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Rudy Sarzo: "não havia tanta violência nos anos oitenta"

Por Leo Kreator
Fonte: Blabbermouth
Postado em 23 de dezembro de 2008

A webzine sueca Metalshrine conduziu em dezembro de 2008 uma entrevista com o lendário baixista Rudy Sarzo (BLUE ÖYSTER CULT, DIO, ex-OZZY OSBOURNE, QUIET RIOT) sobre seu livro "Off the Rails: Aboard the Crazy Train in the Blizzard of Ozz", um registro de primeira mão sobre a amizade de Sarzo dentro e fora da estrada com Randy Rhoads e Ozzy Osbourne.

Metalshrine: Há muitas conversas entre você e Randy Rhoads e outros no livro. O quanto disso é realmente verdade?

Sarzo: "Sabe, mesmo se eu fosse escrever em prosa, ainda seriam memórias. Memórias em forma escrita, sejam em prosa ou como diálogo escrito. Uma das coisas que eu realmente quis fazer era colocar o leitor na história. Não contar a história, mas viver a história. É desse jeito que as pessoas falam. Você tem que se lembrar que em 1981, os anos 80 ainda não tinham sido inventados. Você está falando sobre Randy, que ainda vivia em sua casa e a sociedade era muito diferente do que é hoje. Não havia tanta violência, nem tantas gírias".

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"Deixe-me dizer desse jeito, nós éramos mais 'Happy Days' do que 'Boyz N The Hood'. Era uma sociedade totalmente diferente, especialmente se você estivesse vivendo na Califórnia. Sabe aqueles primeiros discos do VAN HALEN sobre ir a festas e à praia e azarar as garotas? Era assim. Mais BEACH BOYS do que death metal! [risada] É o mesmo quando você pega um cara que vivia em sua casa com seus 20 anos e o coloca junto com um bando de piratas do rock ‘n’ roll. O Ozzy já tinha viajado o mundo com o BLACK SABBATH e você o coloca nesse meio, ainda há um certo elemento de inocência a que Randy se apegava, para que ele pudesse manter sua própria identidade, e também havia um certo elemento de ‘Eu tenho que ser um pouco mais parecido com esses caras para sobreviver!’"

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"Mas mesmo se você analisar o estilo de vida, mais louco que o de qualquer banda dos anos 70, você não pode compará-lo aos caras que andam com armas de fogo hoje em dia. Estou falando sobre o mundo mais hip-hop, mais pesado e mais brutal em que vivemos hoje em dia. É mais duro hoje em dia. Então, se tem uma coisa que eu quero deixar explicado é, se eu vou contar uma história realística sobre como era... as coisas eram bem inocentes comparadas com o que são hoje. Então alguém pode ler e dizer, 'Uau, isso é bem leve', e eu digo, ‘Não, é exatamente como foi!’ Na verdade, poucas pessoas usavam a palavra ‘dude’ em 1981. [risada] Então essa foi uma das coisas que eu queria manter em perspectiva. Você está lendo algo sobre 1981, não sobre hoje".

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Metalshrine: Você teve alguma reação dos Osbournes?

Sarzo: "Eu tive antes do livro ser lançado. Sharon não estava contente com ele de forma alguma. Originalmente, ele iria ser lançado por outra editora. Ela ouviu falar sobre isso e os pressionou a deixar o negócio se o livro fosse lançado. A editora tentou agradá-los e inventaram algum tipo de compromisso e ela recusou. Eles queriam enviar o livro à ela e dizer, ‘ei, isso é o que está no livro,’ mas ela se recusava a assinar o acordo, então o livro foi abandonado e ficou por um ano na prateleira. Então eu decidi publicá-lo por mim mesmo. Eu disse, ‘se você quiser lê-lo, vá à Amazon.com e faça o pedido e é isso!' Eu só queria que a história fosse contada. É só isso! Então a Too Smart entrou na história e eles decidiram ser a editora para relançá-lo, ou na verdade lançá-lo pela primeira vez".

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"A ordem dos eventos foi: o livro foi lançado como edição para a Amazon.com, então ele foi lançado em japonês pela Burrn! que foi na verdade a primeira publicação do livro. Com a arte e as fotos bonitas, essa se tornou minha medida para como o livro deveria ser, então eu me reuni com a Too Smart, e disse, ‘Vejam, é isso que o Japão fez!’ Estou muito satisfeito com o jeito que o livro foi lançado."

Leia a entrevista completa (em inglês) no Metalshrine.

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Sobre Leo Kreator

Leo é estudante de Processamento de Dados na FATEC-SP. Trabalha como programador e dedica uma parte de seu tempo livre tocando bateria na banda de thrash metal paulistana Lanasters (que está atualmente tentando voltar à ativa...). Gosta de ouvir música BOA, mas de preferência metal - dos sub-gêneros NWOBHM, thrash, death ou black.
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