Yngwie Malmsteen: guitarristas, Ferraris, vídeo-games, e mais

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Por Durr Campos, Fonte: Hard Rock Hideout, Tradução
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A Hard Rock Hideout conduziu em dezembro de 2008 uma entrevista com o lendário guitarrista sueco YNGWIE MALMSTEEN. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

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Hard Rock Hideout: Se você pudesse dar um conselho para algum jovem guitarrista por aí, o que diria?

Yngwie Malmsteen: Tudo depende do que pretendem alcançar. Se querem ser grandes e fora do comum, têm que trabalhar pesado. Não há atalhos para isso. Obviamente, se querem aprender como tocar, eles podem aprender notas, detalhes, e seguir em frente. Depende do querem fazer. Se estão levando a sério o negócio, então têm muito o que fazer.

Hard Rock Hideout: Qual sua opinião sobre os guitarristas de hoje?

Yngwie Malmsteen: Não tenho de fato nenhuma posição sobre eles. Eu sou tão ocupado com minhas coisas. Quando não estou tocando eu geralmente estou fazendo outras coisas como curtindo minhas Ferraris, jogando tênis e coisas assim. Pelo que eu entendo, sei que há alguns grupos de garotos que são bem sérios no que fazem e eu acho isso bom.

Hard Rock Hideout: Por que o hard rock/metal manteve sua popularidade na Europa e Ásia e não conseguiu o mesmo aqui nos EUA?

Yngwie Malmsteen: Não tenho muita certeza sobre isso. O que eu sei é que o rock and roll e o metal nunca vão acabar. Eles recuaram um pouco na América nos anos 90. No Japão e América do Sul sempre foram gigantes. Nunca segui tendências e não sei a razão delas existirem. Penso que devem haver pessoas especializadas para mudar as coisas. Quando o glam metal do final dos anos 80 se tornou muito melado, então ao invés de se ter dois potes de laquê na bolsa, era melhor não lavar os cabelos e pronto! Pra mim isso foi uma tendências. Não sigo essas coisas, apenas faço o que julgo ser o certo. Não sei a razão pra tudo isso. Não é uma moda.

Hard Rock Hideout: Seu involvimento na turnê do G3 com Joe Satriani e Steve Vai não ajudou a reerguer sua música nos EUA?

Yngwie Malmsteen: Teve impacto sim, claro! Eu acho que ajudou nós três, mas eu penso que o mais importante agora, é que você pode ver nos dias de hoje, são jovens sendo introduzidos a este tipo de música através do vídeo game em jogos como Rock Band e Guitar Hero. Parece ser uma grande influência para eles. Isso é algo novo para os garotos.

Hard Rock Hideout: O que você acha da nova geração de fãs de música sendo introduzidos ao hard rock e metal através desses games?

Yngwie Malmsteen: Quando éramos mais jovens, eram apenas rádio e MTV. É apenas um modo diferente de ouvir a coisa toda. Se eles têm um jogo que tem rock and roll envolvido e que desperte a atenção dos garotos, pra mim é ótimo.

Hard Rock Hideout: Seu filho Antonio tem 10 anos, certo? Ele já acompanha sua paixão pela música?

Yngwie Malmsteen: Sim. Não da mesma forma como foi comigo. Quando eu cresci, não havia música pesada na TV, nada. A guitarra era minha vida. As crianças hoje têm Internet, TV e games e tudo o mais. Quando ele pega a guitarra, ele é espontâneo, com certeza. Com certeza ele tocará. Eu sempre fui tão extremo comigo mesmo, tocando 24h por dia, 7 dias por semana. Era tão bizarro, algo como (risos) um circo dos horrores, você sabe.

Hard Rock Hideout: Houve vários grupos clássicos de hard rock e metal se reunindo nos últimos anos. Ron Keel anunciou recentemente uma reunião do KEEL para uma boa leva de shows no ano que vem. Você consegue se ver com o STEELER ou o ALCATRAZZ em uma reunião nos próximos anos?

Yngwie Malmsteen: Tenho sido contatado bastante sobre isso. Eu não sei. Eu nunca direi nunca.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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