A banda pioneira do punk que Joey Ramone adorava; "uma das minhas bandas favoritas"
Por Bruce William
Postado em 20 de outubro de 2025
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Do suor do CBGB ao estouro mundial, os Ramones deram cara e velocidade ao punk: casacos de couro, três acordes e um "1-2-3-4!" que virou idioma. Mas eles não nasceram do nada. Por trás do ataque minimalista havia um coração de fã: Joey Ramone cresceu devorando pop dos anos 60 e também o barulho desbocado de quem veio logo antes.
Em Nova York, antes do rótulo "punk" pegar, já havia uma banda pavimentando a calçada: os New York Dolls. Glam desgrenhado, hard rock torto, atitude de rua - estrearam em 1971 e sumiram cedo demais, mas deixaram um molde para a cena inteira.
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Joey nunca escondeu a devoção. Em 1988, chamou os Dolls de "uma das minhas bandas favoritas" e explicou que eles tinham DNA bem claro: "Eram muito influenciados pelos Stones - e isso era óbvio." Não era cópia; era subversão. Como disse o apresentador Bob Harris (via Far Out), os Dolls faziam um "mock rock": zombavam do rock de vitrine enquanto tocavam alto e sujo.
Esse caldo explica o "paradoxo Ramones": ao mesmo tempo em que celebravam melodias (vide as covers de girl groups como as Ronettes), traziam guitarras saturadas, energia colada e humor de esquina, que são elementos que ecoam direto dos Dolls para a parede sonora do East Side.
Os Dolls eram a faísca: visual extravagante, riffs simples, performances caóticas e uma ironia que tirava o glam do espelho e jogava no lixo da cidade. Os Ramones, mais econômicos e precisos, destilaram essa atitude em músicas-lâmina de dois minutos.
No fim, a genealogia fica cristalina: se os Stooges acenderam o fósforo e o CBGB virou laboratório, os New York Dolls foram a ponte que levou esse fogo até Joey Ramone, que, por sua vez, transformou tudo em canções que qualquer adolescente poderia tocar e o mundo inteiro reconheceria.
É por isso que, quando Joey abre o jogo e chama os Dolls de favoritos, não é apenas homenagem: é confissão de origem. Sem eles, o punk dos Ramones talvez tivesse outro rosto e, certamente, menos batom e farofa na risada.
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