A resposta de Wolfgang Van Halen sobre se ele é ou não um "nepo baby"
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de novembro de 2025
Filho de um dos maiores guitarristas da história, Eddie Van Halen, o músico Wolfgang Van Halen tem vivido há anos sob a sombra do sobrenome que carrega. Agora à frente de sua própria banda, a Mammoth WVH, ele voltou a falar sobre o rótulo "nepo baby" - usado para definir filhos de artistas famosos que seguem carreira no mesmo meio - e explicou por que considera o termo "injusto", embora reconheça que às vezes é aplicável.
Em entrevista à revista Metal Hammer, Wolfgang refletiu sobre o peso de ter nascido em uma família lendária do rock: "Sou suspeito para falar, mas acho que o termo 'nepo baby' é um pouco injusto. Ele anula a individualidade da pessoa. As pessoas dizem que Jack Quaid [filho dos atores Meg Ryan e Dennis Quaid] é um dos 'bons', e é tipo - quem decide isso?", questionou.

O músico, que foi baixista do Van Halen ainda na adolescência, admitiu que, em certos casos, o rótulo faz sentido: "Não vou citar nomes, mas em alguns casos ele se aplica - quando há pessoas que recebem uma vantagem sem ter mérito artístico ou talento."
Apesar das críticas, Wolfgang afirmou que tem trabalhado duro para construir uma trajetória independente e autêntica: "Tudo o que estou tentando fazer é ser eu mesmo, ter minha própria integridade artística e minha própria voz. Espero que as pessoas consigam ver isso."
O artista também relembrou o lado difícil de crescer com o peso do legado do pai: "No ensino médio, eu era quase um perdedor. Saí para a primeira turnê do Van Halen com um tutor, e quando voltei, as pessoas me provocavam: 'Ah, olhem, é o baixista do Van Halen!'. As crianças são cruéis."
Hoje, à frente do Mammoth WVH, Wolfgang quer escrever sua própria história - e tem uma meta clara para quando sentir que cumpriu seu propósito: "Estou tentando forjar meu próprio legado. Se um dia conseguirmos esgotar os ingressos do Hollywood Bowl, o mesmo lugar onde toquei com meu pai pela última vez, eu poderia morrer no dia seguinte e pensar: 'Trabalho bem feito!'."
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