O segredo que Jimmy Page escondia de seus amigos mais radicais
Por Bruce William
Postado em 08 de agosto de 2026
Antes de Yardbirds e Led Zeppelin, Jimmy Page passou anos vivendo uma rotina muito menos glamourosa: entrava em estúdios sem saber direito o que encontraria e precisava tocar praticamente qualquer coisa que aparecesse, chegando a participar de pelo menos três sessões por dia, seis dias por semana.
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Em entrevista à Guitar World em 1993, arquivada na Classic Rock Review, Page disse que aquele período foi valioso justamente pela disciplina. A música começava, e não havia espaço para erro. Mesmo trabalhos ruins podiam ensinar alguma coisa.
E havia trabalhos realmente ruins, de acordo com o guitarrista. A situação chegou ao ponto de Page começar a receber convites para gravar Muzak, música ambiente produzida para lojas, elevadores e espaços públicos. Foi quando resolveu abandonar a vida de músico de sessão.
Mas havia um detalhe que seus amigos mais puristas do blues não conheciam.
Perguntado se eles costumavam provocá-lo por participar de jingles e trabalhos comerciais, Page respondeu: "Eu nunca contei a eles o que estava fazendo. Tenho muitos esqueletos no armário, pode acreditar", disse, rindo.
A omissão fazia algum sentido naquele ambiente. Enquanto músicos como Eric Clapton cultivavam uma relação quase religiosa com o blues, Page nunca foi tão ortodoxo. Ele admirava o gênero, mas colocava guitarristas de rockabilly como Cliff Gallup e Scotty Moore no mesmo universo de referências.
Pouco depois de abandonar as sessões, Paul Samwell-Smith deixou os Yardbirds e Page ocupou seu lugar. Toda aquela experiência aparentemente descartável de estúdio acabaria sendo levada para uma banda em que detalhes, arranjos e ganchos teriam enorme importância.
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