Avenged Sevenfold: Vinnie Paul queria tocar no álbum

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Por Gabriel Costa, Fonte: MetalSucks, Tradução
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Vince Neilstein, do site MetalSucks, conduziu recentemente uma entrevista com o baixista do AVENGED SEVENFOLD, Johnny Christ, a respeito do processo de gravação do novo álbum da banda, "Nightmare" - lançado nesta terça-feira, dia 27 de julho -, o luto pela morte do baterista da banda, Jimmy "The Reverend" Sullivan, falecido em dezembro de 2009, e como foi trabalhar com o baterista Mike Portnoy (DREAM THEATER).

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MetalSucks: Vocês escreveram o álbum com The Rev, e então ele se foi, e obviamente todos estão muito tristes – minhas condolências. Você sente que a versão final, realizada, do álbum, é fiel à visão dele?

Christ: "Yeah. Eu realmente penso que é algo de que ele teria orgulho. Nas primeiras duas ou três semanas, nós não estávamos nem mesmo pensando sobre a banda. Era um pensamento em nossas mentes, mas definitivamente não em primeiro plano – era algo mais para trás. Nós estávamos simplesmente devastados e em choque e não sabíamos o que iríamos fazer. Quando começamos a pensar mais e mais sobre a banda e isso tornou-se parte do primeiro plano das nossas mentes, nós percebemos que tínhamos esse disco. Se nós não tivéssemos esse álbum já escrito, eu não sei que estaríamos fazendo nesse momento."

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"Nós tínhamos esse disco escrito, no qual ele esteve tão envolvido, e estava tão excitado a respeito. Nós queríamos lançá-lo. Então começamos a pensar sobre quem poderíamos chamar para tocar bateria. Nós já tínhamos tudo em demos – demos de faixas de bateria e tudo. Eram performances gravadas em um take, das quais ele não teria muito orgulho. Ele sempre foi um perfeccionista quando se tratava de viradas e coisas assim. Nós sabíamos que aquilo não lhe faria justiça."

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"Nós ligamos para um dos heróis dele, Mike Portnoy. Ele havia nos mandado suas condolências no primeiro dia. Ele é realmente um cara incrível. Ele veio até nós e foi muito humilde. Nós meio que o submetemos a uma espécie de curso básico de Jimmy. Se nós ouvíssemos alguma coisa nas demos que fosse muito clássica do Rev, nós nos certificávamos de que ele a tocasse. Ele foi muito legal a respeito – alguém que já fez tantas coisas com o DREAM THEATER e tudo mais, entrar no estúdio conosco e nos deixar usar sua habilidade para que soe mais como um disco do Avenged Sevenfold. Isso foi muito legal."

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Portnoy chegou a fazer sugestões, no que toca o aspecto criativo do processo, ou ele fez mais ou menos exatamente o que vocês disseram para ele fazer?

Christ: "Ele foi muito tranquilo a respeito disso. Ele disse, "yeah, eu sou o canal (vessel) de vocês. Nós vamos continuar até que consigamos algo de que gostem." Esse foi, basicamente, o processo com as faixas de bateria. Muitas vezes nós lhe dávamos uma descrição muito vaga de alguma coisa "Ok, nessa parte nós queremos que você faça um trabalho com os pratos." Esses eram os pontos em que ele dizia "Ok, eu vou mostrar a vocês algumas possibilidades diferentes e vocês escolhem a que gostarem mais." Esse foi todo o processo das partes de bateria, e eu acho que foi muito maneiro."

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"Olhando para trás agora, naquele momento nós ainda estávamos no início dos primeiros estágios do luto, e essa coisa toda. Eu acho que fazer esse álbum foi muito terapêutico por isso – esmiuçar pelas faixas de bateria e tudo, lembrar disso e de trabalhar com Mike Portnoy – a quem todos nós crescemos ouvindo - foi uma coisa bem lugal. Foi agridoce."

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Houve outros caras que vocês consideraram?

Christ: "Sim, houve muitas outras pessoas que vieram ao funeral de Jimmy e tudo - Vinnie Paul (PANTERA, DAMAGEPLAN, HELL YEAH) e Brooks Wackerman (BAD RELIGION) e caras assim. Eles se ofereceram, e nós apenas achamos que Mike Portnoy, em termos de estilo, se aproximava mais de Jimmy. Meio que funcionou dessa forma, de que ele se encaixaria melhor nesse álbum. Foi muito legal, porque várias pessoas como Vinnie Paul vieram e disseram 'nós vamos ajudá-los da forma que pudermos.' Isso foi muito legal."

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Sobre Gabriel Costa

Carioca, jornalista por profissão e roqueiro de nascença, Gabriel teve o primeiro contato direto com o rock and roll ao ouvir o álbum de estreia do Black Sabbath em um velho vinil de seu pai. Garoto do século 20, nascido em 1984, é absolutamente fascinado por tudo o que envolve o estilo, da música à mitologia. Canta na banda Six Pack Wonder, escuta de Backyard Babies a Strapping Young Lad, ama The Wildhearts e segue fielmente os ensinamentos de Lemmy e Danko Jones. Escreve no Twitter em http://twitter.com/gabrielccosta.

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