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"Eu Dormi com Joey Ramone": livro mostra histórica irmandade

Resenha - Eu Dormi com Joey Ramone - Mickey Leigh

Por Mário Orestes Silva
Postado em 05 de março de 2015

Dentre todos os livros escritos sobre os Ramones, "Eu Dormi com Joey Ramone" é o que mais se aproxima da histórica irmandade, sem perder fidelidade. O motivo é o mais justificável possível, foi escrito por Mickey Leigh, ninguém menos que o irmão sanguíneo de Jeffrey Ross Hyman, vocalista mundialmente conhecido como Joey Ramone. Logicamente que o foco está diretamente em Joey, com os outros Ramones, a história da banda, os sucessos e insucessos e tudo mais do universo ramoníaco girando em torno da narrativa, mas isso é de extrema importância para a compreensão da personalidade, da filosofia e até da abatida fisionomia do Ramone mais carismático e mais querido pelos fãs.

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Um outro diferencial deste livro, está na ótima escrita. Leigh já atuava como jornalista e cronista quando se deu o trabalho de começar a labuta do registro. Então percebe-se na leitura, um discorrer profissional, quase lírico, que não perde sua simplicidade. Prova disso, está na humildade de Mickey em convidar Legs McNeil (co autor do divertido e clássico "Mate-me Por Favor") para dividir esta autoria.

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Logo na apresentação da infância dos irmãos, vem a tona a problemática de Joey com sua estranha anatomia que viria lhe render bullying na escola, nas ruas, na vizinhança, na adolescência, até a consagração de sua fama. Este certamente foi o fator predominante para o desencadeamento na vida de baixo estima, depressão, abuso de drogas, rejeição amorosa, surtos psicóticos, doença sobre doença e prevalecimento do câncer. Apesar de todos os pontos negativos e que levariam qualquer um a uma vida totalmente errante e sem nenhum tipo de legado digno, desde cedo, também havia o acesso à música e à arte.

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A mãe, Charlotte Lesher (a quem o livro é dedicado), era curadora de sua própria galeria de arte. O pai, Noel Hyman, sempre foi apreciador de música, e proporcionou aos filhos os primeiros contatos com rádios, vitrolas e instrumentos que levaram os garotos ao incentivo necessário. Futuramente o pai chegaria a gravar uma canção natalina com ambos, mas esta nunca chegou a ser lançada por ser considerada um verdadeiro "mico" familiar. Ao sair da adolescência, vem a amizade com os outros rapazes que viriam a montar os primeiros projetos de banda.

Após consagrada a formação inicial dos Ramones, a cooperativa com os conhecidos era óbvia, visto a falta de recursos para financiamentos e remunerações. Com isso, Leigh participou gratuitamente da gravação vocal do hino "Blitzkrieg Bop". Isto nunca veio a ser reconhecido por Johnny e chegou a ser motivo de processo judicial e um dos fortes pontos de desavenças entre os irmãos Mickey e Joey. Ainda na carência cooperativa, Mickey que já tinha a amizade de Johnny, naturalmente entra para a equipe técnica da banda, trabalha e viaja por anos com o grupo, ajudando nos bastidores, dando idéias nos moldes que caracterizariam o todo e até ajudando Joey em várias de suas composições. Johnny que queria Mickey como um eterno servidor dos Ramones, fazia de tudo pra sabotar qualquer ascensão de Leigh como músico e chegou a pedir que ele esquecesse a demissão declarada. Mesmo após consegui sair da equipe técnica, o drama de ser irmão de Joey Ramone ainda iria acompanhar Mickey por anos e anos lhe trazendo todo tipo de infortúnio indesejado.

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A descoberta do câncer linfático de Joey foi o início de um suspense que viria a ser tornar um verdadeiro terror com o seu agravamento. As passagens onde as internações são detalhadas, chegam a dar o sentimento de pena pelo sofrimento injusto que o querido enfermo amargou. Os últimos momentos de vida, que fulminaram na morte, chega a ser tão emocionante que provoca lágrimas nos leitores mais sensíveis. Incrível também como uma pessoa tão querida, não teve o carinho de quase ninguém, salvo pelos familiares mais próximos e de uns poucos amigos justamente citados. Vale ressaltar que Mickey fez questão de que este livro fosse publicado no Brasil, devido ao leal carinho dos fãs a Joey.

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Mais do que um livro biográfico, "Eu Dormi com Joey Ramone" é de uma fidelidade extraordinariamente detalhada, só como alguém da família e realmente próximo a este ícone pode descrever. Mickey Leigh foi feliz nesta labuta e se hoje goza dos direitos deixados pelo famoso Ramone, é mais do que justo, por todo apoio, amizade e amor que um irmão pode oferecer em sua vida.

Tradução de Hilton Lima; Editora Dublinense, Porto Alegre; 2013; 360 páginas.

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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: - Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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