Blues Custom: entrevista com a banda de "Harleyros do Blues"

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Por Jéssica Cegarra, Fonte: Jéssica Cegarra
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Criadas por dois jovens: Arthur Davidson e William S. Harley em 1903, (uma das marcas mais cobiçadas pelos amantes de motocicletas), as centenárias Harley-Davidson nasceram da ideia de se instalar um motor num quadro de bicicleta. Desde então ganhou adeptos apaixonados pelo mundo todo.

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Neste cenário Harleyro temos a Blues Custom: uma banda de Blues de Rio Preto que possui integrantes motociclistas amantes do estilo Harley de ser. A banda tem 6 anos de estrada e milhares de Km rodados.

Confira a seguir uma aventura musical com o ronco inconfundível das motocicletas HD e o melhor do Blues em uma entrevista exclusiva:

Integrantes - Maurício Scaglioni (batera), Marquinho Munhoz (guitarra e gaita), Digão Perussi (baixo) e Roger (vocal e guitarra)
Integrantes - Maurício Scaglioni (batera), Marquinho Munhoz (guitarra e gaita), Digão Perussi (baixo) e Roger (vocal e guitarra)

A banda tem quanto tempo de estrada?

A Blues Custom foi formada em 2008 em São José do Rio Preto, e desde então estamos rodando. Somos em quatro inegrantes: Roger (vocal/guita), Marquinhos (Guita/gaita), Maurício (batera) e Digão (baixo).

Qual é o balanço que vocês fazem desse tempo todo?

Está sendo muito bom! Percebemos uma forte evolução musical do grupo neste período. Somos uma banda democrática: sempre conversamos, expomos nossas opiniões, arranjos e composições em grupo, sempre dispostos a ouvir opiniões diversas em nome de um resultado musical que descende de todos integrantes. Passamos por vários obstáculos e continuamos de pé, em frente. O espírito da Blues Custom é este: continuar, mesmo vivendo uma realidade onde o Blues e Rock and Roll têm pouco espaço em nossa cultura. O público nos recebe sempre bem, seja na Capital ou no interior, pela diversidade de influências do nosso som, que vai do Heavy Metal à MPB, passando pelo Punk Rock e Rithm and Blues, são as influências que cada integrante traz à Blues Custom.

Vocês já rodaram quantos km juntos mais ou menos?

Rs... Não fizemos esta conta, mas temos certeza que de que nunca vai ser o suficiente... temos a Blues Custom, as motos e uma grande amizade. Estamos sempre rodando de um jeito ou de outro.

Como foi tocar no MOTOROLETE do ano passado? Comente sobre a energia do público e sobre a sensação de tocar no meio motociclista.

Foi muito legal! Nosso som tem tudo a ver com a estrada, motociclismo viagens e aventura. Nesse evento encontramos tudo isso a vibração, a energia das pessoas cantando e dançando com a gente. Nos sentimos honrados de poder fazer parte desta grande confraternização que é o Motorolete. O que pouca gente soube é a aventura pouco antes do show... rs... na noite anterior ao show, nosso baixista, o Digão, estava voltando do Paraná de carro e por volta de 1 hora da manhã sofreu um acidente, nada grave mas o carro ficou totalmente destruído e em um local sem movimento e sem sinal de celular. Só conseguiu ajuda pra sair de lá as 7 horas da manhã e so conseguiu chegar em Rio Preto as 13 horas. chegou subiu no palco e tocou no Motorolete.

A banda durante a apresentação no evento Motorolete 2013, realizado no clube de campo do Automóvel Clube em junho de 2013
A banda durante a apresentação no evento Motorolete 2013, realizado no clube de campo do Automóvel Clube em junho de 2013

Como é o repertório de vocês? Possuem músicas próprias?

Nosso foco é a composição. A Blues Custom é uma banda autoral e tem uma série de composições gravadas e em produção, além de executar músicas consagradas de grandes compositores, desenvolvemos arranjos de cada música, buscando nossa identidade musical e procurar divulgar ao público músicas que não estão no mainstream, mas que são memoráveis.

Qual é o conceito por trás das letras?

Acreditamos que não temos um conceito pré-estabelecido para nossas letras. No entanto gostamos muito de viagens, de motos, carros vintage, motores, estrada. Um cenário típico do mundo do Blues nos atrai também: "Whiskey and women", que é o nome de uma música do John Lee Hooker, sintetiza o universo em três coisas fundamentais: o bar, as mulheres a estrada. Também escrevemos nossas letras inseridos numa realidade brasileira, que é um pouco diversa da norteamericana.

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Quais motos vocês têm? Nome, marca e cilindrada. Vocês apelidaram suas motocicletas com nomes próprio? Porque escolheram esses nomes?

Rodamos com uma Road King, uma Heritage e uma Blackline, da Harley-Davidson e as três tem motores com 1584cc. Também em quatro rodas um Ford Galaxie 500, V8 ano 1973 leva a banda inteira e os instrumentos. É a nossa pedida quando está chovendo. Ou apelidos carinhosos. A Heritage ganhou o apelido de "Melissa" em homenagem à música do Gregg Allman do Allman Brothers, de 1968. A Blackline recebeu o nome de Karen, em homenagem póstuma à vocalista e baterista Karen Carpenter, que com sua bela voz encantou o mundo nos anos 1970.

O blues é a única estrada seguida por vocês? Ou também tocam outros estilos?

Acreditamos não existir uma linha muito precisa separando o Blues do Rock And Roll e o Jazz. Assim como o Samba, o Blues é descendente das culturas musicais ancestrais africanas e se desenvolveu ao longo do tempo em vários lugares do mundo. Do Samba descendeu a MPB, do Blues e Jazz, o Rock And Roll. Todos têm a fantástica contribuição da cultura afro que transformou a música tonal tradicional em algo rítmico, pulsante, que contagiou o século 20 e mudou a direção da música mundial de até então.

O que veio primeiro? A paixão pela música ou pelo motociclismo?

Acreditamos que foi a música, porque começamos a tocar e compor ainda garotos, conquistamos a guitarra antes da motocicleta!

Como surgiu essa paixão especifica pela HARLEY?

Nossa paixão é pelo motociclismo, pela música e por este estilo de vida. Em especial as motos Custom nos atraem independente da marca, pela própria história da Harley-Davidson, pelas concepções da máquina, do motor, pela idéia da busca da liberdade e do prazer que só uma motocicleta proporciona.

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Entre amigos em visita a concessionária Harley-Davidson em Ribeirão Preto
Entre amigos em visita a concessionária Harley-Davidson em Ribeirão Preto

Nietzsche tem uma frase que diz "Sem a música a vida seria um erro". Vocês conseguem relacionar essa frase também ao motociclismo? No caso de vocês o motociclismo e a música andam juntos. Fale sobre isso.

Sem dúvida o filósofo é coberto de razão na sua afirmação. Porém nós, enquanto músicos, seríamos altamente suspeitos para afirmar! E enquanto motoqueiros, podemos dizer que seria um erro viver sem experimentar a vida em duas rodas. Tanto o motociclismo como a música é para nós fonte de lazer e de trabalho, talvez seja esta a mistura "mágica" da vida.

Site oficial:
http://www.bluescustom.com/




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Sobre Jéssica Cegarra

Jéssica Cegarra é formada em jornalismo pela faculdade UNIRP de São José do Rio Preto. Foi vencedora do Concurso Cultural Nacional "As viagens de Melissa", promovido pela sandália Melissa em 2008. Foi diretora de redação na revista online EPZ de Eduardo Penna e atualmente escreve para a revista Crossnaveia Sport Racing.

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