Rock Nacional: Os 15 melhores riffs de guitarra

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Por Lucas Esteves
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As listas são muito divertidas. Pelos argumentos de quem as faz e, especialmente, pela revolta que determinadas ausências podem causar nos que as leem e opinam sobre elas. Por estes dois motivos, é oportuna uma lista sobre os 15 melhores riffs de guitarra do rock brasileiro, não tão privilegiado por fãs e publicações especializadas hoje.

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Nossa versão do rock não está sempre orientada pela guitarra, o que faz com que algumas bandas e artistas de extrema importância na história acabem sendo esquecidas nesta lista. É o caso de Raul Seixas, RPM, Mutantes, Kid Abelha e Capital Inicial, apenas para citar alguns. Trata-se de grupos que não estão exatamente orientados 100% pelas guitarras, mas nem por isto deixam de ter enormes sucessos no gênero. Entretanto, seus fraseados mais marcantes não são das seis cordas. Ou simplesmente não há fraseados memoráveis, é possível.

Antes de continuar, porém, há que se delimitar o conceito de “riff”. Diferentemente do que pensa muita gente, o “riff” nada mais é do que um mero fraseado. Este não precisa se repetir tanto ao longo de uma canção, não precisa ser a base do arranjo e tampouco é privilégio da guitarra. Por exemplo, o RPM é uma banda de rock nacional que tem grandes riffs de teclado, mas não de guitarra. Ao mesmo tempo, um trecho específico que ocorre apenas ao final de uma canção pode ficar tremendamente famoso e referencial (há um destes nesta lista).

Existem alguns grupos que por terem a guitarra como grande base da construção musical hão de aparecer mais ate do que outros. Lembre-se que se trata de uma lista de riffs de GUITARRA. As contestações à classificação são livres e contribuem até mesmo para uma ampliação ou até eventual correção dos pontos. Afinal, nenhuma lista é definitiva, não é mesmo?

15 – Infinita Highway – Engenheiros do Hawaii

O tal riff ocorre apenas no início da canção. Entretanto, é totalmente suficiente para fazer com que haja a identificação imediata da canção junto ao público. Não é preciso conhecer nem gostar dos Engenheiros para saber do que se trata. Ainda que odiada por muita gente, a banda ficou também conhecida com a bela ideia de Augusto Licks, inaugurando um dos grandes trhillers musicais urbanos de Humberto Gessinger dos vários produzidos em sua carreira.

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14 – Mulher de Fases – Raimundos

Sucesso absoluto que fez muita gente virar a casaca de gostar do grupo no final dos anos 90. Antes uma banda “malvada”, os Raimundos viveram um caso de amor com o sucesso e as rádios na época e viraram a principal trupe do rock brasileiro especialmente a partir de “Mulher de Fases”, feita para as meninas cantarem junto. Para além dos julgamentos estéticos, o riff é grudento, fácil de decorar e deixa a galera louca até hoje. O Capital Inicial bem sabe...

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13 – Dias de Luta – Ira!

O temperamental Ira! produziu uma melodia imortal através da guitarra de Edgard Scandurra. Não é preciso muito para chegar a esta conclusão. Basta ver a reação da plateia, a cantar o riff a plenos pulmões, em qualquer de suas apresentações ao vivo ao longo dos anos. Este fascínio aumenta a cada dia.

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12 – Alagados – Paralamas do Sucesso

O riff mais eclético da lista não é exatamente um exemplo da agressividade do rock e sim do suingue. Entretanto, a marotagem de Herbert Vianna anima o público até hoje, que sabe que aí vem mais um clássico de uma das mais importantes bandas do Brasil. E muito banda de rock!

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11 – Chopis Centis – Mamonas Assassinas

Independente do fato de você achar indigno os Mamonas figurarem em quase todas as listas das maiores bandas de rock do Brasil – e do fato de o riff ser uma imitação descarada de “Should I Stay Or Should I Go”, do Clash -, reconheça: quando ouve as oito palhetadas em dois acordes, você ouve na cabeça (ou dá, mesmo) as três escarradas! Joinha, joinha, chupetão, vamo lá.

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10 – Por Que a Gente É Assim? – Barão Vermelho

Provavelmente o riff mais “macho” desta lista. Puro som de agressão, de bebedeira, de sacanagem. Muito difícil ficar indiferente a ele, pois conduz a canção e dá o tom do sentimento. Até mesmo em sua atual fase pop brega, Roberto Frejat ainda o toca com o conhecido biquinho e a pegada dos grandes guitarristas.

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9 – Bichos Escrotos – Titãs

Do imortal “Cabeça Dinossauro”, é a canção mais inesquecível e muito disso se dá pelo hipnótico riff. Criativo, trata-se de um único acorde e uma “puxada” no braço da guitarra. Plateia louca no ato. Quem disse que a simplicidade não é genial?

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8 – Puteiro em João Pessoa – Raimundos

Na na na na na... na na na na na... Na na na é o diabo! Precisa dizer mais alguma coisa?

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7 – Roots Bloody Roots – Sepultura

Complexidades do metal à parte, o riff mais emblemático do Sepultura acabou sendo o mais simples de sua discografia, dentro de seu álbum mais aclamado. Enlouquece multidões até hoje.

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6 – Maior Abandonado – Barão Vermelho

Não tão agressivo quanto “Por Que a Gente É Assim?”, este consegue, por outro lado, ser mais representativo e familiar ainda. Pela criatividade e energia, não deve nada aos mais endiabrados de nossas favoritas bandas gringas. Conta também com a inestimável colaboração dos teclados, o que não o tira da lista de jeito nenhum.

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5 – Inútil – Ultraje a Rigor

De todos, o mais safado. Com base no clássico acorde de E, prepara a galera para uma explosão de berradeira do título da canção no momento do refrão. Grande contribuição ao gênero por parte de Roger Moreira, atualmente mais confortável na posição de animador de auditório e agitador político de direita.

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4 – Ovelha Negra – Rita Lee

Trata-se do solo de guitarra ao final da canção. Tão bonito, bem construído e executado que cumpre a missão de ser, fora do contexto mais comum, um riff imortal para o rock brasileiro. Afinal, é um solo-riff, pois se repete. O próprio guitarrista Luis Carlini reconhece isso. “Certa vez, num hotel em Belém do Pará, uma moça, índia, entrou para limpar o quarto assobiando o solo. Fiquei me perguntando como tinha conseguido atingir aquela pessoa, tão distante e de cultura tão diferente. Estava descobrindo o poder da música”, disse em 1987.

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3 – Carry On – Angra

O Angra foi uma banda que passou por diversas fases ao longo da carreira, teve sempre grandes músicos e mudou a orientação da sua música algumas vezes, com maior ou menor destaque. Entretanto, nada conseguiu superar em termos de representatividade o riff mágico de “Carry On”. Caso encerrassem a carreira hoje, seriam imortais exatamente por conta dele.

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2 – Bete Balanço – Barão Vermelho

Uma unanimidade. É impossível não saber do que se trata “Bete Balanço” ao ouvir este riff de guitarra. Mais uma prova da genialidade de Frejat, a musicalidade da banda mais roqueira entre todas e o poder da fonte original do rock: o blues.

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1 – Que País é Esse – Legião Urbana

Outro riff que pode ser colocado na conta dos prováveis plágios do BRock – chupado de “I Don’t Care”, dos Ramones -, mas que provoca reação sem igual. É a catarse final quando se trata de plateias, memória e representatividade. Não é a maior canção da Legião Urbana, mas é seu riff mais poderoso. E, queira ou não, trata-se da banda mais famosa e adorada do gênero no país. Um monumento e um sentimento que choradeira nenhuma é capaz de impedir. (adendo importante: dentro do riff original ainda há outro riff, este com o violão, possivelmente tão conhecido quanto)

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Menção honrosa – Até Quando Esperar – Plebe Rude

Não é um riff de guitarra. No início da faixa pode-se colocá-lo na conta de um violoncelo. Depois, até no baixo, mas nunca na guitarra. Porém, é muito riff, é muito rock e orienta a canção inteira. Você canta junto?

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