W.A.S.P.: Blackie Lawless comenta a política externa americana
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Blabbermouth
Postado em 01 de maio de 2007
Vassil Varbanov, do site búlgaro Tangra Mega Rock, entrevistou recentemente o líder do W.A.S.P., Blackie Lawless.
Tangra Mega Rock: Todos os músicos norte-americanos com os quais conversamos recentemente dizem que o governo norte-americano está numa situação de merda, principalmente com a guerra no Iraque, a tão falada "guerra contra o terrorismo"...
Blackie: "Veja o que aconteceu nos anos 70. A música daquela época criou uma consciência nas pessoas de que elas devem começar a fazer as mudanças e essa consciência parou a guerra do Vietnã".
Tangra Mega Rock: É uma questão de opinião pública ou isso está profundamente arraigado nos corações das pessoas?
Blackie: "As duas coisas. Como Abraham Lincoln já disse sobre os EUA, somos um governo do povo, feito pelo povo e para o povo, e ainda acreditamos nisso. Às vezes temos alguém – como o presidente atual ou Richard Nixon – que chega e tenta mudar isso, mas nosso sistema funciona segundo o que se chama de ‘Sistema de Freios e Contrapesos’. O que quero dizer com isso é que o presidente não pode fazer nada sem a aprovação do Congresso e vice-versa. Até mesmo Thomas Jefferson disse que, devido à maneira pela qual o nosso sistema foi construído, todas as mudanças acontecem lentamente. Em outras palavras, você vai se frustrar de vez em quando, mas assim evitamos nos transformar em um estado fascista".

Tangra Mega Rock: Você mencionou os anos 70 há alguns minutos. Naquela época havia pessoas que não aceitavam que se criticasse o governo. Você espera ter problemas devido às suas opiniões contidas no álbum "Dominator"... ou você já se acostumou a isso?
Blackie: "Eu já tive meus problemas. Para ser honesto, você não pensa sobre o assunto sob esse ponto de vista quando tenta fazer algo motivado pela paixão. Antes de tudo você precisa fazer o que acha certo e depois, se algo acontecer, simplesmente aconteceu. Temos uma situação diferente agora. Nos anos 70 tínhamos a convocação para o serviço militar e você sabia que, se tivesse 17 anos, um ano mais tarde você seria convocável e poderia ir para o Vietnã. Agora não temos mais a convocação – temos um exército profissional – então temos esse tipo de atitude desanimada das pessoas, como ‘Isso não vai acontecer comigo, então foda-se, não me importo!’. Mas, ao mesmo tempo, pessoas estão morrendo porque os EUA estão envolvidos numa guerra ridícula no momento, e isso não deveria estar acontecendo. Os EUA não deveriam estar lá. Depois do 11 de Setembro eu estava furioso e, sim, eu queria que eles fossem caçados como animais e executados, e ainda quero isso. Entretanto, isso não tem nada a ver com o Iraque. Como eu disse, há muita gente furiosa nos EUA neste momento, mas há uma diferença entre o momento atual e os anos 70. Naquela época aqueles garotos colocavam fogo nas universidades, porque eles sabiam que seriam os próximos. Essa atitude não existe hoje, porque eles sabem que não serão os próximos. Eu gostaria de ver os norte-americanos e o resto do mundo levantarem a bunda da cadeira e começarem a fazer mais pressão em Washington para parar isso".
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Blackie: "Não sei, precisaríamos de uma bola de cristal para saber isso... Eu me lembro de ter dito às pessoas há dois anos atrás que a guerra no Iraque não era motivada pelo petróleo, como todo mundo pensava, mas por algo muito mais sério. Nos EUA usamos a expressão ‘abrir um negócio’ quando começamos nosso próprio empreendimento e o que está acontecendo no Oriente Médio é que os EUA estão abrindo muitos negócios por lá. Há corporações mudando suas sedes para Dubai [Emirados Árabes] e você sabe por quê? Porque é lá que elas podem fazer os melhores negócios. Lá elas têm mais clientes para vender suas armas – o que é melhor do que ir diretamente aos seus clientes? A história nos mostra que, se você domina um povo economicamente, você pode dominá-lo socialmente e politicamente, sem disparar tiro algum. Isso é o que está acontecendo agora – eles estão abrindo negócios no Oriente Médio".

Tangra Mega Rock: Há alguma luz no fim do túnel, na sua opinião?
Blackie: "Eu não acho que a minha opinião seja tão importante. O que é melhor para o mundo é mais importante, o que é a coisa certa a fazer. Muitas pessoas no mundo, a maior parte, são boas, mas as grandes corporações acabam dominando suas vidas – seja a montadora de automóveis na qual trabalham ou o governo, qualquer uma – e começam a nos modificar. O PINK FLOYD compôs a música ‘Money’ e era sobre isso que eles estavam falando. Como isso tudo pode acontecer? E quando nós, como pessoas, devemos dar um basta e parar tudo isso? Há também uma idéia que David Bowie colocou na música ‘China Girl’, na qual ele disse que esse processo da China tornar-se um gigante tem muito a ver com a civilização ocidental. E ele disse: ‘Eu vou te dar a televisão, eu vou te dar olhos azuis, eu vou te dar um homem que quer dominar o mundo...’ O que ele quis dizer é que eu vou te dar todas essas coisas de graça, mas vou te influenciar tanto que você vai querer adotar toda a ideologia que eu te der. Se algum povo quiser fazer isso, se a China quiser adotar a teologia ocidental – ótimo, isso seria maravilhoso. Honestamente, eu tive uma vida muito boa por causa disso, mas há pessoas ao redor do mundo que não querem e é por isso que eu escolhi o título ‘Dominator’. A palavra ‘dominação’ significa impor alguma vontade a pessoas que não a desejam".

Leia a entrevista completa neste link.
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