Sarah Jezebel Deva: entrevista ao blog Som Extremo

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Por Christiano K.O.D.A., Fonte: Som Extremo
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Sarah Jezebel Deva é uma talentosa vocalista que já passou por bandas como Cradle of Filth, The Kovenant e Therion. Agora, dedica-se à carreira solo e lançou em 2011 o álbum “The Corruption of Mercy”, que saiu no Brasil via Shinigami Records (http://www.shinigamirecords.com.br/). Sarah mostrou-se extremamente simpática em suas respostas à entrevista que concedeu ao Som Extremo, por intermédio da gravadora paulista e falou sobre o álbum, o novo EP, sobre suas ex-bandas.

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Foto: Sammy Bruce


Som Extremo: Como você vê a evolução entre o álbum anterior – “A Sign of Sublime” e “The Corruption of Mercy”?

Sarah Jezebel Deva: Bem, se você ouviu “A Sign of Sublime” e o comparou a “The Corruption of Mercy”, acho que sabe minha resposta e o que vou dizer sobre isso (risos). “A Sign of Sublime” deveria ter sido incrível, diferente e um passo a mais para mim, além de um bom começo da minha carreira solo ou como front woman. No entanto, confiei demais em alguém que tomou o controle e o arruinou. Detonou todas as músicas e então, nada mais podia ser feito. Seria um produto maravilhoso, mas Dan Abela (que foi contratado para mixar e masterizar e agora está na banda comigo) não conseguiu salvá-lo. Algumas faixas até que ficaram boas, mas não as de Metal. Dan se juntou ao grupo depois de mixar ou melhor, tentar mixar “A Sign of Sublime”. Todas as músicas estavam escritas, sendo a maioria por mim e por ele, em um lugar onde tínhamos o controle total do que iria ser feito. Portanto, “The Corruption of Mercy” deveria ter sido meu primeiro álbum. Então, quero que o mundo esqueça “A Sign of Sublime”.

Som Extremo: Por que escolheu cantar sem a voz soprano em “The Corruption of Mercy”?

Sarah: Porque tenho feito isso desde o início da carreira. Quero dizer, algumas das faixas têm algo operístico mas queria ser eu. Comecei a fazer esse estilo operístico no Cradle of Filth há cerca de dezesseis anos, bem antes do que essas bandas fazem hoje. Sinto que há muitas hoje em dia. Eu apenas queria cantar, ser feliz e me sentir bem mostrando emoções, e não só um talento vocal.

Som Extremo: Por favor, fale sobre o cover de “Zombies”. Por que escolheu fazer uma versão dessa música?

Sarah: A música é sobre guerra. Guerra em todo lugar, infelizmente. Pessoas morrendo pelo quê? Poder? Essa música era tão grandiosa quando foi lançada e muito bem aceita na cena Metal. Eu a adoro. Não queríamos fazer uma versão melhor ou pior, não há competição. Somos apenas músicos querendo fazer música e diferença no Metal. Tentar fazer os fãs felizes. É uma faixa muito forte e poderosa e sabemos que não são muitas pessoas que gostam de covers, mas não podemos agradar todos.

Som Extremo: A faixa “Silence Please” tem uma atmosfera diferente. É como uma canção de ninar obscura. Concorda com isso? Como foi o processo de composição dessa música?

Sarah: Acho que concordo. Na verdade, escrevi essa música há alguns anos e a gravei com meu ex-noivo Kevin (da banda britânica Lawnmower Death). Ele me ajudou a compor essa faixa e "The Eyes That Lie", claro, há uns dez anos. Ele não tinha todas as orquestrações ou títulos. “Silence Please” é baseada em um medo que eu tinha quando era mais jovem. Adoro raposas. São bonitas e tímidas, mas o som que emitem durante a noite é perturbador. Certa vez li sobre umas lendas, entre elas, que se você ouvisse raposas chorando, significaria que você iria morrer. Então, quando eu as escutava, pensava que iriam me pegar (risos). Tenho uma grande imaginação.

Som Extremo: A capa de “The Corruption of Mercy” é polêmica. O que pode dizer sobre ela?

Sarah: É controversa, mas não é pornográfica. Sei que quando as pessoas a vêem, eles pensam isso, mas é muito mais profundo do que isso. Mercy é uma garota que andava deprimida, abandonada por seus parentes. Ela é negligente, deixada sozinha para assim crescer, sendo que a única coisa a faz crescer é a televisão, a internet, revistas e as ruas. Não é amada, foi abusada, e acha que a única maneira de conseguir amor é se vender por sexo. Ela tinha uma ideia errada e seus pais estavam mais preoucopados com suas vidas do que a dela. A capa e a música é sobre como a sociedade está se afastando de suas crianças. Eu olho ao redor e vejo crianças de quatro anos nas ruas. Isso está errado. Elas deveriam estar a salvo, sendo amadas e felizes.

Som Extremo: Seu novo EP - “Malediction” – acaba de ser lançado. O que pode dizer sobre ele? O trabalho vai na mesma direção de “The Corruption of Mercy”?

Sarah: Achamos que está mais pesado, mais extremo, só que mais um passo adiante. Esperamos que todos também achem isso. Todas as minhas letras são pessoais. Não consigo cantar muito sobre borboletas e dragões (risos). Achamos que esses novas músicas são mais maduras, mas tão boas quanto as de “The Corruption of Mercy”. Estamos todos muito orgulhosos, mas seremos julgados, tenho certeza (risos). Só torcemos para que as pessoas que fizerem download nos apóiem nos pagando, porque o download ilegal está matando nós, bandas, e a razão pela qual muitas bandas não fazem turnês é porque perdem muito com essa questão. Então, apóiem a cena e entrem em contato. Queremos tocar para vocês!!!

Som Extremo: Vocês lançarão um DVD ou um videoclipe agora?

Sarah: Somos uma banda pobre, mas temos planos para fazer um clipe de "This Is My Curse". Dani quer fazer um vídeo também. No entanto, falta grana. Teremos que economizar, mas acontecerá, no seu devido tempo.

Som Extremo: Você esteve satisfeita em cantar todo o tempo na Cradle of Filth, Therion e The Kovenant, ou sempre quis gravar seu próprio álbum?

Sarah: Meu problema com a Cradle of Filth, nos últimos momentos com eles, era que meu volume estava sendo abaixado após horas, dias de trabalho duro. Foi difícil para mim, um chute na cara. Cantei na versão original de “Nymphetamine” e mais tarde me disseram que minha versão não era comercial o suficiente. Fiquei muito magoada e com raiva por isso e por mim mesma. Foi quando as coisas começaram a ficar ruins. Parecia que não havia lealdade de ninguém, até que criei minha própria banda e percebi que nem tudo era um ataque pessoal. Às vezes, Dani (Filth, vocalista do Cradle of Filth) tinha que fazer escolhas para satisfazer pessoas acima dele. Era triste, pois ele não podia me apoiar como queria. Eu não queria ser “apenas” a backing vocal por catorze anos com essas bandas, mas acho que eu estava muito assustada para ir e fazer minhas próprias coisas. Voltei ao começo, lá do fundo, e muitos não ligavam, mas eu tento, nós tentamos, não desistiremos, mas tenho que dizer: cantar palavras reais e não apenas "ohhhs" e "Ahhhs" é incrível! Adoro ser uma front women, pode acreditar!

Som Extremo: A propósito, com qual das bandas gostou mais de trabalhar? Cradle Of Filth, Therion ou The Kovenant? Por que?

Sarah: É difícil dizer.Quando comecei nas três bandas, éramos todos jovens e havia muito preconceito contra mulheres em bandas. Muito drama, mas que não significava que não havia bons momentos, embora pessoas e fãs pensem que estar em uma banda é só ter diversão e todos são seus amigos. Esse não é o caso. Fiz alguns dos meus melhores álbuns com essas bandas. “Nexus Polaris” (The Kovenant) foi incrível e no ano passado, nós, da Kovenant tocamos no Inferno Fest, na Noriega. Foi uma reunião muito divertida, a primeira vez que vi Nagash desde 1998. Foi especial para todos nós. Com a Cradle of Filth, Vempire e Midian (músicos da grupo) são amigos próximos e como você sabe, deixei a banda em 2008. Sei que muitos fãs não ficaram felizes com isso, mas as coisas acontecem por uma razão. Contudo, cantei no “Midnight In The Labyrinth” (compilação da Cradle of Filth - 2012) e foi bom cantar essas músicas antigas novamente. Não via Dani desde que saí da banda, mas foi muito bom revê-lo, cantar junto novamente, por isso pedi a ele para cantar em "This Is My Curse". Cantamos bem juntos. Boas e más recordações, mas não posso dizer qual banda foi a melhor. Posso dizer que sou sortuda.

Som Extremo: Agradeço-a muito pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem para os fãs.

Sara: Por favor, juntem-se a nós na página oficial do Facebook e falem com alguns promotores para nos levarem aí. Queremos tocar na América do Sul desesperadamente! Tenho muitas saudades daí. Todas as vezes que toquei com a Cradle of Filth ou Therion, as pessoas foam muito gentis comigo. Precisamos fazer uma turnê ou tocar em um festival só os fãs podem ajudar!

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e tem um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, alguém que faz da música sua vida.

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