3 hits dos anos 1980 cujas letras muita gente não entende direito até hoje
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de maio de 2026
Nem todo clássico dos anos 1980 ficou marcado pela nitidez da voz. Em lista publicada pelo American Songwriter, a jornalista Em Casalena reuniu três músicas que seguem enormes até hoje, mas que ainda confundem muita gente na hora de decifrar o que está sendo cantado. Como ela resume logo na abertura, são faixas "memoráveis", embora várias de suas letras continuem difíceis de entender.

A primeira lembrada é "Authority Song", de John Mellencamp, lançada em 1983 no álbum Uh-Huh. Casalena observa que o problema aparece já no verso inicial, por causa da forma "slurred together" com que Mellencamp canta, ou seja, com as palavras meio arrastadas e coladas umas nas outras. Segundo ela, o trecho mais fácil de identificar continua sendo o refrão: "I fight authority, authority always wins" ("Eu enfrento a autoridade, a autoridade sempre vence"). Mesmo com essa névoa sobre parte da letra, a canção chegou ao 15º lugar da Billboard Hot 100 em 1984.
Outra escolhida foi "Relax", do Frankie Goes to Hollywood, também de 1983. A autora diz que a música alterna momentos muito claros com outros quase indecifráveis. "Parts of this song are crystal clear, while others aren't", escreve. Para ela, a voz de Holly Johnson é instantaneamente reconhecível e icônica, mas isso não impede que trechos do refrão e da abertura permaneçam difíceis de captar. O que sobra com força total é o chamado repetido de "Relax!" ("Relaxe!"), que ajudou a transformar a faixa num estouro internacional.
Fechando a lista aparece "Rock the Casbah", do The Clash, lançada em 1982 no álbum Combat Rock. Casalena atribui a confusão sobretudo à maneira como Joe Strummer entregava os versos. Segundo ela, as palavras realmente claras são justamente as do refrão: "Rock the Casbah!" ("Balance a casbá!" ou, em sentido mais livre, "Agite a casbá!"). Ainda que boa parte das linhas passe batida para muitos ouvintes, a música seguiu seu caminho como um dos maiores clássicos da banda. Como destaca a autora, isso em nada a torna pior: continua sendo "a real gem" ("uma verdadeira joia").
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