Paradise Lost: mixagem foi o segredo do "In Requiem"
Por Daniel Faria
Fonte: Blabbermouth
Postado em 16 de dezembro de 2007
Justin Donnelly, do The Metal Forge da Austrália, conduziu uma entrevista com o frontman do PARADISE LOST Nick Holmes, que falou não somente sobre o último álbum da banda, mas teceu um paralelo com os trabalhos anteriores.
"Sobre o novo álbum da banda, 'In Requiem'":
"Muitas das decisões importantes em relação a esse álbum foram de nos certificar que mantemos o som do PARADISE LOST da forma como o temos agora, o que temos desenvolvido nos últimos dez ano, mas se certificando que o 'In Requiem' tivesse uma produção que soasse muito mais Metal. Queríamos que as guitarras e a bateria soassem muito alto na mixagem, e eu acho que conseguimos fazer isso desta vez como 'In Requiem'. O mix no novo disco é muito diferente do mix dos últimos álbuns, e eu acho que isso é o que dá ao 'In Requiem' uma certa vantagem em comparação aos anteriores".
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"Eu não acho que muita gente sabe que o processo de composição na banda continuou o mesmo como tem sido nos últimos dez anos. Assim que isso for entendido, fica bem óbvio que não é muito o jeito de tocarmos as músicas no 'In Requiem' que fez a diferença, mas mais a forma com a qual o álbum foi produzido e mixado que realmente fez ele soar assim."
Sobre trabalhar com o produtor Rhys Fulber:
"Já fizemos três álbuns com Fulber. A primeira vez que trabalhamos com ele foi no 'Symbol of Life' em 2002, seguido pelo nosso álbum auto-intitulado em 2005. Então, contando com o 'In Requiem', nós agora estamos trabalhando com ele pela terceira vez, e parece que está funcionando. O que gostamos de Fulber é que ele traz esse montre de entusiasmo novo na banda a cada vez. Eu acho que nós somente começamos mesmo a acreditar muito mais no que estávamos fazendo quando começamos a trabalhar com Fulber. No 'In Requiem', ele realmente nos trouxe um ângulo novo e diferente das coisas, e eu acho que ele trabalhou da melhor forma possível. Ele realmente gosta do que faz. Ele está muito entusiasmado sobre o processo de gravação, e se envolveu em todos os aspectos do trabalho de produção. Ele não apenas aparece, aperta um botão e vai embora. Tem um monte de produtores que fazem isso. Ele não está lá só para receber o pagamento e nada mais. Ele está envolvido na coisa toda de verdade. Eu acho que isso é refrescante demais para a banda".
Sobre estar perdido em termos de direção e motivação no final dos anos 90:
"Inicialmente, 'Host' recebeu críticas realmente boas. A EMI trabalhou muito naquele álbum, mas realmente eles não sabiam como promovê-lo, e para quem exatamente eles deveriam tê-lo promovido. Foi um disco complicado para fazer, porque não era um álbum exatamente Metal. Era realmente um pino quadrado para enfiar em um buraco redondo, tanto para a gravadora como para nós. E então teve o 'Believe in Nothing'. Nós nunca estivemos realmente contentes com a produção daquele álbum. Eu acho que as músicas no álbum eram boas, mas eu definitivamente não consideraria o disco entre os cinco melhores. Nós todos estávamos muito confusos por um monte de coisas acontecendo por perto na época, daí a capa! (risos)"
"Eu acho que eram tempos bem difíceis, e tenho comigo que isso ficou refletido no tom triste das músicas. Praticamente todos estávamos tomando medicamentos na época! (risos) Eu estava tomando anti-depressivos tão fortes na época que eu não sabia realmente o que estava acontecendo. O trabalho artístico da capa é um exemplo clássico de onde nossos cérebros estavam na época. Tinha abelhas na minha cabeça! (risos) Eu não tenho idéia nenhuma sobre o que era para a capa representar".
"No nível pessoal, 'Believe in Nothing' representou uma era bem escura da minha vida. Eu não acho que nada positivo sai de algo pra baixo e deprimido como aquilo. Minha vida pessoal estava indo ruim naquela época e eu acho que aquele álbum é um resultado direto daquilo. Eu sei que muita gente adora mesmo aquele trabalho, e eu acho isso legal. Mas para mim, eu acho que o elemento mais decepcionante é a produção, que acho que poderia ter sido mais porrada, e os sentimentos que o álbum conjura. Do 'Host' até o 'Believe in Nothing', nós não sabíamos direito aonde estávamos indo, nós estavamos mesmo em um dilema. Mas eu acho que o 'Symbol of Life' é um álbum muito mais forte do que os que o precederam, e eu acho que é por causa do envolvimento de Fulber nele. Eu acho que ele realmente trouxe idéias novas para a mesa naquele disco, algo que ele continuou a fazer com cada álbum desde então".
A entrevista completa (em inglês) está no Metal Forge.
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