Dimmu Borgir: "o black metal é relevante para nós"

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Por Adelemberg Thiago, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Recentemente o Live-Metal.net conduziu uma entrevista com o guitarrista Galder (nome verdadeiro: Tom Rune Andersen) da banda norueguesa de black metal sinfônico DIMMU BORGIR. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

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Um tempo atrás Vortex saiu da banda e ele tinha feito vários vocais limpos em seu material. Como vocês fizeram para substituí-lo nesse álbum? Obviamente em "Gateways" vocês tem vocais femininos e vocais limpos em todo o disco. Como vocês substituíram isso? [Nota do editor: ICS Vortex (baixista/vocais limpos) e Mustis (teclados) foram demitidos da banda em agosto de 2009]

Galder: Primeiro de tudo, nós sentimos que precisávamos ter alguns vocais limpos. Foi no passado, então nós apenas começamos a falar a respeito de ter alguns vocais limpos e ter essa garota (Agnete Kjølsrud) fazendo-os. Ela toca em algumas bandas norueguesas, como (DJERV, ex-ANIMAL ALPHA), então sabíamos como era a voz dela. Ela tem esse tipo de voz de feiticeira, a qual nós achamos que era legal e nos serviria. Com todos os convidados masculinos cantando, nós realmente não planejamos nada, apenas tomamos as coisas como elas vieram e experimentamos. Mas sentimos que tínhamos que ter os vocais limpos. Nós também experimentamos com algum coral. O coral na verdade está cantando algumas linhas, também nunca fizemos isso antes.

Entre o último álbum e este, vocês mudaram de formação. Como os novos caras se integraram com a banda?

Galder: Agora temos alguns membros das sessões (de gravação). Nós os conhecíamos de antes. É como se fôssemos velhos amigos deles. Estamos trabalhando muito bem, e isso é o melhor que já tocamos.

Vocês recentemente lançaram o vídeo de "Gateways". Fale-nos a respeito do conceito por trás do vídeo e como tudo aconteceu.


Galder: De fato não há nenhum conceito. Apenas queríamos ter uma aparência gelada nele. Nós temos algumas novas roupas de palco que são brancas, então nós queríamos realmente fazê-lo com a sensação de muito frio. Então achamos esta velha fábrica em Berlin, que foi antes da guerra. Mas é um dos maiores lugares que eu já estive. Eu pensei que ele era o lugar perfeito para a gravação. Nós queríamos ir para lá, e tivemos os caras que fizeram os vídeos do RAMMSTEIN para trabalhar conosco, por isso é como se fizéssemos um vídeo de grande orçamento. Nós apenas compartilhamos algumas idéias com esses caras e deu no que deu. Estávamos muitos felizes com ele, e definitivamente é um dos melhores vídeos que já fizemos.

Falando em arriscar, vocês tiveram uma recente turnê na Europa com o KORN. Como foi isso tudo? Vocês interagiram com os caras? E falando em arriscar, poderemos ver mais desse tipo de coisa no futuro?

Galder: É difícil dizer. Apenas meio que aconteceu. Nós queríamos tocar no meio e abrir para uma grande banda. E então há as escolhas. Você tem que pegar uma banda disponível. Nós respeitamos o KORN, eles tem muitas músicas legais e não há nada demais com eles. Mas não é nossa música principal. Você entende a diferença, mas também é legal tocar em frente de um público diferente. E nós fazemos isso toda hora nos festivais, então por que não uma turnê? Apenas vemos como algo divertido. Se quiséssemos fazer dinheiro, seríamos headliner em vez disso [ser banda de abertura]. Foi apenas para alcançar um público diferente e ver qual é a reação. Mas foi uma turnê dividida. A primeira metade foi com o KORN e depois o resto foi com o ENSLAVED e uma banda chamada SAHG. Então é, foi uma grande experiência e havia muitas pessoas, grandes palcos e coisas assim.

Partindo do passado do grupo de bandas do original black metal escandinavo até agora, você acha que o black metal ainda hoje é relevante? Ou é apenas para as bandas que o iniciaram?

Galder: Eu acho que é muito relevante, mas ao mesmo tempo, é diferente. Está um pouco mais amadurecido. Não sei como te dizer isso. Ele não é tão maléfico quanto foi um dia no passado. Mas isto é uma coisa legal, o ENSLAVED e a gente estamos fazendo isso desde o início e nós ainda estamos aqui, e ainda somos os mesmos caras que éramos antes, apenas um pouquinho mais acalmados. Então para nós com certeza é muito relevante. O DIMMU BORGIR mudou, mas toda banda muda. O VENOM não soa hoje como soava no seu primeiro álbum. Todas as bandas mudam, e é isso o que acontece. Eu acho que se você toca numa banda por 17 ou mais anos, muitas das bandas de black metal que tocaram por mais de 20 anos, elas soam diferentes hoje do que eles soavam nos seus primeiros álbuns.

Você acha que há algumas legítimas bandas de black metal realmente boas surgindo atualmente:

Galder: Sim, WATAIN, eles realmente são old school, soam como tal. Mas também, você não pode gravar de uma maneira que você fez no passado. Hoje, tudo é digital, então mesmo se você vá para o estúdio tentar fazê-lo soar old school com o som dessa guitarra, aquele som dark tremolo, você não pode reproduzir isto por que hoje é um modo diferente de gravação. Então mesmo se as pessoas tentem, não funcionará por que é diferente.



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Sobre Adelemberg Thiago

Serratalhadense, pernambucano arretado, e terminando o curso de fisioterapia. Nasci em 1985, comecei a escutar rock através das baladas românticas dos "love metal" da vida!. De 2001 até hoje, curto quase todos os gênero do rock, desde o Queen e a velha guarda do hard rock, tipo Scorpions e Europe, aos grandes nomes alemães e chegando ao grande Dimmu Borgir. Sou apaixonado por futebol, meeeengo, corridas, adoro carros esportivos. Não sou um ás das palavras nem tampouco um Bach nas músicas, mas ajudar a divulgar o hard rock/heavy metal, contribuir com o site e ver a galera comentando sobre o que você posta é gratificante, por isso decidi a colaborar sempre que possível com o site. No twitter: @A_Thiago.

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