O músico que Jimmy Page disse que mudou o mundo; "gênio visionário"
Por Bruce William
Postado em 10 de novembro de 2025
Antes de se tornar o guitarrista de uma das bandas mais influentes do rock, Jimmy Page passou anos absorvendo referências. Link Wray, Hank Marvin e outros nomes ajudaram a moldar sua linguagem, mas havia uma figura que ocupava um lugar diferente nesse mapa mental: um cantor que, muito antes do Led Zeppelin, já tinha mexido com a cabeça de toda uma geração britânica.
Esse nome, para Page, é Elvis Presley. Em 2019, relembrando uma apresentação feita em Tupelo, cidade natal de Elvis, o guitarrista escreveu sobre o cenário duro das plantações de algodão e da convivência entre trabalhadores brancos e negros. A partir dali, destacou o papel decisivo do ídolo: "Foi preciso o gênio visionário de Elvis para misturar aquelas fontes musicais e mudar o mundo." A frase mostra como Page enxerga Elvis como ponto de virada histórica, não só como mais um astro popular.

A admiração não ficou no discurso. Nos primeiros anos do Led Zeppelin, o repertório ao vivo abria espaço para referências diretas a Elvis. Trechos de músicas como "Blue Suede Shoes" surgiam em jams e medleys, com Robert Plant assumindo naturalmente o papel de frontman que cresceu observando. Para o grupo, essas inserções eram menos um truque de efeito e mais um reconhecimento público de onde parte da atitude vinha.
Em 1974, essa relação simbólica ganhou contornos inesperados quando o Led Zeppelin assistiu a um show de Elvis em Los Angeles, período em que a banda lançava o selo Swan Song. Gravações da noite registram o próprio Elvis comentando com a banda dele que tocassem bem, já que o Zeppelin estava na plateia. Depois do show, veio o encontro nos bastidores, com relatos de conversa descontraída, duetos improvisados e até piadas sobre roupas - longe da aura intocável que muitos associam ao "Rei".
O encontro entre os dois mundos tinha um peso particular: de um lado, o artista que ajudou a levar o rock and roll para o grande público; do outro, a banda que radicalizou peso, volume e liberdade dentro do gênero. Ao apontar Elvis como alguém que "mudou o mundo", Page não está tentando ser original, e sim reforçando a leitura de quem viu de perto o impacto inicial e depois empurrou esse legado para outra fronteira sonora.
Num cenário em que as novas gerações se afastam cronologicamente da época em que Elvis esteve em atividade, depoimentos como o de Page funcionam como registro de linha direta. Vêm de alguém que não apenas ouviu os discos, mas entendeu, como músico e produtor, o efeito daquela mistura de referências na construção do que viria depois. E, nesse ponto específico, Jimmy Page não parece disposto a suavizar: para ele, a equação que começa em Tupelo segue fazendo sentido até hoje.
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