Épico & Histórico: Tony Iommi e Christopher Lee se entrevistam

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Em homenagem ao aniversário do ator CHRISTOPHER LEE essa semana –ele completou 92 anos de vida no último dia 27 – a revista inglesa METAL HAMMER republicou um trecho da conversa que o símbolo da dramaturgia bretã teve com outra instituição igualmente seminal daquele país: o guitarrista do BLACK SABBATH, TONY IOMMI em 2010. O que segue abaixo é uma tradução do texto de MALCOLM DOME.

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TONY IOMMI está em seu quarto de hotel com vista para o Hyde Park. Olhando pra cena, ele diz: “essa entrevista… eu tenho que admitir que eu nunca estive tão nervoso com nada em minha vida!”

Tony Iommi, o pai do Heavy Metal. E ele está nervoso. Com o que? Com encontrar-se com um gigante, um homem cuja carreira começou muito antes de Tony pegar em uma guitarra. Um ícone, astro de mais de 200 filmes, um lorde que já interpretou a alguns dos maiores monstros da história: de Drácula a Frankenstein, de Fu Manchu a Saruman. Ele vai conhecer Sir Christopher Lee.

E por que a revista inglesa METAL HAMMER se importa com esse téspio de 88 anos de idade? Porque ele acaba de lançar um acachapante álbum e metal sinfônico chamado ‘Charlemagne’, e isso é sério. Não é o seu primeiro encontro com o metal, tendo trabalhado com o Manowar e o Rhapsody Of Fire antes. E, como descobriríamos, ele de fato gosta de metal.

A locação deste encontro histórico – e juntar essas duas lendas é a epítome de história sendo feita – é um clube privado na zona sudoeste de Londres chamado Number 11. É aqui que Sir Christopher prefere conduzir entrevistas. Escondido em uma atmosfera de privacidade educada e deferência, com serviço discreto. Parece apropriado que o local vire uma mecca do metal nessa tarde. Porque o gênero sempre teve um senso de ocasião. Tony aparece primeiro, vestido apropriadamente de preto com um olhar pensativo congelado em seu rosto. Com toda sua estatura, ele é reduzido a uma animação quase infantil sobre o que está prestes a acontecer. Sir Christopher chega vários minutos depois, desfilando cada polegada da figura cavalheiresca e comandante que todos esperam que ele seja. Ele é cortês e generoso, apertando as mãos calorosamente com Tony e, dada a natureza do sobrenome deste último, o cumprimenta em italiano. O deus da guitarra parece confuso: “Me desculpe, eu não falo a língua”, ele admite, um pouco envergonhado. Ambos possuem um senso de humor autodepreciativo. Mais tarde, quando o fotógrafo John McMurtrie sugere que Sir Christopher segure o crucifixo que Tony tem em volta de seu pescoço, Lee responde com horror vampiresco e galhofa: “Ah não!”

Sir Christopher se acomoda em um canto, bebericando de um chá com uma pitada de leite e sem adoçante, ajustando sua posição para apaziguar um problema nas costas [“Não posso mais jogar golfe”, ele suspira; todos aqueles anos dispensando dublês tiveram seu preço]. Tony senta do outro lado da mesa. Aí, com uma plateia de assistentes, fotógrafos e editores observando, e com uma câmera de vídeo rodando para capturar a ocasião, nos preparamos para uma das conversas mais fascinantes que qualquer um de nós jamais testemunhou. O que segue abaixo é apenas uma amostra da atmosfera e do papo. Três dimensões de necessidade reduzidas a duas. Fazendo uso de um clichê, você tinha que estar lá… e, à medida que a treva do evento em andamento se intensificava, nós demos a largada com um homem que liga a dupla – o baixista do Manowar, Joey DeMaio.

Sir Christopher Lee: “Joey me conectou com uma banda chamada Rhapsody [agora conhecida como Rhapsody Of Fire]. Isso foi alguns anos atrás [2004, no álbum ‘Symphony Of Enchanted Lands II: The Dark Secret’] Joey estava muito envolvido. Na verdade, ele estava no comando.”

Tony Iommi: “Eu o conheço muito bem. Ele trabalhou para nós por anos, como roadie.”

Sir Christopher: “O que eu me lembro daquelas sessões é que todo mundo estava cantando, e eu estava sendo deixado de lado. Então eu disse a eles que eu queria tentar. Você pode imaginar a reação. Nenhum outro ator acha que pode cantar! Mas eu o fiz, uma música chamada ‘The Magic Of The Wizard’s Dream’, e eu acho que eu posso dizer com segurança que eu provei que poderia dar conta.”

Tony: “Então aquela foi a primeira vez que você ouviu qualquer tipo de metal?”

Sir Christopher: “Ah, com certeza não. Na verdade, foi anos antes. Eu costumava jogar golfe com Alice Cooper, que era muito bom no esporte. Eu ouvi algo da música dele, e ela me interessou estranhamente. Claro que ele tinha todas essas coisas incríveis rolando ao vivo – ele se enfocando e tudo mais. Eu também quase fiz um projeto com David Bowie, que era um jovem agradabilíssimo. Tenho certeza que ele ainda o é. Mas não conseguíamos achar um jeito de combinar seu estilo com o meu, do jeito que estava, então o projeto nunca aconteceu. Contudo, eu fui vê-lo ao vivo. Mas o som dele estava tão alto que tudo soava distorcido.”

Tony: “Eu já toquei em salas onde o som reverbera de volta pra você e você não consegue ouvir nada.”

Sir Christopher: “quando eu consigo ver um bom show de uma banda de metal, é extasiante. É diferente de tudo que você já ouviu antes! Mas quando está alto demais, pode lhe machucar.”

Tony: “Foi isso que me afetou ao longo dos anos. Quando começamos, ninguém usava protetores auriculares no palco, e isso afetou minha audição. É por isso que eu uso um aparelho agora!”

Sir Christopher: “Na sua idade? Você não tem idade pra isso! Quando você chegar à minha idade, você começa a descobrir que as coisas não funcionam como deveria. Eu ainda tenho minhas faculdades mentais, mas demora para eu entrar no pique pelas manhãs. O corpo é menos resistente.”

Tony: “Eu sei como você se sente. A mesma coisa está acontecendo comigo – e eu só tenho 28 anos!”

Sir Christopher: “Você? Mas você é um homem jovem. Eu poderia ser seu pai. Sério, eu tenho idade suficiente. Mas você é o imperador do metal. O homem que começou tudo…”

Tony: “Não, você começou o metal!”

Sir Christopher: “Sério, eu adoraria saber como vocês fizeram aquilo.”

Tony: “Eu comecei tocando blues em Birmingham. E fui daí pra escrever minhas próprias músicas. Eu trabalhava em uma fábrica na época, e tive um acidente, que esmagou dois dedos da minha mão direita. Me disseram que eu jamais tocaria guitarra de novo…”

Sir Christopher: “Algo parecido aconteceu comigo. Eu desloquei um dedo numa briga depois do almoço certo dia com Errol Flynn. Isso me ensinou uma lição! Mas eu lhe interrompi…”

Tony: “Eu me recusei a aceitar aquilo, que eu não poderia mais tocar guitarra. Então eu derreti uma garrafa plástica, a enfiei numa bola e fiz pontas para os meus dedos, e depois as lixei para um tamanho controlável. É por isso que eu toco guitarra do jeito que toco, porque eu tive que me adaptar, e portanto, pego nas cordas com mais força. Daí criei um som mais pesado. Que é, suponho eu, de onde vem o metal. Como banda, o Black Sabbath foi influenciado por ver muitos de seus filmes…”

Sir Christopher: “Os bons, eu espero!”

Tony: “Nos achávamos todos bons: ‘Drácula’, ‘Frankenstein’, ‘A Múmia’…”

Sir Christopher: “’A Múmia’… estar naquela fantasia significava que tudo que você conseguia ver eram meus olhos. Então eu tinha que usar somente a eles para passar a emoção – era atuar com os olhos. Na verdade, com todos esses personagens macabros que eu interpretei, eu tentei introduzir coisas diferentes, dar a eles uma dimensão a mais. Então, o meu Drácula não era como o do livro de Bram Stoker. E o monstro de Frankenstein – eu tentei passar o fato de que ele nunca pediu pra ser feito. Mas interpretar esses papéis me ajudou a começar.”

“Uma coisa que eu odeio, entretanto, é quando as pessoas e referem a esses filmes como de terror. Eu não gosto do termo. Boris Karloff, meu bom amigo e vizinho de outrora, também odiava chamá-los de ‘terror’. Para mim, são de fantasia. Eles são como contos de fada. Também há algo de mágico neles. As pessoas gostam de serem deslocadas de si próprias e imersas em um mundo mágico, para esquecer da vida cotidiana.”

Tony: “Sim, mas as pessoas gostam de ser assustadas, não gostam? É parte do que fez o Black Sabbath dar certo ao longo dos anos. Nossas trevas provêm escapismo.”

Sir Christopher: “Eu não entendo o porquê de alguém querer ser assustado. A experiência mais assustadora que eu já tive foi quando visitei a célebre prisão de San Quentin [no condado de Marin, Califórnia]. Eu perguntei se poderia visitar, e a primeira coisa que me disseram foi que não poderiam garantir minha segurança – o que foi encorajador!”

“Eles me levaram para todo canto, menos o bloco correcional. Eu até pude ver a câmara de gás, o que foi bastante tenso. Eu fui conduzido por todo o processo pelo qual o método funciona. E passei pelo pátio com 600 detentos fumando e conversando.”

Tony: “Aparentemente, você não pode olhar eles diretamente nos olhos, eles não gostam disso.”

Sir Christopher: “Bem, pediram meu autógrafo uma ou duas vezes. Daí eu fui pro bloco da prisão perpétua, e um cara, que era enorme, perguntou se eu gostaria de ver sua cela. Como é que eu poderia recusar? Entramos e ela tinha uns três metros por dois. E quando estávamos dentro, a porta estava fechada e trancada! Aparentemente, foi um modo de testar como você reagiria. Uma pessoa bastante conhecida, quando isso foi feito com ele, gritou, ‘Me deixem sair!’ Eu continuei conversando. Mas a coisa toda foi bastante assustadora, e aquilo é realidade.”

Tony: “Algumas das coisas mais aterrorizantes que já me aconteceram foram encontros com estranhos no começo do Sabbath. Tínhamos uma reputação por causa de nosso nome e também boatos de que lidávamos com magia negra, e isso atraía uns tipos estranhos.”

Sir Christopher: “Eu descobri que você tem que ser cuidadoso quando é famoso. As pessoas lhe associam com um papel que você interpreta.”

Tony: “Sim, nós conseguimos com que muitos fãs nos evitassem, porque eles acham que você deve ser um monstro. Havia revistas que não nos entrevistavam, e outras se recusavam a trabalhar conosco.”

Sir Christopher: “Eu descobri que a maioria das pessoas que chegam até nós e conversam comigo são muito educadas e apenas querem meu autógrafo. Eu tenho sorte por, depois daqueles filmes, ter estabelecido minha reputação. Eu fui aos EUA nos anos 70 e tive a oportunidade de aparecer no Saturday Night Live. Aquilo me impediu de ficar estigmatizado demais. Eles realmente dizem que atores sérios sempre querem fazer comédia, enquanto os comediantes querem papéis sérios. Há também aquela cautela com atores que acham que sabem cantar.”

Tony: “Eu ouvi seu disco ‘Charlemagne’ e você com certeza sabe cantar. Talvez pudéssemos colaborar algo no futuro?”

Sir Christopher: “Bem, se você estiver preparado para me deixar… eu me lembro de gravar um álbum em 1988 [‘Devils, Rogues & Other Villains’] e um resenhista escreveu: ‘Eis outro ator que acha que ele sabe cantar’. Na linha seguinte, ele tinha duas palavras: ‘Ele pode!’ Eu herdei meu talento pro canto.”

Tony: “Você me soa como um barítono natural…”

Sir Christopher: “Bem, eu também consigo cantar as partes mais graves. Mas se eu fizer muito isso, as pessoas adormecem em cerca de 15 segundos!”

Tony: “Voltando a ‘Charlemagne’, quanto tempo levou para você gravar?”

Sir Christopher: “Levou uns dois anos e meio para gravar. Mas, enquanto eu sou parte essencial dele, os créditos na verdade deveria ir para Marco Sabiu,e os músicos maravilhosos que ele arrumou para aquilo. Sem eles, nada disso teria sido possível.”

Tony: “O que te atraiu a isso em primeiro lugar?”

Sir Christopher: “Eu sou uma pessoa que gosta de tentar coisas diferentes. E esse é um novo território para mim. Mas Joey DeMaio acha que eu tenho uma boa carreira à minha frente no metal sinfônico! Na verdade, foi Joey quem convenceu Johnny Depp a desistir da música e se tornar ator. Johnny tinha uma banda na Flórida chamada The Kids. Joey disse a ele para esquecer essa de guitarrista! Então ele não elogia por pouco. Outra coisa é que eu aparentemente sou um descendente de Carlos, o Grande. Mas, até aí, na Itália todo mundo acha que é…”

Tony: “Sim, essa é provavelmente minha ascendência também. Minha família vem de Nápoles, então eu e você podemos ser parentes!”

Sir Christopher: “O que eu tenho mais orgulho nesse disco é que ele é historicamente preciso. Ele era um personagem fascinante: grande rei, grande guerreiro, um pai, cristão devoto. Mas ele tinha que ser austero às vezes. Ele convidou todos os chefes tribais dos Saxões para encontrar-se com ele, e daí cortou suas cabeças. Essa é uma história que contamos na faixa ‘The Bloody Verdict Of Verden’. Ele o fez de modo a proteger seu próprio reino. Eu já executei dois monarcas na minha vida…”

Tony: “Sim, e muita gente já te matou também.”

Sir Christopher: “Há, verdade. Que injusto. Agora, estamos pensando em fazer um musical de ‘Charlemagne’, e também há chance de um segundo álbum. Eu também quero tornar a história de Dom Quixote em um disco, e possivelmente, um filme. Eu já perguntei aos espanhóis se eles me aceitariam interpretando a ele, e eles parecem gostar. Ele é um ícone espanhol, então essa aceitação é importante.”

Tony: “É fabuloso que você já tenha feito tantos trabalhos bons – algo como 280 filmes – e ainda assim você segue em frente…”

Sir Christopher: “Eu tenho mais seis filmes prontos para serem lançados, apesar de alguns deles só terem envolvido um dia de trabalho. Eu me lembro de David Biven dizer certa vez que ele ficava muito nervoso uma semana antes do fim de um filme, porque ele não sabia de onde viria seu próximo trabalho. E ele era um grande astro. Eu acho que todos os atores se preocupam com de onde virá trabalho. Mesmo na minha idade, isso me preocupa.”

Tony: “A mesma coisa se aplica aos músicos. Você sempre está preocupado sobre o que está por vir. Músicos e atores são parecidos sob vários aspectos. Na verdade, quando eu subo ao palco, eu estou interpretando um personagem, na verdade.”

Sir Christopher: “Foi desse modo que eu abordei o álbum ‘Charlemagne’. Eu estava interpretando dentro de um contexto musical. Eu acho que tenho muita sorte em minha carreira, por quando as pessoas terem começado a assistir meus filmes, daí a geração seguinte os viu na TV. Desde então, os vídeos e agora os DVDs os mantiveram em destaque para cada geração. E claro, ‘Guerra Nas Estrelas’ e ‘O Senhor Dos Anéis’ significam que sou conhecido entre os muito jovens, então pessoas de cinco décadas reconhecem meu trabalho. Mas o metal, isso é para os jovens mesmo, não é?”

Tony: “Eu acho que é pra todo mundo. Notamos que hoje em dia você tem famílias – avós, pais e filhos – vindo aos shows. Não há um hiato entre gerações. Então há esperança para nós dois!”

Sir Christopher: “Talvez devêssemos pensar em trabalharmos juntos?”

Tony: “Eu vou compor uma música e lhe mandar, ver o que você acha e seguimos daí.”

Sir Christopher: “Eu tenho que lhe avisar que eu não sei ler nada de música. Mas, até aí, alguns grandes cantores de ópera também não sabem.”

Tony: “Nem eu. Então é algo a mais que temos em comum!”

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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