Mike Portnoy: os dois mais gratificantes anos de criatividade

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Por Kako Sales, Fonte: Prog Sphere, Tradução
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Mike Portnoy é um cara ocupado, agora talvez ainda mais do que durante sua época com o Dream Theater. Nós encontramos a lenda viva das baquetas em Munique, apenas algumas horas antes de um show com sua nova banda, Adrenaline Mob, no início de julho.

Prog-Sphere: Tendo em vista que tenho sido acusado de começar minhas entrevistas com perguntas muito sugestivas, não vou iniciar esta com uma pergunta – apenas me repetir: Adrenaline Mob não é um projeto, é uma banda de verdade!

Mike Portnoy: Com certeza! Isso foi uma pergunta ou uma afirmação? Isso foi uma afirmação sua ou...?

PS: Bem, agora é sua. (Risos)

MP: Realmente. Acho que todos os caras estão bastante comprometidos com a banda. Também acho que a banda tem potencial para continuar na estrada, entende? Para mim, um projeto paralelo é algo que apenas acontece na conveniência de uma outra banda, ao passo que no Adrenaline Mob, todos estamos com muita vontade de gastarmos o tempo e a energia necessários para fazermos o máximo de turnês possíveis. Todos nós amamos a banda de verdade e queremos fazer acontecer. O Russ (Russel Allen) obviamente ainda tem o Symphony X e eu ainda tenho milhões de coisas para fazer, mas o Adrenaline Mob definitivamente é mais que um projeto, é uma banda, com certeza.

PS: Você diria que é sua banda principal no momento?

MP: Bem...

PS: Uma de suas cinco bandas principais. (Risos)

MP: Sim, diria que é minha banda mais ocupada no momento. Mas sou comprometido a tudo que faço, você sabe. Até onde eu sei, não há razão de eu não poder trabalhar com várias coisas ao mesmo tempo e é isso que eu estou fazendo.

PS: Então quais são os planos para o futuro? Vocês teêm um álbum lançado, um EP lançado, agora a primeira turnê mundial... E depois?

MP: Bem, temos estado aqui na Europa há um mês e tem sido realmente incrível. Não sei se você tem lido as entrevistas ou lido os tweets ou posts no Facebook, mas estamos muito animados com a receptividade aqui na Europa, tem sido ótima. Tem sido animador e revigorante, parece um novo começo para todo mundo. Para responder sua pergunta, um dos planos para o futuro é: vamos finalizr essa turnê com os últimos três shows e então tenho algumas coisas agendadas que irão me ocupar pelos próximos meses, ma esperamos continuar em turnê com o Adrenaline Mob em 2013. Quer dizer, definitivamente somos uma banda que toca ao vivo e você verá isso hoje à noite. O Adrenaline Mob é isso, então queremos apenas tocar ao vivo e divulgar esse álbum o máximo que pudermos. Acho que esse álbum tem um material excelente e podemos continuar a fazer turnês, então esperemos para ver o que acontece.

PS: Quantos baixistas participaram da audição antes de vocês se decidirem por John Moyer?

MP: John foi o primeiro a ser convidado e após fazermos a audição com ele, sabíamos que não precisaríamos mais procurar. Ele era perfeito. Eu tinha feito uma lista de pessoas nas quais estávamos pensando, mas John se preencheu os três critérios perfeitamente. Musicalmente, ele se encaixa muito bem; Estilisticamente, visto o que ele produziu com o Disturbed; Pessoalmente, ele é um cara muito gente fina, o cara mais gente boa do mundo e disponibilidade dele foi um grande fator para o que estávamos procurando. Era perfeito, porque o Disturbed havia definido um hiato, então sabíamos que não haveria conflitos de agenda. Então ele veio até minha casa umas duas vezes, nós fizemos umas jams e vimos que havíamos encontrado nosso baixista, então não precisamos mais procurar.

PS: Qual a importância do status dele de celebridade?

MP: Bem, na verdade, depois das coisas não funcionarem com Paul e Rich por causa da agenda, estávamos considerando procurar por alguém completamente desconhecido. Pensamos: “Ok, se pegarmos alguém já com o nome feito, então teremos que competir com a agenda da outra banda”. Então ficou claro que não havia jeito de conseguirmos um cara experiente sem termos conflitos de agenda, então estávamos quase decididos que iríamos procurar por um cara desconhecido. Portanto o nome, a fama NÃO ERA importante. Na verdade, estávamos indo na direção oposta. Será que gostaríamos de tentar encontrar um garoto completamente desconhecido em uma casa de shows local e dar a ele uma grande oportunidade? Até que, de repente, alguém me sugeriu o John, por causa do hiato do Disturbed e eu pensei: “Humm, isso pode realmente dar certo”. Um cara com nome, alguém que já tem experiência, e ao mesmo tempo não haveria conflitos, então acabou sendo perfeito.

PS: Como vocês entraram em contato com ele, algum de vocês já o conhecia antes?

MP: Sim. Eu já o conhecia, porque quando eu estava com o Avenged Sevenfold, nós fizemos uma turnê com o Disturbed.

PS: Ah, é mesmo.

MP: Pois é, John e eu já éramos amigos e quando o nome dele surgiu, eu mandei uma mensagem para ele e disse: “E aí, cara! Você tem planos para o ano que vem?” E ele quis entrar imediatamente, sem mesmo ouviu as músicas do Adrenaline Mob somente porque ele queria trabalhar em algo comigo. Então, você sabe, foi bem rápido e fácil.

PS: Por que você decidiu abrir mão da segunda guitarra na formação da banda?

MP: Bem, eu era o único que estava pressionando por um segundo guitarrista quando começamos a banda e quando estávamos nos preparando para a turnê em 2011. Recebemos uma proposta de turnê do Godsmack e sabíamos que precisávamos completar a formação para sair em turnê e eu sugeri uma formação com dois guitarristas, apenas porque a natureza desse estilo é pesado e eu havia acabado de sair do Avenged Sevenfold, que é uma banda com dois guitarristas, então eu pensava que seria bom para essa formação. E o Rich entrou e tivemos ótimos momentos com o Rich, mas quando o Rich e o Paul voltaram para o Fozzy, Mike Orlando e Russ me disseram: “Mike, preferimos ser uma banda de um guitarrista só, o que você acha?” Quando fomos fazer a audição com o Moyer, pensamos: “Vamos ver como vai ficar a sonoridade e então decidiremos”. Depois que fizemos a audição com o John, a sonoridade estava completa, o som estava ótimo com apenas um guitarrista, então decidimos continuar desse jeito. É uma sonoridade clássica, sabe? Black Sabbath, Van Halen, Pantera – é só guitarra, baixo, bateria e vocal. Então decidimos ficar desse jeito e percebemos que e uma pessoa a menos para discutir, uma agenda a menos com a qual lidar.

PS: Você sempre escrevia letras no Dream Theater, enquanto no Adrenaline Mob, acho que são todas do Russell...

MP: Russell e Mike Orlando.

PS: Isso vai mudar ou...?

MP: Eu não tenho vontade de escrever letras com o Adrenaline Mob. Acho que Mike Orlando e Russ estão muito felizes fazendo isso e eu estou feliz com meu papel. Não sinto necessidade disso. Para ser honesto com você, depois que eu compús “The Best of Times” para meu pai e após ter finalizado “The 12 Steps Suite” com o Dream Theater, eu senti que já havia dito tudo o que queria liricamente. Me lembro de ter dito ao John Petrucci depois de terminar aquelas músicas: “Parei. Não quero mais escrever letra de música. Acho que já disse tudo que eu queria dizer”. Não é um dos meus canais de criação favoritos. De todas as coisas que faço, não é o que mais gosto. Então acho que estou num momento de aposentadoria lírica, mas tendo dito isso, estou indo gravar um álbum com Richie Kotzen e Billy Sheehan no mês que vem e há uma música na qual eu senti uma inspiração... Então acho que vou escrever se realmente me sentir inspirado a fazer isso. Mas não quero me sentir na obrigação de fazê-lo.

PS: Aproveitando a menção à finalização da “The 12 Steps Suite”, você nunca a tocou ao vivo...

MP: Realmente... É decepcionante, uma pena. Porque isso sempre foi minha intenção.

PS: Por que você não tocou? Quer dizer, vocês fizeram muitos shows na turnê do último álbum.

MP: Bem, quando terminamos o “Black Clouds”... Toda a turnê do “Black Clouds” foi a Progressive Nation, que era apenas um repertório de 90 minutos e eu não iria gastar 60 dos 90 minutos com aquilo, e aí fomos para a turnê do Maiden, que era apenas um set de 60 minutos. Então houve muito poucas oportunidade naquela última turnê com o Dream Theater para tocá-la na íntegra e isso sempre foi minha intenção.

PS: Vocês nem mesmo tocaram muitas músicas do álbum...

MP: Bem, tocamos “The Count of Tuscany”, “A Nightmare to Remember”, “Wither” e “A Rite of Passage”, então foram quatro de seis músicas, mas eu não queria tocar “The Best of Times” porque era muito, muito difícil para mim e não queria tocar “The Shattered Fortress” porque eu estava guardando para o dia em que fôssemos tocar a suíte na íntegra, então... Acredite em mim, há um senso em minha loucura de escolher as músicas e essa era a razão: uma é quase que sagrada e a outra estava sendo guardada.

PS: Sim, eu entendo perfeitamente. O negócio é que vocês deixaram de tocar quase meia hora do álbum recém-alançado, o que é bastante incomum.

MP: Ah, mas tocamos quatro músicas. Quatro de seis e eles era longas... Duas das quais tinham entre 15 e 20 minutos cada.

PS: É que que me acostumei com vocês tocando todas, então...

MP: Bem, eu não estava planejando sair. (Risos) Achava que haveriam turnês posteriores para tal. (Risos) Sabe, sempre foi minha intenção para a próxima turnê. Na verdade, para ser honesto, antes de sair da banda, eu e o John Petrucci já estávamos falando que o próximo álbum seria um trabalho conceitual. E eu já tinha o repertório pronto para a próxima turnê. Seria no estilo “An Evening With” e a primeira parte do show consistiria do álbum conceitual na íntegra e a segunda parte seria “The 12 Steps Suite”. Eu já tinha o setlist planejado, mas obviamente, você sabe, nem sempre as coisas acontecem como esperamos... Você nunca sabe o que pode acontrecer. Mas essa sempre foi minha intenção se as coisas não acabassem como acabaram, então... Obviamente, tudo mudou.

PS: Para ser um pouco mais preciso, vocês tocaram as duas primeiras músicas da suíte sem interrupção na turnê do Train of Thought, eu acho. Como funcionaram as transições para as partes posteriores?

MP: Sim, todas as músicas foram compostas de modo a sermos capazes de fazermos as transições de uma para a outra sem interrupções. Eles foram compostas para se interconectarem. Essa sempre foi a intenção.

PS: Existiriam aquela introdução ambiente em “The Root of All Evil” ou vocês teriam ido direto para o riff da música?

MP: Bem, não chegamos a discutir isso... Nós apenas sabíamos que elas iriam se conectar...

PS: Você obviamente as compôs para que isso acontecesse.

MP: Exatamente.

PS: Já que estamos falando sobre Dream Theater... Eu definitivamente não quero falar sobre a separação em si, apenas: Você está feliz agora?

MP: Eu não poderia estar mais feliz. Eu estou, sabe?, estou fazendo tudo o que sempre quis fazer, qualquer coisa que minha imaginação possa pensar. Estou tocando com alguns dos meus músicos favoritos no mundo, de Russell Allen a Billy Sheehan, de Paul Gilbert a Steve Morse. Todos esses caras são pessoas que eu admiro e respeito e estou trabalhando com eles, fazendo música com todos eles em estilos tão variados... Sabe, do metal do Adrenaline Mob ao pop-rock do Flying Colors... Esse lance com Richie e Billy é mais para um power trio clássico. Então estou incrivelmente realizado e, para ser honesto, se eu tivesse ficado no Dream Theater, nos últimos dois anos, eu teria gravado apenas um álbum e feito uma turnê com uma banda, tocado o mesmo álbum repetidamente, mas o que eu fiz em menos de dois anos? Eu gravei seis álbuns, toquei ao vivo com, eu acho, dez ou doze bandas até agora. Não apenas as bandas das quais eu faço parte, mas eu também fiz shows com o Stone Sour, Hail e Fates Warning e participei de shows do Metal Masters com os caras do Slayer, Anthrax, Pantera e Megadeth... Quer dizer, os dois últimos anos talvez tenham sidos os dois mais gratificantes anos de criatividade de toda minha carreira.

PS: Ok. Vamos dar uma passada em suas várias bandas, projetos e todo o resto. Acho que tenho uma pergunta para cada. Sobre o Avenged Sevenfold, você deveria ter tocado um show em Munique há dois anos.

MP: Realmente, eu me lembro. Me lembro de me sentar no camarim e ficar bastante decepcionado pelo show ter sido cancelado.

PS: O que aconteceu lá? Porque as informações eram bastante dispersas, para não dizer mais...

MP: Bem, eu peço desculpas por aquilo, mas você sabe que quando eu estava com eles, eles tomaram a frente e controlavam como as coisas eram comunicadas aos fãs... O que aconteceu foi que o Matt perdeu a voz, ele estava muito doente, não conseguia cantar. Pessoalmente, eu teria lidado com isso de forma diferente, teria feito com que os fãs soubessem da razão, você me conhece... Sou muito aberto com os fãs e aqueles caras gostam de manter um pouco a distância. De fato, eu achei que a situação ficou um pouco incômoda quando eu estava com eles. Porque eu sempre fui muito aberto com os fãs tanto no Twitter quanto no Facebook e eles não. Sabe, acho que isso os incomodava, mas obviamente eu não iria mudar minha relação com os fãs por estar tocando com eles. Mas, tendo isso dito, eu nunca falaria em nome deles. Então a maneira como eles gerenciavam os shows, as turnês e o modo como eles se comunicavam com os fãs, isso é com eles. Eu não tive nada a ver com aquilo.

PS: Você voltará aqui com o Flying Colors em breve. Eu imagino que vocês não tocarão muitas músicas do Neil Morse porque você faz isso em todas as outras bandas com ele, certo? Então o que vocês tocarão? Material do Steve Morse? Músicas do Dixie Dregs?

MP: Ainda estamos conversando sobre o repertório. Eu sugeri, obviamente, que tocássemos o álbum na íntegra e aí, talvez, selecionássemos algumas músicas de nossos passados individuais. Mas ainda estamos trabalhando nisso, então veremos.

PS: Por falar em Neal Morse, você estará com o Neal na turnê “European Momentum” independente de quando ela acontecer?

MP: Eu espero que sim. Eu realmente espero, porque eu tocarei nos shows que acontecerão nos Estados Unidos. E eu sei que ele quer fazer a turnê européia e eu também adoraria, porque eu não toco músicas dele com ele na Europa desde a primeira turnê do “Testimony” em 2003. E eu adoro os álbuns dele e os álbuns que nós fizemos juntos ao longo dos anos e eu não tenho tido nenhuma chance de tocar nada, sabe, do “One Way All” até “Momentum” para os fãs europeus. Então meus dedos estão cruzados para que a agenda bata e eu possa felizmente me juntar a ele.

PS: Isso seria nesse ano ou no ano que vem?

MP: Ele está falando sobre novembro ou dezembro, mas eu sei que os promotores estão considerando talvez após o Ano Novo, então talvez isso deva ser acertado entre ele e o promotor de eventos. Mas, independente de quando for, espero estar com ele.

PS: Legal, eu adoraria assisti-los. Eu continuo a ouvir bons comentários sobre o novo álbum.

MP: Isso é ótimo.

PS: Falando sobre todos os projetos do Neal Morse (risos), quando você saiu do Dream Theater, eu achei que uma coisa que realmente voltaria à tona seria o Transatlantic, que, para minha surpresa, nunca aconteceu. Por quê?

MP: Apenas não rolou ainda. Apenas porque o Flying Colors já estava preenchendo toda a agenda. Sabe, quando eu saí do Dream Theater, eu basicamente fui direto trabalhar com o Neal em três projetos diferentes. Eu terminei meu lance com o Avenged Sevenfold mais ou menos em 15 de dezembro, aí exatamente dois dias depois eu peguei um voo para Nashville para gravar o álbum “Testimony 2”. E depois veio o Flying Colors em janeiro e gravamos o “Yellow Matter Custard” em fevereiro. Então, literalmente, as três primeiras coisas que fiz foram com Neal, com outras coisas que já estavam planejadas e agendadas, então não houve temp opara encaixar o Transatlantic – ainda. Mas ainda estamos tentando, estamos tentando trazer o Transatlantic de volta ao calendário e gravar um novo álbum.

PS: Tenho um pressentimento de que Roine quer muito fazer isso.

MP: Todos nós queremos. Os quatro.

PS: Até o Neil, certo?

MP: Sim, com certeza.

PS: Porque, se não me engano, era geralmente ele que não estava disponível por alguma razão.

MP: Não. Nós quatro realmente queremos nos reunir, então estamos esperando que, em algum momento de 2013, possamos nos juntar e sair com um novo trabalho.

PS: Agora vamos ao meu favoritos dos seus projetos: o lance Sheehan/MacAlpine/Sherinian. Como é trabalhar com o Derek Sherinian novamente?

MP: É ótimo. Eu adoro o Derek, ele é um cara divertido. Ainda defendo o fato de não ter certeza se ele era o cara certo para o Dream Theater. Mas isso não significa que eu não curta o cara como músico e como pessoa. Adoro estar com ele e amo tocar com ele e estou muito feliz por poder trabalhar com ele novamente. E você sabe, é um projeto muito legal porque obviamente é muito... Acho que, de tudo que estou fazendo, é o que mais se parece com o Dream Theater ou mais como o Liquid Tension Experiment, provavelmente. Mas isso é apenas uma questão de eu poder tocar aquele tipo de música com alguns músicos incríveis. Não apenas com o Derek, mas, obviamente, com o Billy Sheehan, que é um amigo querido e tenho dois projetos rolando com o Billy no momento e adoro trabalhar com ele, ele é um dos meus baixistas favoritos de todos os temps. E Tony MacAlpine é um guitarrista incrível, então estou honrado por tocar com ele também. É ótimo, uma excelente formação e temos um DVD que deve ser lançado em breve, de quando tocamos junto em janeiro e aí teremos uma série de shows antes do fim do ano.

PS: Vocês têm planos para compor um álbum?

MP: Não há planos para isso, mas obviamente que iremos passar alguns meses juntos, tocando todos os dias, então tenho certeza de que, inevitavelmente, isso será discutido e, quem sabe, acho que poderia ser muito, muito legal. Então veremos... Tenho certeza de que conversaremos sobre isso.

PS: Derek mencionou que vocês vão tocar “Apocalypse 1470 B.C.”.

MP: Ele disse isso?

PS: Sim, ele disse isso no forum do Planet X. Vocês já começaram os ensaios?

MP: Não. Vou descobrir quando eu chegar lá. Tenho outras três turnês antes de me preocupar com isso...

PS: Você conhece a música?

MP: Sim.

PS: Você a considera um desafio? Quer dizer, ela tenha a assinatura do Donati e ele é foda.

MP: É mesmo, o Virgl é incrível. Sabe, eu não sou um baterista técnico como ele, então farei minha própria versão. Sou um roqueiro. Sabe, eu consigo tocar Prog também. (Risos) Então não estou preocupado, mas não vou tocar como o Virgil, porque ele e eu temos estilos completamente diferentes. Então farei minha versão. Ah, tenho um vídeo incrível do Virgil tocando todas as músicas do Dream Theater. Ele começou numa banda cover do Dream Theater na Austrália e ele fez as versões dele das minhas músicas, então agora eu vou fazer minha versão das músicas dele.

PS: Eu devo dizer que, daquela série de vídeos do Dream Theater em busca de um novo baterista, assistir ao Virgil tocando aquelas músicas soou muito “alienígena” para mim. Algo bastante estranho. Interessante, mas...

MP: Sim, ele e eu somos bateristas muito diferentes. Eu obviamente respeito a técnica dele, mas para mim... Eu não me importo com técnica, eu prefiro ser um artista, eu prefiro curtir o som, prefiro sentir a energia e a personalidade.

PS: Você parece o total oposto do espectro em vários âmbitos...

MP: Sim, mas quer saber? É isso que faz bateristas diferentes serem bateristas diferentes. Isso que é estilo.

PS: Sabemos muito sobre suas influencias originais como baterista, mas quem são os bateristas de agora que te inspiram?

MP: Adoro o Chris Adler, do Lamb of God... Adoro o Nick D’Virgilio, apenas pelo seu groove e estilo e batidas boas de ouvir; Gavin Harrison também pelo mesmo estilo, você sabe, em termos de groove e estilo e gosto. Eu adoro... Há um baterista chamado Zoltan Chaney que toca com o Vince neil, que deve ser um dos mais incríveis artistas que eu já vi na vida. Ele é um dos meus bateristas favoritos na atualidade, apenas em termos de carisma; ele é um completo alien, um monstro. Não sei, esses são os poucos que me vêm à mente, mas eu posso assisitr a qualquer banda e a qualquer baterista e ficar inspirado. Curtot tantos tipos de bateristas diferentes, alguns deles têm técnicas incríves, alguns teles não possuem técnica alguma, mas eles têm uma energia incrível e que significa a mesma coisa para mim.

PS: A pergunta final de todas as minhas entrevistas – que nunca é uma pergunta: Cite um álbum recente que todo mundo deveria ouvir!

MP: Eu posso falar dos meus? (Risos) Obviamente, direi Adrenaline Mob, Flying Colors e Neal Morse – Momentum. Esses seriam os três primeiros. Bem... Kill Devil Hill! Acho que é uma ótima recomendação, porque... Acho que aquele álbum tem ótimas músicas, ótimos riffs. É tipo uma mistura de Alice in Chains com Black Sabbath, sabe... Pantera... Então, de qualquer forma, adoro aquele álbum, é um dos meus favoritos.

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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