Como Marcos Mion e Silvio Santos ajudaram Supla a ficar rico, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de setembro de 2025
Supla tem uma trajetória marcada por altos e baixos, mas também por reviravoltas inesperadas. Do punk rock em Nova York ao estrelato na televisão brasileira, o cantor contou no podcast Inteligência Ltda. como dois nomes da mídia, Marcos Mion e Silvio Santos, foram decisivos para transformar sua vida e até fazê-lo enriquecer.
Tudo começou com o clipe de "Green Hair", gravado em Nova York nos anos 1990, quando Supla ainda vivia fora do Brasil. O vídeo mostrava figuras reais da cena underground americana, das garotas góticas do Bronx a Indian Larry, lenda das motocicletas personalizadas. Para ele, era um registro autêntico: "The real people. This is real people. Like the real shit, sabe? Não é papinho furado, the real stuff."

Quando Marcos Mion começou a tirar sarro do clipe no quadro Piores Clipes do Mundo, da MTV, Supla estranhou no início. "Eu olhei e falei: 'What the fuck is? Que que esse cara tá tirando da minha cara? Que que ele sabe de punk, né?'" Mas rapidamente entendeu que precisava saber levar a piada. "You got to know how to take a joke, man. Você tem que saber levar na piada. E eu fui na onda. A música estourou no Brasil inteiro."
Supla e o reconhecimento
O bordão "Papito", usado por Mion para brincar com o cantor, acabou se tornando inseparável da imagem de Supla. Ele reconhece que no começo ficou desconfiado, mas depois entendeu que aquilo só ajudou: "Papito é meu, lógico. Mas ele usava e até hoje usa. E eu amo ele por isso. A gente tem uma amizade muito legal."
Com a explosão da música no país — sem gravadora, apenas com vendas em banca, que somaram mais de 700 mil cópias — Supla começou a chamar a atenção de outros nomes da televisão. Foi aí que entrou Silvio Santos. O apresentador convidou o cantor para a primeira edição da Casa dos Artistas, reality show exibido em 2001 no SBT.
Segundo Supla, ele aceitou participar sem ter ideia da dimensão do programa: "Eu não sabia o que era. Meu empresário falou: 'Você vai ganhar um dinheirinho aí'. Eu falei: 'Tá, me dá esse dinheiro que eu já volto pra Nova York, pago minhas contas e beleza'." Mas o impacto foi muito maior.
Mesmo saindo em segundo lugar, atrás de Bárbara Paz, Supla afirma que se tornou rico de repente: "Eu virei rico, cara. Já saí fazendo propaganda da Guaraná Antarctica para a Copa do Mundo. Imagina! Já pagou tudo."
Os reflexos vieram também nos palcos. "Shows lotados, eu tocando até em Barretos. Eu me lembro que entrei de cavalo no show, os caras falaram: 'Não é possível, o cara entrou de cavalo'."
A relação com Silvio também rendeu momentos curiosos. O cantor lembrou que o apresentador mudava as regras do reality ao vivo, sem cerimônia: "Ele mandou o Frota embora, aí depois falou: 'Pode entrar de novo, mudei a regra'. Eu até falei: 'Silvio, quero contestar aqui', mas a câmera já tinha ido pra outro lugar. Foi muito divertido."
O sucesso no programa consolidou Supla como figura popular no Brasil, mas também veio acompanhado de polêmicas judiciais. "A Globo processou o Silvio. Até hoje ele não pode reprisar a Casa dos Artistas. Tomou um processaço."
No fim das contas, Supla reconhece que tanto Mion quanto Silvio tiveram papel essencial em sua trajetória: o primeiro por transformar "Green Hair" em meme nacional e o segundo por catapultá-lo para a televisão em horário nobre. "Sou muito grato ao Mion, e ele também é grato a mim até hoje. E o Silvio foi muito esperto. Me colocou na Casa dos Artistas e eu virei rico."
Confira o episódio completo abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green relembra rejeição às músicas novas do Sepultura na turnê de 1998 com o Slayer
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
O cantor que Glenn Hughes chama de "o maior de todos"
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck

A ideia genial do empresário que fez show do Supla passar a vender igual água
O dia que RPM e Supla foram "curtir a vida" e arrumaram confusão com taxistas
O rockstar brasileiro que até as músicas ruins são divertidas, segundo Regis Tadeu
Supla conta como Erasmo Carlos fez para ele sua última música antes de morrer


