O polêmico álbum de Metal que Geezer Butler gostaria de ter escrito
Por Bruce William
Postado em 14 de janeiro de 2026
Poucos discos do Metallica dividem tanto o público quanto o autointitulado de 1991, que o mundo apelidou de "The Black Album". Tem fã que trata aquele momento como "virada comercial", tem gente que defende como um acerto de mão cheia, e tem quem simplesmente aceite que ali a banda escolheu outro caminho - mais direto, mais cadenciado, com outra sonoridade na bateria e no peso das guitarras. Mesmo décadas depois, o assunto ainda rende.
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O que chama atenção é ver alguém do Black Sabbath entrando nessa conversa por um ângulo bem específico. Geezer Butler, que ajudou a desenhar o baixo e a estética pesada do Sabbath desde o começo, disse que havia um detalhe no "Black Album" que o pegava de um jeito que os discos anteriores do Metallica não pegavam: os riffs. E ele falou isso sem fazer pose de "crítico de internet", mas como músico que reconhece uma ideia boa quando escuta.
No livro "Into the Void" (2023) (Amazon), Geezer comenta que não era particularmente fã do Metallica daquela fase de meados dos anos 1980 e cita "Master of Puppets" (1986) como um disco que, apesar de enorme, não era o tipo de coisa que ele colocaria para ouvir. Ele ainda joga uma real bem pessoal sobre hábito de escuta: naquele período, era mais provável ele estar ouvindo soul ou jazz.
Essa distância de gosto aparece também quando ele escreve: "As bandas modernas de metal não tinham nada a ver com o som que o Sabbath aparentemente inventou." Dá para entender por que esse tipo de frase mexe com fã - porque toca direto naquela narrativa clássica de "tudo veio do Sabbath". Só que o ponto aqui não é briga de árvore genealógica do metal. É o que ele escolhe ouvir.
E aí entra o disco de 1991. Em uma conversa no Loudwire Nights, replicada pela Far Out, Geezer elogiou o "Black Album" com uma frase que vale manchete: "Eu achei os riffs ótimos, riffs ótimos. Eu sempre pensei: 'Meu Deus, eu queria ter escrito isso.'" Mas ele também deixou claro que não é uma implicância com o resto: "Eu simplesmente não conseguia me conectar com as coisas anteriores deles. Muita gente acha que as coisas anteriores são o 'verdadeiro Metallica', mas não me atraía tanto. Quando o 'Black Album' saiu, ele pareceu mais alinhado com o meu gosto."
O argumento mais forte, na verdade, é o jeito como ele descreve o álbum como "escutável" de ponta a ponta, coisa rara até para quem ama a própria prateleira. "É um dos poucos álbuns de metal que eu consigo ouvir do começo ao fim. Eu realmente gostei de ouvir. Existem pouquíssimos álbuns, de qualquer gênero, que eu consigo ouvir da faixa 1 até o final. É um desses: eu consigo ouvir o álbum todo e fico muito impressionado com ele."
"Black Album" foi lançado em 1991, tem o título oficial Metallica e ficou conhecido pelo apelido dado pelos fãs. É o álbum que trouxe "Enter Sandman", "The Unforgiven" e "Nothing Else Matters", e marcou a fase em que o grupo trabalhou com o produtor Bob Rock após "...And Justice for All". Polêmico ou não, o fato objetivo é que Geezer Butler colocou esse disco num clube bem pequeno: os álbuns de metal que ele ouve inteiro - e ainda por cima com inveja boa dos riffs.
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