O clássico do Queen que Elton John achou título péssimo: "Vocês vão lançar isso?"
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de outubro de 2025
Poucos artistas entendem tão bem o que é o "ridículo absoluto" quanto Elton John. O cantor britânico, conhecido por suas performances extravagantes e figurinos icônicos, já viveu situações surreais - como o dia em que Iggy Pop, completamente fora de si, quase o atacou no palco por acreditar que sua fantasia de gorila era de verdade.
Mas mesmo com todo seu histórico de excentricidades, Elton John ficou completamente perplexo quando ouviu pela primeira vez uma das músicas mais ousadas e revolucionárias da história do rock: "Bohemian Rhapsody", do Queen.
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Em seu livro de memórias (via Far Out), o cantor recorda o momento em que escutou uma versão de teste da canção, em 1975. "Nós ouvimos a música e eu balancei a cabeça, incrédulo. 'Vocês não vão realmente lançar isso, vão?'", contou Elton. A pergunta foi feita ao empresário John Reid, que na época gerenciava tanto o Queen quanto Elton John.
O espanto não era à toa. A faixa era totalmente fora dos padrões - uma mistura de ópera, balada e rock pesado em formato de suíte, com letra enigmática e estrutura impossível de prever. Mesmo o Queen hesitou sobre lançá-la como single. Reid, no entanto, acreditava no potencial da canção e convenceu Freddie Mercury a apostar nela.
Elton John, Queen e "Bohemian Rhapsody"
Elton John, por sua vez, achava a ideia um erro comercial. "Primeiro, ela tem umas três horas de duração. Segundo, é a coisa mais afetada que já ouvi na vida. E o título é absolutamente ridículo", escreveu o músico, que à época não imaginava o impacto que aquela "loucura" teria.
Contra todas as previsões, "Bohemian Rhapsody" se tornaria um dos maiores clássicos do rock. Lançada no final de 1975, a música chegou ao número 1 nas paradas britânicas e ao nono lugar nos Estados Unidos, vendendo milhões de cópias e, décadas depois, conquistando o título de canção mais ouvida do século XX nas plataformas digitais.
Hoje, é difícil imaginar o rock sem ela - uma obra tão singular que ninguém ousou repetir sua fórmula. Como escreveu o jornalista Tom Taylor, da Far Out Magazine, "ninguém foi louco o bastante para tentar fazer algo assim nos 50 anos desde que ela surgiu, como um híbrido estranho de prog, música clássica e hard rock."
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