Machine Head: Eu adoraria fazer dez shows no Brasil

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Metal Militia
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A banda americana MACHINE HEAD faz uma única apresentação no Brasil em 2015. O quarteto capitaneado por Rob Flynn se apresenta no Via Marquês em 7 de junho como parte de sua turnê "An Evening With Machine Head", uma turnê com shows longos, concentrando-se apenas na longa carreira da banda, com músicas de cada um dos discos e sem bandas de abertura.

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Nós conversamos com Rob Flynn sobre este show e suas expectativas para esse reencontro com os headcases brasileiros. Você confere a entrevista logo abaixo. Se preferir, pode ouvir a entrevista na Metal Militia Web Radio nos links abaixo:

http://metalmilitia.com.br/2015/album/entrevista/

O MACHINE HEAD está voltando ao Brasil. Como você se sente por voltar ao nosso país para outra turnê matadora? Você lembra de alguma coisa das turnês anteriores que gostaria de ter novamente? Alguma coisa que você não tenha visto anteriormente e gostaria de ver desta vez?

Rob Flynn: Aaah, sabe, eu quero dizer, eu me diverti muito na primeira vez que estive no Brasil. Eu cheguei aí cerca de uma semana antes da turnê e fiquei muito impressionado, cara. Fiquei em São Paulo por uma semana e foi incrível pra c*. [Risos]. Nós saíamos para comer uma ótima comida italiana e sushis incríveis. Os caras tem uma espécie de sushi com tempero brasileiro, oh meu Deus. Fui num restaurante incrível chamado "jam" com os caras do SEPULTURA. Sabe, bastava cruzar a rua do meu hotel para ver... uma cidade bonita e realmente moderna. Ninguém conhecia "churr..." Eu não sabia nada sobre "churrascaria" e alguns lugares que fomos. Foi realmente um tempo muito bom. Bebi cervejas muito boas. Conheci um monte de gente legal. Comi muito. Eu acabei contratando um cara que está fazendo a turnê agora. Encontramos esse cara no Rio e ficamos tão encantados que dissemos: Você tem que trabalhar pra gente. Agora temos uma força de trabalho brasileira trabalhando conosco.Foi matador, cara. E foram os nossos primeiros shows dessa turnê. E... e...eu não acho nós fomos bons, eu acho que não tocamos muito bem. Eu acho que demos uma escorregada. Ainda estávamos no início da divulgação daquele disco, tentando aprender as novas canções. E dessa vez, temos estado em turnê por sete meses, amadurecemos. Eu realmente estou ansioso para estar lá. Acho também que naquela época tocamos um set menor, cerca de uma hora e quinze minutos, E agora estamos voltando com o "An Evening With Machine Head", sem nenhuma banda de abertura, somente nós por mais de duas horas. Vamos tocar canções de cada um dos álbuns da nossa carreira. Novas canções. Velhas canções. Estou excitado.

Bem, esta seria a minha próxima pergunta. O que os fãs headcases poderiam esperar desse show. Você já respondeu.

Rob: ops.

Sem problemas. E sobre a decisão de fazer uma turnê "An Evening With", como vocês chegaram a esta decisão e como está indo?

Rob: Foi... Nosso agente nos Estados Unidos realmente pensou que seria legal. Ele realmente ficou excitado com isso. Mas encontramos um monte de gente que achou que a gente era doido de fazer isso, sabe, achavam que isso não funcionaria para uma banda de metal, ninguém fez isso antes... Foi incrível ser capaz de fazer isso. Sabe, nós finalmente botamos isso na cabeça e nos comprometemos a fazer isso. Sabe, de algumas formas, é um pouco complicado quando você prepara uma turnê, pode ir a lugares maiores, gera mais dinheiro, pois você pode trazer uma banda maior. Do ponto de vista financeiro, você se arrisca muito porque é só você. Se a turnê for um fracasso, é só você que perde. É pra você que vão ligar. Mas, a turnê que fizemos nos Estados Unidos foi a maior e melhor turnê que fizemos por lá. E tem sido bem melhor do que eu penso que qualquer pessoa esperaria. Algumas bandas estão começando a pensar nisso. Ouvi falar que o SLAYER estava pensando num "Evening With They". Eu acho que é legal, cara. Eu acho que é realmente bacana. Sabe, porque faz com que seja realmente uma boa experiência para os fãs quando a banda está tocando por um tempo realmente longo. Duas horas e meia. Vinte e duas canções. Nem mesmo um grande album é assim. É divertido. E isto faz com que seja excitante. E faz com que seja também um grande desafio todos os dias. Você toca canções que não costuma tocar todos os dias, coloca canções, retira canções, algumas canções que não temos tocado por dez, quinze anos. E você tem que se levantar e se apresentar. É uma vibe boa.

Eu entendo. Durante um show como esses, cantando por mais de duas horas, alternando entre vocais brutais e melódicos e ainda tocando guitarra, existe algum cuidado especial que você tome com a sua voz?

Rob: Cuidado especial que eu tomo com minha voz?

Sim, porque o MACHINE HEAD tem esses vocais brutais e melódicos na mesma canção.

Rob: Sim, sim, meu treinamento é pesado. Eu começo umas três horas antes do show. Eu toco guitarra por duas horas. Meia hora me alongando antes e depois do show. Sim, cara. São cerca de três horas antes do show. E no show por mais de duas horas. E é isso. Você não pode fazer festa do tanto que quer quando tem muito pela frente. Você tem que ter cuidado, cara. Mas nós nos divertimos.

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Eu tenho que te contar. Eu vou perder seu show porque moro em Fortaleza, uma das cidades que você citou em um comentário alguns dias atrás. Você disse que gostaria de tocar em algumas outras cidades, incluindo Fortaleza, que é bem distante de São Paulo. Talvez seja muito cedo para ter essa resposta agora, mas você viu alguma mudança do dia que fez esse comentário até hoje, algum movimento, você teve algum contato de algum promotor de fora de São Paulo? Resumindo, existe alguma esperança para os fãs de outras cidades de ver vocês no futuro?

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Rob: Sim, no futuro. Eu afirmei aquilo e falei pro promotor da turnê, o produtor que cuida de toda a turnê. E nós dissemos isso pra ele, que queríamos fazer mais shows, mas ele não encontrou produtores com os quais se viu confortável. E não conhecemos muito sobre o mercado. Nós vamos pra São Paulo e estamos realmente ansiosos por isso. Está levando mais tempo do que queríamos para chegar no Brasil. Nós começamos por aqui e depois voltaremos. E no futuro realmente espero que hajam mais shows.

Seu último álbum "Bloodstones and Diamonds" tem sido aclamado pelos fãs e críticos. Alguns deles o incluem nas listas de melhores álbuns de 2014. Como você tem visto a recepção do disco pelos críticos e fãs?

Rob: Eu apenas escuto ao que os fãs dizem. Eu não li nenhuma resenha do disco. Eu realmente não dou a mínima para o que os críticos dizem. [risos]. Eu realmente também não li muitos comentários de fãs também. Eu apenas chego lá e começo a tocar as canções ao vivo. Quando você começa a tocar as canções ao vivo e você vê, sabe, lá está a verdade, a reação em um ambiente ao vivo. No instante que as pessoas escutam a canção, quando tocamos as canções no palco nós vemos a verdade lá. E temos algumas canções matadoras nas mãos, cara. Eu amo tocar "Now We Die", eu amo tocar "Game Over", eu amo tocar "Beneath The Silt", "Killers & Kings"...É incrível.

"Now We Die" ganhou um dos melhores videoclipes que eu tenho visto recentemente. Tem uma hora que vocês ficam de cabeça pra baixo. Era de verdade ou algum efeito especial? Foi difícil filmar aquele clipe?

Rob: Oh, o vídeo?

Sim, o de "Now We Die".

Rob: Oh, o vídeo é doido pra c... Foi ruim. [risos] Foi um teste de resistência física. Como suportar uma quantidade imensa de dor fazer aquele vídeo. Mas, eu acho que é como quando as garotas saem, se embonecam, fazem o cabelo, põe salto-alto. Essa merda é desconfortável, mas elas ficam lindas. Nós temos que sofrer pra fazer um negócio legal, às vezes. Foi divertido. Foi um vídeo divertido de fazer.

Eu também estou curioso se esse vídeo vai fazer parte do DVD...vocês gravaram um DVD em São Francisco e Los Angeles em fevereiro, certo? O setlist foi basicamente o mesmo que vocês tem tocado na turnê, certo? Tem mais alguma coisa que você possa nos contar sobre o DVD? Você pode nos contar algo mais sobre isso.

Rob: Sim, sim. Eu ainda não vi muito do material. Leva um longo tempo para transferir todas as coisas. Isto é mais com o diretor fazer isso.

Esta é uma pergunta que eu sempre pergunto para meus entrevistados. Eu sei que vocês já estiveram em turnê com o SEPULTURA, mas existe alguma outra banda ou artista brasileiro que vocês gostem ou que tenha tido algum tipo de influência na sua música?

Rob: [longa pausa] mal, [muitas pausas] Você diz... eu quero dizer... pelo menos... Até o SEPULTURA eu não lembro de nenhuma outra banda de metal.

Ok, sem problema.

Rob: Pelo menos não que tenha atingido os Estados Unidos. Isto foi antes da Internet. Se você quisesse ouvir uma banda, tinha que comprar os discos, ou trocar com alguém pelo correio. Eu realmente nem acho que haviam discos brasileiros à venda, CDs ou qualquer coisa. SEPULTURA realmente foi a banda que eu ouvi e pensei "ah, uau, os brasileiros são doidos". São legais.

Sim, todo mundo diz...

Rob: Nós ouvimos mais sobre samba e coisas desse tipo nos Estados Unidos.

Bem...

Rob: Sabe, é engraçado também. Antes de olhar no mapa do Brasil, eu não tinha ideia do quão grande o Brasil era. Nos Estados Unidos, pensamos que o Brasil é só o Rio. E isso é tudo. O que conhecemos do Brasil é o Rio. Sabe, garotas de topless, carnaval e isso é basicamente tudo. Sabe, descobrimos mais quando estávamos agendando a turnê, olhamos para o mapa do Brasil apenas para ver como era. "Nossa, o Brasil é um país realmente grande. É enorme". Eu acho que ignorávamos isso porque é como a mídia nos ensinou. Estou certo de que existe uma cena musical maravilhosa no Brasil, uma cena maravilhosa de metal, um maravilhoso, sabe, tudo. Eu gostaria de descer aí e percorrer o país inteiro. Eu adoraria fazer dez shows no Brasil. Ir no norte em Manaus, Fortaleza, ir para o sul, Porto Alegre, algo assim. Seria incrível. Eu só sei que não sei muito sobre a geografia do Brasil e eu gostaria de aprender.

Eu acho que estamos chegando ao fim da nossa entrevista. Gostaria de te pedir para deixar uma mensagem para todos os fãs do MACHINE HEAD, especialmente para aqueles que vão comparecer ao seu show, e para aqueles que vão ouvi-la na Metal Militia Web Radio ou lê-la no Whiplash.net?

Rob: Sim. Não posso esperar para voltar, caras. Estou muito excitado em tocar pra vocês caras. Foi maravilhoso da última vez e tenho certeza de que vai ser melhor dessa vez. Estou excitado.

Serviço

Machine Head em São Paulo
Via Marquês: Av. Marquês de São Vicente, 1589, próximo ao Metrô e Rodoviária Palmeiras-Barra Funda
Dia 7/6, domingo, 19h
Preços: R$ 120 (1º Lote Pista Meia/promocional - limitados), R$ 150 (2º lote Pista Meia/promocional) ou R$ 200 (Camarote Meia/promocional)
Informações e vendas:
http://www.viamarques.com.br
https://ticketbrasil.com.br ouwww.clubedoingresso.com

Pontos de Venda
São Paulo: Galeria do Rock
Loja Hellion: 1° andar - 11 3223.8855
Loja 255: 2° andar - 11 3361.6951
Santo André: Metal Music: Rua Dona Elisa Fláquer, 184 - Centro - 11 4994.7565




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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