Hatebreed: "a vida muda, e suas prioridades mudam com ela"
Por Diego Camara
Fonte: Blabbermouth
Postado em 04 de maio de 2009
Uma nova entrevista de áudio com o frontman do HATEBREED, Jamey Jasta, foi conduzida por Vassil Varbanov do búlgaro Tangra Mega Rock. Alguns trechos da conversa estão disponíveis abaixo:
O guitarrista Sean Martin decidiu deixar a banda, o que foi um choque para todos os fãs. Você poderia comentar e nos falar um pouco sobre sua saída?
Jamey: "Bem, no final nós tinhamos visto isso chegando, pois sabíamos que ele queria fazer outras coisas e nós tinhamos um calendário cheio que estava vindo. Mas para todas as razões por trás disto você realmente deve conversar com ele, pois seria injusto dizer porque nós pensamos que ele saiu. Mas nós estamos bem com isso, não queremos forçar alguém a fazer algo que ele não quer mais fazer, e temos um calendário ocupado neste ano e no próximo - estamos muito excitados pelo próximo álbum. Conseguimos trazer Wayne, nosso guitarrista original, de volta ao grupo e foi uma boa transição. Estamos muito bem com Sean. Saímos juntos alguns dias atrás, ele esteve conosco por dez anos, lançou três álbuns conosco e estamos agradecidos pelo trabalho dele e o comprometimento que colocou na banda".
Muitas pessoas estão curiosas pela decisão de Wayne de deixar o HATEBREED dez anos atrás. Como veio a ideia dele retornar?
Jamey: "Como todos, a vida muda e suas prioridades mudam com ela. Naquela época ele não tinha a habilidade para fazer toda a turnê conosco. Estavamos fazendo turnês como loucos, mas não fazíamos nenhum dinheiro, então era difícil para qualquer um estar na banda, sem dinheiro, sem glória, sem ninguém para dormir, sem comida. Então isso tudo foi muito difícil, e quando ele saiu para ter um trabalho normal nós demos suporte a ele e dissemos: 'Olhe, este não é um estilo de vida para todos'. Depois disso demos a ele um trabalho por trás dos palcos na banda, e ele esteve conosco por algum tempo. Foi lógico para ele retornar agora que Sean deixou. Ele é basicamente uma parte da equipe por trás do palco..."
Então, vocês tem um novo CD chegando no dia 15 de maio. É uma seleção de covers. Você pode nos contar um pouco sobre o lançamento?
Jamey: "Queríamos ter lançado ele em Outubro passado, mas com todas as turnês e encontros foi muito difícil terminar a gravação a tempo. Mas quando voltamos, todos sentaram juntos na sala depois de quatro meses de descanso, Sean deixou a banda e recebemos Wayne para terminar músicas como do SUICIDAL TENDENCIES e SLAYER, BAD BRAINS, BLACK FLAG... e agora nós podemos lançar ele em maio, o que é legal pois fizemos esta turnê por todo o mundo - América do Sul, Europa, todos estes lugares e agora queremos viajar por lugares novos. E queremos também trazer alguns desses covers para nosso set ao vivo. E no final do meio do ano teremos um novíssimo álbum de estúdio, será legal lançar dois CDs este ano".
Você chegou a fazer parte do "Headbangers Ball", mas não mais agora. Você poderia dividir conosco alguns momentos interessantes desta época?
Jamey: "Eu escrevi um livro sobre isto que irá ser lançado no próximo ano. É toda uma reunião de jornais e diários sobre conseguir entrevistas com IRON MAIDEN e METALLICA, SLASH, você sabe, Tony Iommi (BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL), Lemmy (MOTORHEAD) e Dio (DIO, BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL). Foi realmente uma época louca - voar por todo o mundo, fazer shows, entrevistar uma banda pela manhã e então voar e ter que tocar no palco com minha banda noite. As crônicas do livro falaram sobre isto e eu acredito que será muito interessante a leitura para os fãs do metal e hardcore pelo mundo".
Durante os anos, você imaginou que iria tão longe com o HATEBREED? Quando você começou a banda, imaginou que o futuro da banda seria este? Como você vê o HATEBREED agora para o futuro?
Jamey: "Pessoas me perguntavam se eu seria como o Lemmy e ainda dirão isso quando eu tiver 60 anos. Tenho 30 e eu ainda não imagino. Eu gosto disso e quando eu comecei a banda eu apenas queria tocar shows, encontrar pessoas e viajar, e nós ainda estamos fazendo isso nas mesmas intenções. E a verdadeira beleza de tudo isso e que nós realmente fizemos nossos próprios termos, fizemos nossa própria maneira, e nós ainda podemos manter nosso som e nossa mensagem para pessoas que amamos, e eles nos respeitam ainda mais pois nunca pretendemos mudar nossa mensagem para se tornar uma banda maior. Crescemos ao fazer o que amamos e o que era significante para nós. É como uma instituição agora, e nós queremos manter isto independente das mudanças na formação ou de gravadora. Somos a banda que as pessoas podem saber o que irão ouvir quando comprarem um disco".
A entrevista completa pode ser vista no Tangra Metal Records neste local. Para baixar o áudio da entrevista, acesse este link.
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