Slayer: "Ficar longe da família não é nem um pouco fácil"

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Por Kako Sales, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Rob Fitzpatrick, do jornal britânico The Guardian, entrevistou recentemente os membros do SLAYER, Tom Araya (baixo, vocais) e Kerry King (guitarras). Trechos da entrevista podem ser conferidos abaixo.

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Vocês sempre fazem shows insanos?

Araya: "É claro! O começo é geralmente insano. Você chega, olha para cada um e diz: 'Quer saber, foda-se!' Nós temos que começar com 150% e ir direto aos 200%. Se começarmos no 148%, estamos fodidos. Se não estivermos entrosados desde o início, então a coisa não vai para frente".

Vocês devem soar terrivelmente se não estiverem entrosados.

Araya: "Com certeza! É exatamente como soamos. Nós temos uma música nova chamada 'Psychopathy Red', que é bem intensa, a primeira estrofe ficou ótima, mas aí eu perdi a entrada da segunda estrofe e não consegui consertar de jeito nenhum. Eu tive que deixar aquela estrofe de lado e esperar pela terceira. Para ser honesto, não demorou muito e ninguém nota mesmo".

Sobre se há alguma verdade nos rumores de que o SLAYER está planejando se aposentar logo:

Araya: "Nós não sabemos ainda. Eu só sei que ficar longe da família por tanto tempo não é muito fácil. Estou casado há 15 anos. Tenho uma filha de 13 anos de idade e um filho de 10 e eu quero compensar todo o tempo que não estive ao lado deles. Tenho sobrinhos que vejo raramente. Essa vida exige muito de você, pessoalmente e fisicamente. Eu honestamente não sei como sobrevivi aos primeiros 15 anos de SLAYER. Como eu fiquei tão cansado tocando absolutamente toda noite. E, imediatamente depois de tocar, fazer tudo novamente. Como nós fizemos tudo aquilo?"

Vocês estão tão animados quanto quando chegaram aos 20 (anos de banda)? Vocês ainda continuam com a mesma vontade daquela época?

Araya: "(pausa por um longo tempo) É... (pausa novamente). Uau! (Outros 10 segundos). Não é tanto 'Vocês ainda continuam com a mesma vontade'. É uma questão de 'Por quanto tempo vocês ainda vão querer?' Há tanta merda que acontece nos bastidores, não apenas a besteira burocrática que existe com a gravadora ou com a turnê, mas as outras coisas, coisas maiores. Sâo quatro personalidades diferentes na banda tentando conviver. Às vezes nos confrotamos, isso é normal. Mas, após 28 anos, você começa a pensar se você cresceu junto ou separado".

Sobre qual ele acha o maior álbum já gravado:

King: "Essa é realmente uma pergunta para sentar e pensar, né? O primeiro álbum do VAN HALEN é incrível. Claro, é rock’n’roll, mas ele apresentou ao mundo o que a guitarra elétrica podia fazer. 'Sabotage', do SABBATH é muito, muito pesado. 'Powerage', do AC/DC, 'Stained Class', do JUDAS PRIEST, alguns do MAIDEN também..."

Sobre o que ele aprendeu sobre natureza humana após quase 30 anos na estrada:

King: "Aprendi o que não dizer. Brigar para quê? Algumas bandas não conseguem superar algo dito 15 anos atrás e se separam, mas quando chegamos em casa, ficamos lá esparramados no sofá. Eu não preciso ligar para niguém. Depois de tudo, o quê eu vou falar?"

Leia mais no The Guardian.

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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