Tem alguma música do Guns N' Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de maio de 2026
Duff McKagan afirmou que nenhuma música do Guns N' Roses representa hoje um grande desafio técnico para ele ao vivo. Em vídeo publicado nas redes sociais (via Ultimate Guitar), o baixista disse que a banda ensaia e toca tanto que o repertório deixou de ser uma dificuldade em si. Para ele, o maior desafio no palco é outro: manter o groove e não se deixar levar pela reação do público.
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O comentário surgiu após uma pergunta feita por sua esposa. Ela quis saber qual havia sido a música mais difícil que ele tocou naquela noite. Duff respondeu que não sabe se alguma faixa é "necessariamente um desafio", justamente por causa da rotina intensa de ensaios e apresentações.
Segundo o baixista, a dificuldade está em lidar com o som do in-ear (retorno usado no ouvido), encontrar equilíbrio com os outros músicos no palco e controlar a emoção. "Há pessoas lá fora indo à loucura", disse. Por isso, ele tenta manter a concentração e sustentar a base da banda.
Duff afirmou que sua principal missão é ficar encaixado com o baterista Isaac Carpenter. "Estou apenas tentando manter o groove. Esse é o meu maior desafio", explicou. Para ele, uma boa noite acontece quando consegue permanecer no pulso durante todo o show.
A resposta contrasta com a visão de Slash. Em entrevista à Guitar World, em 2008, o guitarrista apontou "Estranged", do álbum "Use Your Illusion II", como a música mais difícil do Guns N' Roses para tocar ao vivo. Segundo ele, a faixa exige muita concentração por causa das nuances, dos arranjos e das mudanças ao longo da canção.
"Tocá-la ao vivo exigia muita concentração", disse Slash. "Não é aquela típica música de simplesmente aumentar o volume e mandar ver."
Duff, no entanto, costuma falar das músicas do Guns menos pela dificuldade e mais pelo efeito que elas criam no palco. Em outro momento, ele elegeu "Rocket Queen" como uma de suas favoritas da fase "Appetite for Destruction". Para o baixista, a música tinha um groove especial e partes de ligação que mostravam um passo adiante na linguagem da banda.
"Rocket Queen" encerra o álbum de estreia do Guns e, para Duff, parecia uma música de "outro nível". Ele lembrou que "Appetite for Destruction" nasceu como um disco feito para a própria banda, seus amigos e o público que acompanhava o grupo nos clubes. Mesmo assim, aquela faixa já indicava um caminho mais ambicioso.
Na fase da reunião, iniciada em 2016 com o retorno de Slash e Duff, outra música passou a ter peso especial para o baixista: "November Rain". Ele destacou menos a parte técnica e mais o impacto visual e emocional da canção ao vivo. Para Duff, ver Axl Rose ao piano, o público acendendo luzes e Slash conduzindo o solo cria um momento "maior que a vida".
O baixista também diz gostar de tocar músicas mais recentes da banda, como "Hard Skool", "Absurd", "The General" e "Perhaps". A escolha mostra que, para ele, o repertório atual não vive apenas dos clássicos. As faixas novas também têm espaço dentro da dinâmica dos shows.
As respostas ajudam a entender o papel de Duff no Guns N' Roses. Para Slash, o desafio pode estar nas nuances de uma música como "Estranged". Para Duff, está em sustentar o peso rítmico, manter o grupo firme e não perder o pulso diante de plateias gigantes.
No fim, a dificuldade não está apenas em tocar a nota certa. No caso de Duff McKagan, está em segurar a onda quando o público explode e transformar o baixo em alicerce para o caos controlado do Guns N' Roses.
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