieira sobre passado, presente e futuro do grupo. De maneira direta, ele não fugiu de temas delicados — como a recepção controversa de certos discos — e refletiu sobre a importância de manter viva a chama criativa em tempos de mudanças aceleradas na indústria musical. Sobre o álbum mais subestimado da carreira, ele foi direto.
"Eu diria o Host (1999). Sei que muita gente gosta desse disco, mas sei também que muitos odiaram quando saiu. Talvez porque fosse o álbum errado no momento errado. Olhando em retrospecto, teria sido mais fácil lançá-lo como um projeto paralelo, assim não teríamos levado tantas críticas", afirmou. "Mas ainda acho que é um álbum muito forte, com algumas das melhores músicas que já escrevemos, pessoalmente falando. Claro, ele não é um Draconian Times, então foi um choque enorme para muita gente. Se fosse lançado hoje, talvez a internet tivesse ‘explodido’ de tantas reclamações."
Holmes também resgatou memórias de "Shades of God" (1992), outro trabalho que, segundo ele, não recebeu a devida atenção. "Acho que passou um pouco despercebido, mas é um álbum muito poderoso, provavelmente um dos nossos mais pesados. Cheio de riffs marcantes, ótimas músicas", destacou. Para o cantor, esses dois álbuns mostram a versatilidade do Paradise Lost: "São dois trabalhos completamente diferentes — Host e Shades of God — mas, mesmo sendo tão distintos, ainda dá para perceber que vêm da mesma banda."
Confira a entrevista completa neste link.
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