Roger Waters sempre viu o metal como algo bruto, primitivo e burro, explica Regis Tadeu
Por Bruce William
Postado em 05 de setembro de 2025
Em vídeo publicado no seu canal oficial do YouTube, Régis Tadeu comentou as recentes declarações de Roger Waters a respeito de Ozzy Osbourne. O jornalista e crítico musical analisou a fala do ex-Pink Floyd e também a reação dos fãs, que tomaram as redes sociais de assalto com manifestações indignadas.
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"Toda vez que o Roger Waters abre a boca, uma coisa é certa: o cara não tem freios na língua. Aliás, ele nunca teve, muito menos agora que ele tá com 82 anos", disparou Régis logo no início. A amostra mais recente veio em entrevista ao The Independent Inc., quando Waters criticava a futilidade da mídia e citou Taylor Swift e Kim Kardashian. Do nada, colocou Ozzy Osbourne no mesmo balaio.
A reação foi imediata: Jack e Kelly Osbourne foram às redes, o fandom explodiu em memes, xingamentos e textões indignados. Para Régis, isso só mostra a infantilização do público: "Indignar-se com Roger Waters é como se chocar com o fato de que o sol nasce de manhã".
O histórico ajuda a entender: Waters nunca suportou o Black Sabbath. Nos anos 1970, quando resenhou para o jornal Melody Maker o compacto "Evil Woman", já tinha passado o trator. Para Régis, não havia segredo: "Ele sempre viu o heavy metal e, consequentemente, o Black Sabbath como algo simplista, bruto, primitivo e burro." Esse desprezo atravessou décadas.
Na tal entrevista, Waters declarou que não fazia questão de ouvir Ozzy nem o Sabbath, e completou com ironia: "Ele nunca ligou pro Black Sabbath, nunca se importou e muito menos nunca teve qualquer interesse". O famoso episódio do morcego foi citado de forma equivocada como "galinha", e ao ser corrigido, Waters respondeu: "pior ainda". Para os fãs, soou como desrespeito à memória do "Príncipe das Trevas".
Em um ponto, Regis resume exatamente o que pensa: "Convenhamos: toda essa indignação é uma perda de tempo monumental, pois se indignar com Roger Waters é como se chocar com o fato de que o sol nasce de manhã. O cara é conhecido pelas suas declarações polêmicas, muitas vezes desnecessariamente ofensivas, e o Roger Waters é um provocador nato, que parece se deleitar em cutucar feridas e desafiar o bom senso. Então, os comentários dele sobre o Ozzy não são exceção, são a regra."
Enquanto isso, a discografia do Sabbath segue falando por si: "Paranoid", "Iron Man", o peso que moldou todo um gênero. Em vez de celebrar esse legado, os fãs caíram na armadilha de transformar a fala de Waters em guerra digital. O próprio Regis resumiu: "Essa polêmica é um não-evento. O Ozzy não precisa da validação do Roger Waters, nem de ninguém."
No fim, sobra a constatação: Waters vai continuar sendo Waters: ácido, arrogante, provocador. E Ozzy continua sendo Ozzy: pioneiro, gigante, imortal. O resto é espuma de rede social.
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