Black Sabbath: "O líder era Tony e todos faziam o que Tony achava certo!"
Por Maria Fernanda Cal e Robson B. Leite
Fonte: Blabbermouth
Postado em 02 de maio de 2008
Todos os quatro integrantes da banda HEAVEN AND HELL (Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice) recentemente falaram ao colaborador do site Goldmine, Bryan Reesman, como parte de uma matéria de capa que abordará a carreira do conjunto com assuntos como turnês, reuniões e a gravação de um novo álbum.
Outros entrevistados foram Rob Halford, vocalista do JUDAS PRIEST, David DeFeis, frontman do VIRGIN STEELE, Dan Beehler, ex-baterista do EXCITER e os jornalistas musicais Malcolm Done e Bradley Torreano.
Sobre a química entre Tony (Iommi) e Geezer (Butler):
Dio: "O que Geezer e Tony fazem e aquilo que criaram juntos corresponde a tocar juntos o que ninguém mais estava fazendo. O baixo aparecia e era tão importante quanto a guitarra. É impossível, sob qualquer aspecto ou forma, diminuir a contribuição de Geezer, especialmente pelo fato de que ele foi responsável pela maioria das letras das primeiras músicas da banda. (O Sabbath) É uma via de mão dupla, com Tony e Geezer igualmente importantes. Não estou tentando fazer qualquer comparação, até porque não creio ser algo importante, porém, no fim das contas, acho que o BLACK SABBATH sempre foi Tony. Sempre foi a banda dele. Geez lhe falará a mesma coisa. O líder era Tony e todos faziam o que Tony achava certo - e, por sorte, o que ele achava era mesmo certo".
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Sobre a possibilidade do BLACK SABBATH gravar mais um álbum tendo Ozzy nos vocais:
Butler: "Não acho que ainda há muito tempo para fazer um disco com Ozzy. Talvez o façamos no inferno. Poderíamos nos dar bem no inferno".
Sobre como os integrantes do HEAVEN & HELL estão se relacionando hoje, após duas separações:
Appice: "Nos damos melhor hoje do que nunca, principalmente Dio, Tony e Geezer. Todos se dão bem. Acho que há respeito pelas respectivas carreiras individuais que fizemos e também pela técnica e musicalidade".
Dio: "Você pisa em ovos um pouco mais na segunda vez em que faz uma reunião, mas dessa terceira vez foi bem fácil. Não consigo fazer coisas com pessoas de quem não gosto. Sempre fui sortudo em gostar deles. São todos tão pé-no-chão, de ótima índole, talentosos e determinados. Meu tipo de banda".
Iommi: "Você entende mais, é suave e concorda mais. Há coisas que me deixavam louco ou irritado e agora isso não acontece mais. É claro que todos se aborrecem em algum momento, mas eu agora entendo mais o outro lado".
Butler: "Acho que somos mais sinceros um com outro. De vez em quando, ficamos mau humorados, mas ao invés de nos ofendermos ou nutrirmos rancor, damos espaço um ao outro. Antes, se discutíssemos ou discordássemos sobre algo, iríamos embora zangados e com a sensação de termos engolido sapos. Agora percebo que este é o mundo real. A vida não é um conto-de-fadas. Fazemos outras coisas além da banda e se estamos tocando juntos é por amar isso e não por necessidade. Se eu algum dia me sentir desconfortável sobre a banda, simplesmente a abandonarei, sem mágoas".
Leia a matéria inteira (em inglês) no goldminemag.com.
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