O maior cantor de rock de todos os tempos, segundo Axl Rose; "abriu minha mente"
Por Bruce William
Postado em 05 de maio de 2026
Axl Rose sempre foi visto como um dos frontmen mais intensos do hard rock. A voz aguda, o jeito explosivo de cantar e a presença de palco ajudaram a transformar o Guns N' Roses em uma das bandas mais marcantes do fim dos anos 80. Mas, quando o assunto era apontar quem estava acima de todos os outros, ele não olhava para si mesmo, nem para algum contemporâneo americano. O nome que aparecia no topo da lista era Freddie Mercury.
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Em 2018, Axl falou disso de forma bem clara ao comentar sua admiração pelo Queen, em fala replicada pela Far Out. "Para mim, é fácil - o Queen é a maior banda, e Freddie é o maior frontman de todos os tempos." A frase já diz bastante por si só, mas ele foi além ao explicar o que via no grupo britânico: a capacidade de abraçar estilos muito diferentes sem perder identidade. Para alguém como Axl, que também sempre resistiu a ficar preso numa caixinha, isso evidentemente tinha um peso enorme.
Essa ligação não vinha só da admiração adulta por um artista já consagrado. Segundo o próprio vocalista, Freddie Mercury teve um papel importante ainda em sua formação. "Se eu não tivesse tido as letras do Freddie Mercury para me apoiar quando era garoto, não sei onde eu estaria", afirmou. Em seguida, completou: "Isso me ensinou sobre todas as formas de música... abriu minha mente. Eu nunca tive um professor maior em toda a minha vida."
Não é um elogio qualquer. É Axl dizendo que parte do que ele se tornou passou por ali. Também ajuda a entender isso o fato de o Queen aparecer entre as referências mais constantes de Axl desde cedo. Em entrevista à Rolling Stone em 1989, ele citou "Queen II" entre os discos que gostava de levar para a estrada. Disse inclusive que, se houvesse um toca-fitas por perto e ele não estivesse com as fitas na bagagem, dois álbuns que compraria sem pensar muito eram "Never Mind the Bollocks" e justamente o "Queen II". A mistura é reveladora: de um lado a agressividade dos Sex Pistols, do outro a grandiosidade teatral do Queen.
No fim das contas, isso ajuda a explicar bastante da própria figura que Axl construiu no Guns N' Roses. Há nele algo do ataque punk, da raiva e da sujeira de rua, mas também existe uma ambição mais ampla, de transformar canções em espetáculo, de mudar de registro dentro da mesma música e de cantar como se estivesse colocando tudo em jogo. Quando ele disse certa vez que cantava em "cinco ou seis vozes diferentes" e que aquilo não era algo forçado, essa fala também parecia carregar um pouco da sombra de Freddie por trás.
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