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Resenha - Almanaque do Rock - Kid Vinil

Por
Postado em 04 de dezembro de 2014

Lançado no ano de 2010, este "Almanaque do Rock" vem pra atestar a sapiência no meio, de um homem que já era reconhecido como grande expoente do rock, décadas atrás. Kid Vinil sempre escreveu sobre música e publicava registros assim, ainda pela Somtres, que vendiam em bancas de revista. Eis que esta é sua publicação definitiva.

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Desta feita o relato está mais apurado e muito melhor elaborado. Conforme declaração do próprio Kid, ele foi simplesmente escrevendo automaticamente e não demorou pra fechar o trabalho.

Está tudo relatado em ordem cronológica conforme décadas. Iniciando toda a história do rock and roll na década de 50 com os velhos medalhões que já é de praxe, passando pelo blues, jazz e gospel, Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis e muitos outros, até a década 00 com Linkin Park, System Of a Down, Libertines, Franz Ferdinand e outros. Todas as sub-divisões de estilos com os seus maiores representantes estão presentes. Alguns são apenas citados, outros têm páginas inteiras. As citações não se resumem somente aos nomes dos artistas, mas também às principais músicas e aos discos mais significantes.

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O mais bacana é que não se trata apenas de um relato com citações. Existem narrações de histórias curiosas, em muitos casos fazendo valer o subtítulo "Histórias e curiosidades do ritmo que revolucionou a música". Cada capítulo, ou década como preferirem, tem um paralelo contando o cenário brasileiro. Outro atrativo da publicação se dá nas inúmeras fotos de artistas e de capas de discos, muitas utilizadas do acervo pessoal de Kid Vinil.

Um registro que serve tanto para consulta de pesquisa quanto para o deleite dos amantes no gênero, "Almanaque Do Rock" vale cada centavo gasto.

Editora Ediouro. 248 páginas.

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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: - Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.
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