Scar For Life: nem mais um minuto de silêncio

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
Enviar correções  |  Ver Acessos

publicidade


Formada atualmente por Leonel Silva (vocal), Alexandre Santos (guitarra/baixo), Sérgio Faria (guitarra) e João Colaço (bateria), a banda portuguesa Scar For Life acaba de lanças seu terceiro álbum intitulado "3 Minute Silence". Ousando e inovando ao mesclar diversas vertentes do Rock e do Metal, o grupo mostra em sua nova formação como podem ser versáteis. Conversamos com o mentor da banda Alexandre sobre esse e diversos outros assuntos que você pode conferir nas linhas seguintes

Rock: 25 fotos pra fazer você continuar acreditando na músicaMegadeth: as pérolas mais polêmicas ditas por Mustaine

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Conte-nos um pouco sobre a trajetória do Scar For Life, apresente a banda para o público brasileiro.

Alexandre Santos: Olá Vitor. Obrigado pelo interesse na Scar For Life e pela crítica ao novo trabalho. SFL surgiu em 2008. Comecei a compor temas e depois de ter material suficiente para um álbum decidi procurar elementos e começar esta nova aventura. O disco de estreia foi muito bem recebido pela imprensa, apresentamos o trabalho com vários concertos e showcases acústicos em diversas lojas e salas do país, e a venda deste disco correu muito bem. Em 2009 voltei à composição para "It All Fades Away" (2010), foi gravado com o mesmo lineup, mas assim que o disco ficou pronto as coisas não correram muito bem e infelizmente tive a necessidade de mudar de vocalista. Os objetivos eram muito diferentes.

Como foi o processo de composição de "3 Minute Silence"?

AS: Foi um processo natural e empolgante porque o que mais gosto de fazer é compor e sempre que posso gravo ideias. Depois de uma procura exaustiva, conheci Leonel Silva, o atual vocalista, e tive novamente a sensação de liberdade em me concentrar mais na parte instrumental e experimentar novas sonoridades. A voz de Leonel dá para explorar outros estilos o que torna este processo de composição bastante interessante.

Quais as principais diferenças vocês vêem do novo trabalho para o anterior "It All Fades Away"?

AS:
"It All Fades Away" foi um disco criado para a voz do vocalista anterior, ou seja, é um som mais rock, pesado e direto. Em "3 Minute Silence", cada música tem uma surpresa, e misturei uma maior diversidade de estilos sempre com as característica típicas de SFL: muita emoção, energia e honestidade. Pode-se dizer que este novo trabalho foi o mais completo para mim enquanto compositor e espero que os ouvintes sintam uma mistura de sensações e sentimentos, tal como andar numa montanha russa! Este disco tem uma sonoridade diferente porque também conta com a participação de novos músicos, João Colaço na bateria e Sérgio Faria na guitarra rítmica e solos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Qual o significado por trás do título "3 Minute Silence"? O que vocês procuraram abordar nas letras deste álbum?

AS: Não gosto de explicar o significado das letras nem dos títulos das músicas. Quero que cada ouvinte faça a sua interpretação das letras e que criem o seu próprio universo. Em relação ao título, o número "3" remete por ser o 3º disco de SFL, "Minute Silence" significa que por muitas coisas negativas possam acontecer (alterações de lineup, dificuldade em promover o nosso trabalho, falta de condições para concertos no país em que vivemos...), nada vai impedir SFL de continuar a compor, lançar música nova e arranjar os meios ideais para que possamos fazer tudo nas melhores condições possíveis. Apenas nos calamos por uns segundos, mas mais não!

O álbum contou com a participação dos músicos Anne Vitorine d'Almeida (violino), Kari Vähäkuopus (vocal, Catamenia) e Ged Rylands (teclado, ex-Ten). Como vocês chegaram até eles e como rolou o convite para participarem do disco?

AS: Conheço a Anne desde criança e andávamos juntos na mesma turma e escola. Ela seguiu os passos do pai (que é maestro e compositor) e eu segui outros. No ano passado houve um jantar de ex-colegas e encontrei-a! Fui bastante curioso porque pusemos a conversa em dia, eu já sabia que ela era uma excelente violinista / compositora e perguntei-lhe se queria participar num tema ou dois. Ela aceitou, gravamos umas ideias e posso dizer que foi uma experiência única. Ela trouxe outra dimensão aos temas. Convidei Ged Rylands porque sou um grande fã de Ten. Fiz-lhe o convite (não fazia a menor ideia se ele queria participar), mas aceitou. Fiquei logo admirado pela sua simpatia, humildade e profissionalismo. Fez um excelente trabalho num tema (Brave Enough) e espero continuar a trabalhar com ele no futuro. O mesmo se passou com Kari Vähäkuopus. Adoro Catamenia, contatei-o e vim a saber que ele tinha deixado de ser o vocalista principal da banda, passando apenas para vozes secundárias e dedicou-se principalmente à produção da banda. Curiosamente, ele foi o primeiro contato que fiz perguntando se queria ser o vocalista de SFL. Gravamos alguns temas, e posso dizer que o resultado era muito bom mas chegamos à conclusão que seria ainda mais complicado promover o disco com concertos, daí ter optado por um vocalista português.

Além da ótima produção sonora, a capa de "3 Minute Silence" também ficou muito interessante. Fale-nos sobre a produção geral do trabalho, com quem trabalharam tanto na busca pela sonoridade adequada quanto na arte gráfica.

AS: Adoro fazer produção e mixagem, mas posso dizer que nunca tinha feito nada desta dimensão. A ideia inicial para a mixagem era Timo Tolkki (ex-Stratovarius e Revolution Renaissance), mas esse senhor não cumpre com o que promete, passava o tempo a adiar o trabalho, portanto desisti. Fiquei meses à espera que alguma coisa fosse feita... e nada. Decidi meter mãos à obra e eu mesmo mixei. Posso dizer que aprendi muito e estou muito contente com o resultado. É claro que faria algumas coisas de maneira diferente, mas isso fica para o próximo! Este disco é muito variado, tem temas muito pesados e outros mais calmos. Foi curioso arranjar um fio condutor para tudo fluir naturalmente. Foi um trabalho muito diferente dos anteriores: novos músicos, foi o 1º disco que produzi, mixei e masterizei. Como deves calcular, estava muito nervoso antes de saírem as 1ª críticas do disco, mas felizmente, tem sido bem recebido pela imprensa e considerado o melhor disco da carreira de SFL. Que alívio...!

A música do Scar For Life prima por unir peso e melodia, agressividade e emoção de forma ímpar. Enfim, como vocês definiriam a sonoridade da banda?

AS: É difícil explicar, mas uma vez que as composições são de minha autoria, acaba por ser um processo muito pessoal. Ouço vários estilos de música, desde ao Rock mais clássico como Queen, Thin Lizzy e várias variantes de Metal atual, música alternativa, etc... Ouço muitas bandas sonoras e música tradicional celta... Não consigo, por exemplo, ouvir um álbum igual do princípio ao fim. Acho que um disco tem de ser uma aventura, ter momentos altos o outros mais calmos, e é isso que tento fazer com SFL.

Acredito que as bandas lusitanas sempre possuem particularidades incomuns. No caso de vocês não é diferente, pois fazem um som com vários elementos bem particulares. A que vocês acham que deve este fato?

AS: Não sei, talvez por sermos um povo saudosista e isso é capaz de refletir alguma melancolia na música portuguesa.

Como anda a cena Metal portuguesa?

AS: Muito honestamente, não estou muito por dentro das bandas de Metal portuguesas, mas sei que há muitas bandas de qualidade e pouca (ou quase nenhuma) promoção no sentido de por estas bandas a tocar ao vivo em condições. Basicamente, as bandas têm de gastar do seu próprio bolso para poderem tocar e promover o trabalho. Não há interesse em divulgar, e os que fazem, fazem-no bem, mas com poucos (ou quase nenhum) recursos. Seria uma das coisas que mais queria ver alterado neste país, porque infelizmente os que tocam nos grandes festivais são sempre os mesmos...

Vocês conhecem a cena Metal do Brasil? Pretendem tocar por aqui algum dia?

AS: Tocar no Brasil seria um sonho tornado realidade! Se pelo menos houvesse um management interessado...! Claro que conhecemos algumas bandas, desde o Sepultura (e Soulfly) à Angra, Viper, Shaman,... grandes bandas mesmo e já assisti ao vivo a todas, exceto Viper e Shaman.

Muito obrigado, deixem uma mensagem.

AS: Obrigado a todos que nos acompanham e que apoiam SFL comprando os nossos discos. Não se esqueçam de visitar o nosso site oficial www.scarforlife.com e sigam-nos no FACEBOOK! Um grande abraço ao povo brasileiro e esperamos poder estar convosco dentro em breve para uns concertos e caipirinhas!

http://www.facebook.com/pages/Scar-For-Life
http://www.myspace.com/scarforlifeband




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção EntrevistasTodas as matérias sobre "Scar For Life"


Rock: 25 fotos pra fazer você continuar acreditando na músicaRock
25 fotos pra fazer você continuar acreditando na música

Megadeth: as pérolas mais polêmicas ditas por MustaineMegadeth
As pérolas mais polêmicas ditas por Mustaine


Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

Mais matérias de Vitor Franceschini no Whiplash.Net.

Cli336x280 CliIL Cli336x280 CliInline