Por que Sylvinho Blau Blau demorou a curtir Legião Urbana, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Os anos 1980 continuam sendo revisitados não apenas pela nostalgia, mas também por revisões sinceras feitas pelos próprios protagonistas da época. Artistas que ajudaram a moldar o rock brasileiro daquele período hoje falam com mais distância emocional sobre gostos, afinidades e até resistências musicais que só o tempo conseguiu diluir.

Um desses casos envolve Sylvinho Blau Blau e a Legião Urbana. Em entrevista ao podcast Pitadas do Sal, ao comentar quais discos do rock nacional dos anos 1980 mais aprecia hoje, o cantor explicou por que demorou a se conectar com a obra da banda liderada por Renato Russo.
"Cara, por incrível que pareça, a Legião não era uma banda que, na época, fazia a minha cabeça", afirmou Sylvinho. Segundo ele, a resistência não tinha relação com qualidade musical, mas com clima e proposta artística. "A gente estava falando de ter uma história mais solta, mais leve, menos cabulosa, menos dark", explicou.
Sylvinho Blau Blau e Legião Urbana
O cantor detalhou o que, naquele momento, o afastava do som da Legião Urbana. "Eu via um som com letras muito grandes, muito extensas", comentou. "Eu não comprava de primeira, entendeu?" Para Sylvinho, o peso lírico e o tom mais introspectivo contrastavam com a estética mais direta e bem-humorada que ele buscava naquele período.
Com o distanciamento do tempo, no entanto, a percepção mudou. Mesmo reconhecendo que a identificação não foi imediata, Sylvinho fez questão de ressaltar a importância do repertório da banda. "Mas não tem como não reconhecer 'Tempo Perdido', 'Será' e 'Mônica'", afirmou, citando alguns dos maiores clássicos da Legião Urbana.
A declaração se soma a outras reflexões recentes do cantor sobre sua geração e seus contemporâneos. Em outra entrevista, Sylvinho destacou o orgulho de ver artistas dos anos 1980 ainda na estrada, mencionando nomes como Paulo Ricardo, Blitz e Biquini Cavadão. Para ele, a longevidade dessas carreiras é fruto da conexão criada com o público ainda naquela década.
Confira a entrevista completa abaixo.
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