O sonho musical que Paulo Miklos realizou ao tocar guitarra no Titãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de setembro de 2026
Paulo Miklos passou a tocar nos Titãs a guitarra base que pertencia a Marcelo Fromer. A informação foi dada por ele em entrevista ao canal Amplifica, comandado pelo guitarrista Rafael Bittencourt. Segundo o músico, a banda tinha dois guitarristas, e coube a ele ocupar essa função nos shows - posição que ele buscava havia tempo. "Eu realizei um sonho ali", disse.
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O trabalho não ficou restrito ao palco. Em "Nheengatu", último álbum que gravou com o grupo, Miklos assinou composições e riffs. Ele descreve o disco como pesado e lembra que a gravação foi feita ao vivo, formato que reforçou o peso do resultado final. Foi o encerramento de sua trajetória na banda, que deixou em 2016.
Antes disso, o multi-instrumentista já vinha revezando funções dentro do grupo. Assumia o teclado quando Sérgio Britto cantava e o contrabaixo quando Nando Reis ia à frente do palco. A guitarra, porém, tinha peso simbólico diferente: era o instrumento em que ele sempre compôs as músicas que levava para a banda.
A relação com o instrumento vem de longe e passou por um obstáculo curioso. Miklos é canhoto, mas aprendeu como destro porque a professora de violão que ia até sua casa nunca perguntou qual era a mão dominante. Anos depois, ao ver Jimi Hendrix e conhecer Edgar Scandurra, percebeu que bastaria inverter o instrumento. Chegou a comprar uma guitarra de canhoto, mas não conseguiu tirar nada dela.
Hoje, longe dos Titãs, o músico lança "Coisas da Vida", disco em que aparece exclusivamente como intérprete, sem nenhuma composição própria. Os arranjos são de Otávio de Moraes e a produção, de Rafael Ramos. O trabalho ganhou versão audiovisual: foram 11 clipes gravados em uma semana, em locações espalhadas por São Paulo.
Miklos explica que a decisão de filmar tudo parte de uma constatação prática. Hoje as pessoas ouvem música no YouTube, e o audiovisual se tornou parte essencial do lançamento. Os clipes estão encadeados na ordem do álbum, com esquetes atuados entre as faixas, formando um filme que leva o mesmo nome do disco.
Confira o vídeo completo abaixo:
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