O rockstar brasileiro que até as músicas ruins são divertidas, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de outubro de 2025
O crítico musical Regis Tadeu participou recentemente do podcast Entrando na Mente e fez um comentário bem-humorado sobre um dos personagens mais excêntricos do rock brasileiro: Supla.
Durante a conversa, Regis descreveu o cantor como uma figura única - alguém que parece ter saído diretamente de uma história em quadrinhos. "O Supla é um personagem em quadrinhos que ganhou vida, nitidamente. Ele é caricato, mas é um caricato do bem. Pra mim, ele é um personagem histórico que ganhou vida", afirmou o crítico.
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O apresentador, então, contou que, mesmo fora dos palcos, o músico mantém o mesmo estilo marcante que o consagrou: "Eu já encontrei ele no dia a dia, em cafeteria e tal. Ele tava com aquelas roupas, daquele jeito, com aquele cabelo. Ele é aquilo mesmo."
Questionado sobre o que achava da música de Supla, Regis foi direto e arrancou risadas dos apresentadores: "Pô, eu acho muito divertido. Até as músicas horríveis que ele tem - e ele tem umas músicas bem horríveis - até as músicas ruins são divertidas, porque é um negócio tão tosco que é legal."
Apesar da ironia, o crítico fez questão de destacar que Supla leva sua arte a sério, e que essa autenticidade é parte de seu charme: "Eu acho que o Supla acredita mesmo naquilo que ele faz, o que torna tudo ainda mais engraçado."
Confira a entrevista abaixo.
Regis Tadeu e Supla
Em vídeo no seu canal, Regis Tadeu já havia expresso sua opinião sobre o Supla. Para o crítico, ele se transformou em um "fenômeno antropológico melódico", capaz de dividir o público em dois grupos: os que o amam pela diversão despretensiosa que ele representa - lembrando que o rock pode ser puro entretenimento - e os que o detestam pelo caráter caricato e debochado de sua persona.
Regis observa que, num cenário em que o rock brasileiro perdeu relevância no mainstream, Supla funciona como um "alívio cômico necessário", alguém que "transformou o ridículo em redenção".
O vídeo também faz um resgate histórico da trajetória do músico, desde os tempos de Eduardo Suplicy Filho, vocalista do Tokio, banda que capturou o espírito dos anos 1980 com seu som new wave e irreverente. O grupo chegou ao sucesso com o hit "Garota de Berlim" (1986), parceria com Nina Hagen, e lançou ainda "O Outro Lado" (1987), antes de se dissolver.
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