Joe Satriani: cinco álbuns favoritos fora do lugar comum
Por Fernando Portelada
Fonte: Musicradar
Postado em 09 de novembro de 2012
Matéria escrita por Joe Satriani para o Music Radar.
"Quando se trata de música, eu tenho tantos ‘prazeres não tão secretos’ que é difícil saber por onde começar, então eu vou começar do início. A música que nós amamos quando envelhecemos, vai nos acompanhar pelo resto da vida. Ela se torna parte de nosso DNA.
Nós nunca sabemos qual música vai nos deixar de joelhos, fazer nosso coração acelerar, ou ir direto nossa alma e fazer parte de nós. Abraçamos a música como a trilha sonora de nossas vidas.
Cresci como o caçula de uma casa de sete entusiastas musicais. Fui exposto a diferente estilos de música: Jazz, clássica, funk, rock and roll, blues, etc. Eu adorava tudo. É uma parte de mim, e formou meu estilo com a guitarra hoje.
Alguns dos meus amigos achavam que eu era louco quando eu colocava um disco do BLACK SABBATH, depois um do James Brown, seguido de um do JETHRO TULL, só para continuar com Miles Davis ou Todd Rundgren. Inspiração e genialidade era meu conceito de continuidade. Eu fiz meu melhor para mostrar aos meus amigos os artistas que eu amava, e eles devolveram o favor ao abrir meus olhos para novos tipos de música.
Então aqui estão alguns dos meus prazeres secretos, e não tão secretos...
1: Simon & Garfunkel
Simon & Garfunkel’s Greatest Hits (1972)
Esses caras fizeram algumas do folk-rock mais ‘hiper-melódico’ jamais gravado, ponto. A composição de Paul Simon durante os primeiros anos da banda foi estelar. Ela era original, mas ainda assim respeitosa com o idioma folk americano. Foi uma longa forma de se dizer que eu realmente gosto de ouvir e tocar essa música.
2: YES
The Yes Album (1971)
Emerson, Lake & Palmer – Trilogy (1972)
Quais são minhas desculpas para amar esses álbuns? Voltando para o ensino médio, a puberdade, os hormônios e claro, o amor à grandes composições com performances magníficas. Eu admito passar muitas horas ouvindo esses discos enquanto não fazia nada de bom com meus amigos/co-conspiradores, namoradas e companheiros de banda, mas ainda assim isto me levou a grandes momentos de clareza musical.
3: Eddie Harris
Eddie Harris Sings The Blues (1972)
Eddie Harris realmente tocou meus sentimentos. A música de seu sax foi direto para meu coração na primeira vez que minha mãe colocou este disco para tocar. Meus pais foram da era do jazz e tocavam seus discos favoritos todo o tempo em nossa casa. Eu escutava os grandes sons preencherem nossa sala de estar enquanto me tornava um jovem músico. Aprendi muito.
04: IGGY AND THE STOOGES
Raw Power (1973)
Sempre que escuto este disco, fico pensando ‘WTF?’ Ele é tão sujo, cru e mal até o osso. É um daqueles álbuns que de alguma forma adocica em sua memória, mas ao mesmo tempo ainda consegue lhe chocar cada vez que você o põe para tocar.
05: Crosby, Stills & Nash
Crosby Stills & Nash (1969)
Eu costumava ouvir este álbum emu ma ‘8-track’ (tecnologia de fitas magnéticas semelhantes às fitas K7). Eu tinha um player de 8-track portátil e podia enfiar minha cabeça entre aqueles dois alto falantes destacáveis para conseguir um melhor som da música enquanto deveria estar fazendo meu dever de casa. Sim, outro disco de minha juventude que nunca consegui deixar para trás, um que resistiu fortemente o teste do tempo, porém. Nada supera uma boa composição, boa performance e gravação quando isto está reunido no mesmo pacote.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
Sai, capeta: 10 bandas que foram classificadas como satanistas (porém, não são)
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"


A música do Soulfly que faz Max Cavalera se lembrar de Joe Satriani
O solo de guitarra que deixa Dave Grohl e Joe Satriani em choque; "você chora e fica alegre"
Top 5 Metallica: About.com elege os cinco melhores álbuns
Steve Vai: as 10 melhores faixas de guitarra na opinião dele


