A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de maio de 2026
Para Ricardo Confessori, o Amaranthe aponta com clareza para onde o heavy metal pode caminhar nos próximos anos. Em entrevista ao Ibagenscast, o baterista afirmou que o grupo sueco o impressionou no show no Bangers Open Air justamente por reunir versatilidade, dinamismo e uma leitura mais atual da forma como o público consome música. Na visão dele, a combinação de diferentes vozes e estilos dentro da mesma apresentação evita a monotonia e responde melhor ao comportamento do ouvinte de hoje.

A fala surgiu quando Confessori comentava a estratégia de lançar singles e trabalhar com vocalistas diferentes, em vez de se prender ao formato mais tradicional de banda centrada numa única voz. Segundo ele, esse modelo conversa com uma mudança maior no mercado musical. "A música mudou", disse. "Do mesmo jeito que antigamente a gente ouvia o CD de cabo a rabo, o mundo mudou. O Spotify fez metaleiro escutar playlist." Para o baterista, isso alterou não só a forma de ouvir, mas também a forma de pensar projetos de metal.
Foi nesse ponto que ele citou o Amaranthe como exemplo concreto. Formada em Gotemburgo, na Suécia, em 2008, a banda ganhou projeção ao misturar heavy metal, metal melódico, metalcore, música eletrônica e refrões pop, a ponto de adotar para si o rótulo de "Massive Modern Metal". Liderado por Elize Ryd e marcado por uma formação com múltiplos cantores, o grupo construiu uma identidade justamente em cima dessa alternância de timbres e climas, algo que chamou a atenção de Confessori ao vê-los ao vivo.
O baterista explicou o que mais o impressionou no show. "Os caras têm três vocalistas, cara", afirmou. "Isso daí dá uma versatilidade." Em seguida, detalhou o efeito dessa fórmula no palco: "Tem horas que é heavy metal, aí entra um vocalista; tem horas que é outra coisa, entra outro cara cantando uma outra voz; aí tem a hora que fica meio lírico, meio Nightwish, a mina canta; tem balada, tem até um industrial lá." Para ele, o resultado é um espetáculo em constante movimento, sem desgaste para quem assiste.
Confessori foi além e transformou essa observação numa espécie de diagnóstico sobre o metal atual. "Eu acho que isso daí é o futuro das bandas, cara, porque o show dos caras não fica chato", disse. Na sequência, relacionou essa sensação à forma como o público de hoje lida com música: "Do mesmo jeito que a gente não escuta mais um CD de uma hora de uma vez, a gente põe no meio da playlist, vai variando". Na leitura dele, o Amaranthe entendeu isso antes de muita gente.
Confira a entrevista completa abaixo.
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