Vocalista do Amorphis diz que dedicar quase tudo à banda pode compensar
Por Emanuel Seagal
Postado em 23 de setembro de 2026
Tomi Joutsen afirmou, em conversa com Rich Hobson, da Metal Hammer, que o Amorphis mostra como dedicar quase tudo à música e à banda pode compensar, mesmo sem ser a maior banda nem da Finlândia.
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O vocalista entrou no grupo em 2005, após 15 anos no underground do death metal finlandês. Na entrevista, organizada em lições tiradas de mais de 30 anos de heavy metal, ele falou sobre o reconhecimento que a banda conquistou.
"O Amorphis mostra de verdade que trabalhar nisso dia após dia, colocar todo seu esforço em algo que você ama, dedicar quase tudo à sua música e à sua banda pode realmente compensar. Não somos a maior banda do mundo, não somos nem a maior banda da Finlândia, mas mesmo assim muita gente respeita a nossa carreira e a nossa música", declarou.
"[...] Tenho muito orgulho disso, e continuamos fazendo música que realmente interessa às pessoas. Nosso novo álbum, 'Halo', parece uma grande conquista. Já passamos dos 10 discos e ainda temos algo novo a dizer", acrescentou.
"Halo", 14º álbum de estúdio da banda, havia sido lançado em fevereiro de 2022. Desde então, o Amorphis lançou "Borderland" (2025), o 15º, cuja turnê passa pelo Brasil em outubro.
"Um emprego normal"
O cantor contou que conciliou música e trabalho durante boa parte da carreira anterior ao Amorphis. "Tive que manter empregos fixos durante a maior parte das minhas primeiras bandas. Sinceramente, não sei como teria lidado se tivesse entrado no Amorphis quando era adolescente. Tenho pena de bandas que lançam seus melhores álbuns quando são muito jovens. Isso deve ferrar demais com a sua cabeça e te desligar da realidade", relatou.
"[…] Quando entrei no Amorphis, eu sabia que era uma oportunidade gigante pra mim, mas também que, se as coisas dessem errado, eu ainda poderia voltar a ter um emprego normal", ressaltou.
Estreia turbulenta
Ele admitiu que a chegada à banda não foi tranquila em todos os lugares. "A maioria dos shows que fiz logo que entrei foi muito bem. As pessoas nos diziam como estavam felizes por a banda seguir em frente. Mas teve gente que viu meus dreadlocks e pensou: 'Quem é esse hippie do c*ralho?'", lembrou.
"[...] A primeira turnê nos Estados Unidos foi horrível pra cacete. Perdi a voz e ela simplesmente não voltou, e ainda tinha um monte de gente furiosa porque eu não era o mesmo vocalista", pontuou.
O mentor Marko Hietala
A estreia do cantor em estúdio com o Amorphis foi "Eclipse", lançado em fevereiro de 2006. A produção vocal do disco é assinada por Marko Hietala, então baixista e vocalista do Nightwish.
"'Eclipse' foi o disco mais difícil em que já trabalhei. Era a primeira vez que eu trabalhava num estúdio 'de verdade' e com um produtor de verdade, então tive que aprender muito sobre o que precisava fazer antes de entrarmos para gravar. Por sorte, pude trabalhar com Marko Hietala, [ex-integrante] do Nightwish, que basicamente virou meu mentor e me ajudou muito a atravessar aquilo", revelou.
"[...] Não tínhamos muito material quando começamos a gravar. Muita coisa foi composta no estúdio, então eu simplesmente confiei na direção do Marko. Ele é um grande cantor, afinal!", concluiu.
O Amorphis traz a turnê de "Borderland" ao Brasil em outubro. A banda toca no dia 15 em Curitiba, no Tork n' Roll; no dia 17 em Belo Horizonte, no Mister Rock; e no dia 18 em São Paulo, no Carioca Club.
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