Spleenful: 2014 para consolidar o nome no cenário mundial

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Por Tiago Alano, Fonte: Blog dos Feras
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Texto de Rafael Pereira Lescano, originalmente publicado no Blog dos Feras e Radio Rocker.

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A Spleenful foi a maior revelação do ano de 2013 na cena pesada, em tão pouco tempo a banda alcançou um reconhecimento enorme na cena musical, arrancando elogios inclusive de fora do Brasil, e como não podia deixar de ser o ano de 2014 promete ser inesquecivel para a Spleenful, o Blog dos Feras bateu um papo com as vozes da banda, o vocalista Tiago Alano e a vocalista Bianca Giovanella, para saber o que a banda tem planejado para esse ano.

Gostaria de começar agradecendo a atenção da Spleenful, é um prazer ter a banda no Blog dos Feras.

Tiago: O prazer é todo nosso!

Como nasceu a Spleenful?

Tiago: Tudo começou no final de 2011, eu estava procurando por músicos para gravar algumas composições minhas. Em meio a essa busca, conheci o Lucas Cabral que passou a trabalhar nas músicas comigo e assim teve origem as faixas do "Bittersweet". No ano passado, o Carlos e a Bia entraram para a banda e mais tarde veio o resto do pessoal. Gosto de destacar a chegada da Bia porque passamos a priorizar mais o projeto e sua voz trouxe a identidade definitiva para a nossa música. O processo de gravação do EP começou mesmo foi no início do ano, mas tivemos que fazer um intervalo devido a problemas diversos.

Quais as influências da banda, tanto no som quanto na hora de fazer as letras?

Tiago: Musicalmente eu diria que temos influências bem diversas que vão desde o Gothic e Black Metal até a música erudita. Eu sempre achei errado uma banda começar já pensando em algo bem definido para o que quer fazer, então preferi agregar diversas influências minhas para criar nossa sonoridade. E quando eu digo diversas influências, estou falando até mesmo de coisas que não são nem um pouco Metal! Sendo assim, tem coisas que transparecem mais, como influências de Cradle Of Filth, Anorexia Nervosa ou o Gothic Metal dos anos 90, mas tem outras coisas que surgem de maneira mais discreta. Um exemplo disso é o fato de eu ser um grande fã de Devin Townsend, Death, Between The Buried And Me e outras coisas mais técnicas e experimentais, algo que surge de maneira mais sútil na Spleenful. O Cabral também atua de forma essencial nas composições e, assim como eu, ele também escuta diversas coisas que não se restringem somente ao Metal. Quanto as letras, elas são inspiradas em poesia maldita e em contos do horror, mas sempre queremos ir um pouco mais além. Na "Burleske Liebesträum", por exemplo, temos a história de um crooner apaixonado por um dançarina de cabaret, até que ele começa a desenvolver uma obsessão doentia em querer assassiná-la e praticar necrofilia. A música sai daquele clima da boemia poética do século XIX, Era Vitoriana e tudo mais, além de ter várias referências a psicanálise, que é outro tema presente em nossas letras. Inclusive, posso revelar em primeira mão que já estamos trabalhando num roteiro para um videoclipe dessa música. Queremos fazer algo bem erótico envolvendo um clube de fetiche, algo pra surpreender as pessoas mesmo! E além disso tudo que eu disse, tem mais a influência do cotidiano mesmo, que vão desde filmes até experiências realmente vividas. Spleenful busca inspiração em diversas formas de expressão artística.

A Spleenful já recebeu vários rótulos, o que a banda acha disso ?

Tiago: Estou me divertindo muito com isso! (risos) Pra falar a verdade, nem eu sei nos rotular e esperava que alguém conseguisse fazer isso com o lançamento do EP, mas a coisa apenas piorou. (risos) Eu acho que temos elementos de Gothic, algumas coisas mais Black sinfônico, tem até riff meio Grindcore. Tenho uma amiga que disse que somos Fusion Metal, gostei do termo, bem simples e único. Mas muitos tem chamado de Dark Metal também... então, eu não sei, quem sabe somos Dark Fusion Metal?! (risos)

Como funciona o processo de composição, todos contribuem?

Tiago: O processo é bem simples, na verdade. Eu escrevo a música no Guitar Pro, daí o Cabral coloca ideias dele ou vai modificando algumas coisas. Por fim, a Bianca cria melodias vocais em cima das minhas letras. Todo o "Bittersweet" foi feito dessa maneira, tirando um ou outro detalhe que foi acrescentado durante a gravação. Nas próximas músicas vamos diversificar mais, o resto do pessoal também vai contribuir com algumas ideias e tem músicas que a Bia vai fazer as melodias vocais primeiro e depois eu farei a letra. É que geralmente a letra vem por último, eu coloco um título e penso num tema que a música precisa transmitir, daí vai surgindo o resto.

Bia: Pedi para o Tiago me deixar trabalhar só nas linhas vocais, não sou muito boa com instrumentação das músicas, mas sempre vem umas ideias loucas e eu comento com os meninos. A minha parte na composição é o Tiago faz a letra, eu ouço a música, vejo onde encaixa cada parte da letra e enfim dou vida a música. Pro nosso próximo album, queremos algo épico, algo que realmente seja digno de dizer que aquilo é da Spleenful.

Vamos falar do EP "Bittersweet", quem teve a ideia da capa, e onde ele foi gravado, fale tudo sobre esse trabalho?

Tiago: A capa foi ideia da Bia, era pra ser apenas a capa do single mas gostamos tanto que virou a capa do EP mesmo. Acho que ela retrata bem as múltiplas facetas da música, tem um certo erotismo, é macabra de forma sublime, e conseguimos isso sem ser algo explícito. A imagem está lá e cabe a cada sua interpretação. Quanto a gravação, como eu disse anteriormente, ela começou no início de 2013 mas teve uma parada, retomamos no meio do ano. Mas assim que nos reunimos pra trabalhar nas demos foi tudo bem rápido. Muita gente que escuta o EP pensa que foi uma mega produção, e não foi nada disso, gravamos tudo no estúdio que o Cabral tem em casa mesmo em Viamão. É óbvio que pra mim ficou a impressão de que poderia ser algo ainda melhor, mas estou muito satisfeito com o resultado que alcançamos. No geral o processo foi bem rápido e rolou uma química sensacional entre eu, o Cabral e a Bia, que foi a base criativa do "Bittersweet".

Bia: A capa! Posso dizer que ela "causou" (risos). A capa como o Tiago disse, foi ideia minha, pensei em todas as nossas composições, nas letras e todo o erotismo que a Spleenful passa.

Curiosidade de todos: Quem está na capa?

Sou eu, fiz aquela tatuagem no início do ano, no intuito de que a música faz parte do meu corpo. O instrumento no qual sou apaixonada é o cello, então resolvi fazer aquilo parte de mim. Me perguntaram se fiquei nua para fazer a foto, sim, óbvio que fiquei, e não, o Tiago não viu nada (é ele que segura o arco), porque foi engraçadíssimo o modo que tiramos a foto, tudo foi totalmente a trabalho e inspirado somente na Spleenful.

Tiago: Imagine uma sessão de fotos que começa na Casa de Cultura Mário Quintana e termina com os vocalistas e a tecladista em um motel (risos).

Desde que o EP foi lançado só li e ouvi coisas boas sobre ele, a Spleenful esperava uma repercussão tão boa?

Tiago: Se eu falar que não seria falsa modéstia... (risos). Conforme estávamos gravando as músicas, crescia uma empolgação cada vez maior. Eu lembro de quando eu e a Bia gravamos a demo da faixa-título e naquele momento tudo que eu tinha em mente é que esse projeto não tinha como dar errado. De certa forma, já imaginávamos uma boa repercussão, mas logicamente teve várias surpresas também e isso vem nos agradando muito!

Bia: Grandes músicos nos parabenizando, essa foi a melhor parte de estar trabalhando com a Spleenful, eu realmente não esperava receber tantos elogios.

Realmente "Bittersweet" é um trabalho primoroso, eu gosto muito da música "Absinthe Love Affairs", que possui uma bela letra, fale mais sobre essa obra?

Tiago: Foi a música que deu origem a tudo nessa banda! Além disso, é a mais antiga também, comecei a escrever ela em 2011 e depois o Cabral acrescentou mais coisas, até chegar essa versão final. Primeiro eu fiz a melodia do refrão e depois o riff do verso, daí surgiu a ideia para a letra que veio de uma frase que eu vi em uma música do Diablo Swing Orchestra. A letra conta a história desse poeta que busca inspiração tomando absinto com láudano, uma pratica bem comum entre artistas de séculos passados, como o Vincent van Gogh. Ele passa a visualizar uma ninfa em suas alucinações etílicas, apaixona-se por ela e passa a consumir ainda mais a bebida para ver sua inspiração imaginária. Obviamente, o excesso conduz o poeta ao seu leito de morte enquanto ele enxerga sua ninfa em frente a sua cama, rindo de forma sarcástica de seu trágico destino. Foi com essa música também que a Bia entrou para a banda, gravou uma demo em casa mesmo cantando e desde o início percebi que ela era a escolha certa para a Spleenful. Uma curiosidade: a figura feminina da ninfa foi realmente inspirada em uma mulher que eu conheci. Obviamente, vou manter a privacidade e guardar seu nome, mas basta vocês saberem que ela curtiu música e fiquei muito contente com isso.

Junto com o EP, a Spleenful lançou um Absinto, uma bela ideia de divulgar a banda, ele está sendo comercializado?

Tiago: Tem bandas que tem marcas de cervejas, outras marcas de vinho e por aí vai. Se temos uma música chamada "Absinthe Love Affairs", por que não lançar uma marca de absinto com o nosso nome? (risos) Foi basicamente isso que pensamos, daí entrei em contato com o Márcio Luiz Gerhardt que produz absinto e hidromel em Sapiranga sob o nome Berço de Fadas. Assim surgiu o Spleenful Absinthe, que teve sua primeira edição vendida na Dark City de Pelotas, em outubro passado. Foi um sucesso, esgotou tudo na mesma noite! A próxima edição vai ser comercializada junto do pre-order de camisetas que já está rolando. Vamos levar para vender nos shows do ano que vem também.

Recentemente a tecladista Lindsay Schoolcraft do Cradle Of Filth, postou no facebook que quando vir ao Brasil quer ver a Spleenful ao vivo, qual a reação da banda com essa declaração?

Tiago: Ficamos muito contentes! Pra quem me conhece não é segredo que sou fanático por Cradle Of Filth, tanto que assim que a Lindsay entrou pra banda eu fui atrás dela e fiz a primeira entrevista dela como integrante da banda. Desde então vim mantendo contato com ela e assim que lançamos o single mostrei nossa música. A reação foi melhor do que imaginávamos e nos deixou muito orgulhosos. E recentemente teve também o Tony "Demolition Man" Dolan (M-Pire Of Evil, ex-Venom) que afirmou ter curtido muito o som da Spleenful também.

Assim como a Lindsay, os fãs da banda também querem ver a Spleenful nos palcos, o que pode nos adiantar sobre datas da banda?

Tiago: Já tem algumas datas fechadas, só não divulgamos ainda porque os produtores dos eventos vão fazer isso. Acredito que em fevereiro tocaremos em um festival em Erechim e tem outra data em Porto Alegre também. Para março tocaremos em um festival com bandas de Goth e Doom e um mês depois retornaremos a Dark City para dessa vez tocar mesmo por lá. Nos ofereceram também uma data em São Luís do Maranhão e outras em Minas Gerais, mas queremos fechar outras datas próximas para aproveitar a viagem, isso deve ser entre o final de maio e começo de junho. Tem várias possibilidades, inclusive para tocar no Uruguai em agosto, tem boas chances de rolar. Está nos planos também levar um show bem teatral, proporcionando uma ótima experiência visual, mas o quanto de ideias poderão ser colocadas em prática eu ainda não posso afirmar. Em meio a isso também vamos estar trabalhando em cima do primeiro full-length, ou seja, vai ser um ano bem movimentado para a Spleenful.

Como está a composição das músicas novas?

Tiago: Já está bem adiantado, tenho umas 8 músicas praticamente prontas e mais outra que finalizarei nas próximas semanas. O Cabral e a Bia também já estão colocando suas ideias em cima e os outros integrantes também acrescentarão suas ideias em breve. Tecnicamente falando, estamos investindo muito em contraponto, ou seja, duas ou mais vozes melódicas dentro das músicas, o que é algo relativamente raro dentro do Metal. É um material bem mais diversificado, tem momentos mais progressivos, outros mais épicos, tem umas faixas bem influenciadas por Industrial e até um flamenco e uma balada vocês encontrarão no álbum. Vamos ter mais recursos dessa vez e queremos ver se rola usar um coro e um quarteto de cordas. Sou suspeito pra falar, mas vai ser um álbum absurdamente foda! (risos)

As letras da Spleenful são muito bem elaboradas, o que podemos esperar das novas?

Tiago: As letras das músicas novas seguem a mesma linha mas sempre buscando evoluir os conceitos que abordamos, assim como a música sempre dá um passo adiante. Acredito que no álbum vamos ter letras mais voltadas para questionamentos filosóficos relacionados a morte e pós-vida. A temática dark erotica das letras também continuará, mas abordando coisas como sexualidade e desejos reprimidos, mais uma vez aplicando um pouco de psicanálise. Assim como foi no "Bittersweet", eu e a Bia queremos dar vida as letras com uma interpretação bem teatral, pra fazer o ouvinte entrar para dentro da música mesmo. Vai ter também uma faixa épica sobre um clássico da literatura brasileira.

O EP "Bittersweet" é uma realidade, quando teremos o primeiro album da Spleenful?

Tiago: Se tudo correr conforme o planejado, o álbum deve sair no segundo semestre de 2014 ou começo de 2015. Dessa vez queremos lançar o material físico mesmo, um pacote completo de boa qualidade gráfica pra fazer valer o dinheiro de quem pretende adquiri-lo. Como eu disse, as composições já estão bem avançadas, mês que vem começamos uma pré-produção e conforme o trabalho evoluir estaremos informando a todos pelas redes sociais sobre o processo. Vamos ter muito material gravado também dos shows que realizaremos ao longo do ano, então pode rolar uma edição com bônus.

É fato que temos muitas bandas de qualidade, mas ainda falta apoio, do publico, das casas de shows, qual a opinião da Spleenful sobre a nossa cena?

Tiago: É um assunto tão complexo que poderíamos fazer uma entrevista inteira sobre isso (risos). Eu acompanho de perto tudo que rola na cena por também trabalhar na mídia especializada e do meu ponto de vista hoje em dia está tudo nos extremos, ou temos coisas muito boas acontecendo ou problemas enormes. A internet tornou mais fácil a divulgação de bandas independentes, mas também deixou o mercado muito saturado e segmentado. Tem ótimas bandas surgindo em vários lugares, mas são poucas que realmente conseguem se destacar. Pra piorar o público também não comparece aos eventos, acho que tem muita gente que ainda não entende que apoiar a cena local está muito além de ser mais um número nos views do You Tube ou Soundcloud. É uma série de coisas que atrapalham as bandas independentes, mas por sorte ainda temos muitas pessoas com talento e que estão realmente dedicadas a fazer tudo pela música. O mesmo é válido para produtores de shows e donos de casas noturnas, ainda tem muitos que exploram banda e público, mas por sorte ainda não estão extintos aqueles que realmente apoiam os novos artistas que estão surgindo. De uma maneira geral, eu realmente espero que em algum momento as pessoas parem de perder tempo apontando os culpados para começar a pensar em soluções práticas para os problemas. O primeiro passo para isso é as bandas deixarem de olhar outros grupos como concorrência. Temos ótimas bandas em Porto Alegre, se o pessoal se organizar e apoiar uns aos outros todos podem crescer juntos.

Obrigado pela entrevista, o espaço final é da banda:

Tiago: Em primeiro lugar agradecer ao Blog dos Feras pelo espaço aberto e constante ajuda divulgando nosso trabalho. E deixar registrado aqui o meu enorme agradecimento a todos que gostaram da nossa música e vem ajudando a compartilhar pela internet. Cada fã conquistado é uma vitória para nós e vocês não fazem ideia do quanto valorizamos isso. Queremos que vocês façam muito sexo com nossas músicas. É isso mesmo, façam orgias espalhem nossa filosofia libertina (risos). E fica o aviso: quem curtiu o "Bittersweet" vai enlouquecer quando escutar as músicas novas!

FORMAÇAO

TIAGO ALANO - vocal
BIANCA GIOVANELLA - vocal
LUCAS CABRAL - guitarra
CAIO BOTREL - guitarra
IGOR THOMAZ - baixo
CARLOS WILCKE - bateria
ALDREY - teclado

BAIXE O EP "BITTERSWEET"

http://www.mediafire.com/download/5qd0asuq6h744n9/Spleenful+...

CONTATOS
https://www.facebook.com/spleenfulband
https://soundcloud.com/spleenful

http://www.youtube.com/user/SPLEENFULofficial



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Sobre Tiago Alano

Tiago Alano cresceu em meio aos maiores clássicos do Rock da coleção de discos de vinil de seu pai, mas foi quando conheceu o Iron Maiden aos 13 anos que sua vida mudou por completo. É publicitário, fotógrafo e escreve sobre música desde 2005. Além de colaborar com o Whiplash, também possui seu próprio blog, o All That Metal, e é um dos apresentadores de um programa na Rádio Putzgrila voltado para bandas independentes.

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