Akira: entrevista com mestre das aberturas dos seriados japoneses

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Daniel Tavares
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Está chegando a hora de um dos maiores eventos de cultura oriental/nerd/geek do Brasil, o SANA. Mais uma vez sendo realizado no Centro de Eventos do Ceará, o evento deve receber milhares de pessoas para conferir um sem-número de atrações, entre feiras, salas temáticas, exibição de animes e tokusatsus, campeonatos de jogos, encontro com dubladores, campeonato de cosplay e atrações musicais. Entre as principais atrações musicais estão a banda japonesa FLOW, o brasileiro Bruno Sutter (encarnando o impagável DETONATOR) e o cantor Akira Kushida. Akira é o nome por trás de grande parte das aberturas de tokusatsus. Quem não gostaria de pilotar o Gigante Guerreiro Daileon, principalmente se o empolgante tema cantado por Akira estiver na trilha sonora? Tivemos a oportunidade de conversar com Akira (com o auxílio de um tradutor, claro), sobre o apelo da cultura japonesa entre os brasileiros e pudemos falar sobre este seu retorno ao Brasil, sobre o roteiro dos tokusatsus (sempre tem que ter um grande monstro e um robô, né?), tentamos um exercício de imaginação sobre como seria se ele fizesse o roteiro ao invés de apenas cantar as músicas. O Sana acontece nos dias 27, 28 e 29 de Julho de 2018, mas, antes disso, confira nossa entrevista com Akira Kushida.

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Daniel Tavares: O quão ansioso você está para voltar ao Brasil? Especialmente, o quão ansioso você está para voltar a Fortaleza?

Akira Kushida: Vou cantar com tudo e agitar muito. Estou muito feliz em poder estar aqui, pois pensei que não teria mais a oportunidade de vir ao Brasil. Tenho muitas lembranças de Fortaleza. Foi a primeira vez que cantei em português "É Isso Aí". Estou ansioso para ver todo mundo sorrindo.

Daniel Tavares: O que nós, brasileiros, podemos esperar do seu show? O que você pode nos adiantar?

Akira Kushida: Quero fazer o show que satisfaça os fãs e fique guardado para sempre na memória de todos. Com certeza todos vão querer cantar junto comigo.

Daniel Tavares: Você já veio diversas vezes para o Brasil. O que você mais gosta entre todas as coisas que você conhece ou já experimentou da cultura brasileira?

Akira Kushida: Churrasco , caipirinha...

Daniel Tavares: Há alguma coisa aqui que soe realmente diferente ou, pelo menos, muito diferente da cultura japonesa, ou, você pode ser honesto, que você não goste?

Akira Kushida: Como vim várias vezes ao Brasil, agora não levo susto ou tenho surpresas, mas no início achei que era um "País que AMA Futebol".

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Daniel Tavares: Apesar de termos tido uma migração massiva de japoneses para o nosso país, a linguagem, incluindo o sistema de escrita, tem sido uma barreira por séculos entre nossos dois países, mais que a distância em si. Isto parece estar se tornando menor nas últimas décadas, com o sucesso de mangás, animes, tokusatsus na minha geração e nas que vieram depois. E, claro, eventos como o SANA também tem uma parte importante nisso. Você concorda? Como você vê isso?

Akira Kushida: O que você gosta, você se dedica. Por isso que aprende a língua (japonês) rápido, por exemplo. Para mim o Português é díficil, mas.... (risos)

Daniel Tavares: O que, no seu ponto de vista, faz com que nós, brasileiros, amemos a cultura japonesa assim que entramos em contato com ela?

Akira Kushida: Primeiramente acredito que é graças ao Manga, Anime e Tokusatsu. Também acho que tem a influência histórica de 110 anos de imigração Japonesa.

Daniel Tavares: Você poderia nos contar um pouco da sua história com animes e tokusatsus? Como você começou e se desenvolveu neste meio?

Akira Kushida: Tive a oportunidade de cantar na abertura de um show de personagens de herois "Taiyou Sentai Sanbarugan", "Kinniku Man". Como o público era infantil, seria mais difícil interagir. Foi neste momento que pensei no sentimento das crianças. Olhar nos olhos. Teve show que pulei do palco para cantar junto com as crianças e não em cima do palco. Teve momentos também que, para aproximar as crianças acanhadas que ficavam longe do palco, ao invés de chamar com carinho chamava com um pouco de agressividade. Por exemplo, ao invés de falar " crianças bonitas", falava " hei!!! O que que vocês estão fazendo ?!". Assim as crianças vinham mais próximos me encarando. E depois do show, vinham conversar. Fiquei muito feliz nesta hora, pois o meu sentimento era de "Yes! Consegui conquistá-los. " E fiz um título "Vamos cantar e divertir juntos", pensando em não impor que o estou cantando a eles, mas sim chamá-los.

Daniel Tavares: Eu adorava o Jaspion. E queria muito entrar no Daileon, mas alguns críticos dizem que muitos deles são repetitivos, querendo dizer que é garantido que teremos um monstro, é garantido que teremos um robe, é até mesmo garantido que alguns veículos vão se tornar um robô gigante e que há pouca diferença nos roteiros de um programa para o outro ou até mesmo de um episódio para o outro. Se você fosse um roteirista, como você escreveria um programa de TV? Você aderiria aos padrões ou faria algo diferente?

Akira Kushida: Algum dia, os oprimidos virariam heróis. O oprimido que de repente adquiriu o poder. Logicamente forte, corajoso e amoroso com aquele que o judiou. Heroi de criança, que junta os amigos e enfrenta os grandes males!

Daniel Tavares: E na música em si, o que você gosta mais? Qual a sua maior influência?

Akira Kushida: Músicas antigas como: R&B, Soul music, NAT KING COLE, THE TEMPTATIONS.

Daniel Tavares: Obrigado pela oportunidade. Agora, sinta-se à vontade para mandar uma mensagem e dizer o que quiser para nossos leitores, para todos os fãs de música japonesa e para todos os que vão ao Sana.

Akira Kushida: Venha algum dia ao Japão. No SANA, vamos nos divertir e cantar juntos.

Serviço:
Data: 27, 28 e 29 de Julho de 2018
Local: Centro de Eventos do Ceará
Horário: sexta-feira 12h às 20h
Horário: sábado e domingo 10h às 20h

Sympla:
http://bit.ly/Sana2018online




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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