Muse: "Somos mais dinâmicos e pesados que o Radiohead!"

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Por Débora Fraga, Fonte: Muse Brasil, Tradução
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O site mexicano OCESA fez uma entrevista com o baixista Chris Wolstenholme, da banda MUSE, e ele fala sobre a turnê no México, o próximo álbum, o documentário que a banda pretende lançar este ano, RADIOHEAD e o conflito nas Malvinas. Confira a entrevista a seguir.

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OCESA: A última vez que vocês tocaram no México foi há 3 anos atrás. Existe uma grande expectativa agora que vocês vão voltar. Como você se sente sobre isso?

Chris: "Fantástico. A última apresentação foi para um público de 18 mil pessoas. Dessa vez sabemos que nós iremos tocar num lugar maior e isso é emocionante. Eu consigo lembrar como foi a atmosfera e a platéia, a maior parte da energia vem do público."

OCESA: Nos seus últimos álbuns vocês vêm explorando estilos diferentes de música. Quais outros gêneros você gostaria de explorar?

Chris: "Nós gostaríamos de fazer um álbum um pouco diferente, que poderia nos dar a possibilidade de ir além do gênero eletrônico que nós já temos explorado assim como outras bandas têm feito também, levando em consideração que para muitas pessoas é difícil entender que uma banda de rock pode usar de influências da música eletrônica. A idéia é realizar algo que possamos tocar no palco e principalmente, que não nos faça soar repetitivos."

OCESA: O próximo álbum será baseado em alguma teoria?

Chris: "Ainda é muito cedo para definirmos isto. Muitas coisas podem acontecer entre álbuns. É impossível dizer o que será incluído no próximo álbum. Nós estaremos em turnê até 2011, depois disso tiraremos um ano de descanso e nesse meio tempo qualquer coisa que acontecer no mundo poderá influenciar o novo álbum."

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OCESA: O que você pode nos dizer sobre o show que vocês irão fazer no dia 20 de abril no México?

Chris: "Vai ser bem parecido com o show que fizemos na turnê européia. O setlist é bem parecido e o palco é algo que nunca trouxemos para essa parte do mundo. O planejado é que a turnê será a mesma em todos os lugares."

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OCESA: O documentário que será vendido em março inclui material ao vivo da sua última visita à Cidade do México?

Chris: "Nós queremos lançar um DVD que mostra a nova turnê mundial e não somente sobre um show em particular. Queremos fugir da idéia de mostrar só um show, e também, nós tocamos tanto durante o ano que seria impossível incluir material de todas as cidades que visitamos. O documentário é mais focado na visão geral dos bastidores da turnê, é uma combinação de toda a experiência do Muse ao vivo."

OCESA: No início da carreira vocês eram muito comparados ao Radiohead, o quão longe você se sente deles agora?

Chris: "Acho que toda banda luta com o fato de ser comparada a outra. No início nós tomamos algumas decisões que talvez nos fez parecer com a banda de primeira impressão, já que nós gravamos no mesmo estúdio. O produtor do 'The Bends' do Radiohead produziu um dos nossos álbuns e isso também influencia. Radiohead e nós somos parte de uma geração totalmente diferente e a comparação, eu acho, é mínima, ninguém mais fala dela. Nós somos uma banda mais dinâmica, mais pesada e cheia de energia."

OCESA: Vocês conhecem alguma banda mexicana ou qualquer outro lugar do México como turistas?

Chris: "Não, nós não conhecemos nenhuma outra banda mexicana e, infelizmente, nós não conhecemos outros lugares no México. Normalmente na turnê a gente toca e depois vai embora, mas eu acho que dessa vez nós teremos tempo e esperamos visitar alguns lugares bonitos que sabemos que existe na cidade."

OCESA: Como pessoa, você tem alguma opinião sobre o conflito entre a Argentina e a Inglaterra pelas Ilhas Malvinas?

Chris: "Pra falar a verdade eu não ouvi muito sobre o assunto, então eu não farei nenhum comentário. O importante aqui é que não é necessária uma guerra e é isso que interessa. Já houve um conflito armado entre esses países e eu acho que isso não é necessário."




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