Ronnie James Dio Dio fala sobre Heaven & Hell

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Revolver Magazine, Tradução
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Jon Wiederhorn, da revista e website Revolver entrevistou recentemente Ronnie James Dio (DIO, BLACK SABBATH, RAINBOW) e Tony Iommi (BLACK SABBATH), que fazem parte do HEAVEN AND HELL — a nova banda que também conta com Geezer Butler, baixista do SABBATH e Vinny Appice, ex-baterista do DIO/SABBATH.

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Revolver: Por que Bill Ward, que foi baterista do BLACK SABBATH, não tocou [nas novas músicas que serão incluídas na antologia da era de Dio no BLACK SABBATH, intitulada “Black Sabbath: The Dio Years”, que será lançada em breve]?

Dio: Bill iria tocar, mas ele teve compromissos que o impediram, na opinião dele, de fazer a turnê. A próxima escolha lógica foi Vinny, porque Vinny participou de mais álbuns dessa época do que Bill. Bill fez o primeiro álbum e Vinnie fez três após esse.

Revolver: Os Osbournes divulgaram um comunicado à imprensa dizendo que HEAVEN AND HELL “não tem nada a ver com BLACK SABBATH” e que “há apenas um BLACK SABBATH”. Será que eles prefeririam que você não fizesse a turnê?

Dio: Eu não sei. Eu não saio por aí pedindo permissão para fazer essas coisas, elas apenas acontecem. E, quando acontecem, isso não significa que vai haver uma grande convenção de bruxas em algum lugar sombrio onde as pessoas dizem “Ok, agora podemos enfiar pregos nos bonecos do Ozzy e da Sharon”. Não é assim que acontece.

Revolver: O que te trouxe de volta para o álbum “Dehumanizer”, de 1992?

Dio: Eu acho que nos separamos cedo demais. Mesmo depois do “Live Evil”, eu achava que faríamos mais um álbum de sucesso e continuaríamos assim pelo resto de nossas vidas. Então Geezer se encontrou comigo em um show em Minneapolis (EUA) [em 1990, e subiu ao palco para tocar “Neon Knights”]. Ele me disse que Tony [Iommi] queria fazer mais um projeto e uma coisa levou à outra.

Revolver: Esse foi um álbum agradável de ser feito?

Dio: Na verdade não, porque foi algo que tivemos que nos esforçar demais pra fazer, mas acho que é por isso que funciona tão bem. Às vezes você precisa desse tipo de tensão, ou acaba fazendo um álbum de canções natalinas.

Revolver: Porque você saiu da banda novamente após “Dehumanizer”?

Dio: Disseram para mim, no meio da turnê, que abriríamos pro Ozzy em Los Angeles. E eu disse: “Não. Sinto muito, mas eu tenho orgulho próprio”. Muitas coisas ruins foram ditas pelos dois grupos, o que acabou criando todo esse mal estar. Então, quando eles concordaram em tocar os shows em Los Angeles com Ozzy, aquilo, para mim, significava uma reunião. E, obviamente, significou o fim daquele projeto.

Revolver: Podemos esperar um álbum do HEAVEN AND HELL no futuro?

Dio: Bem, eu não vou desistir da banda DIO. E acho que fazer turnê com esta banda durante um ano vai ser o bastante. Mas espero que ainda estejamos conversando entre nós depois disso e que outros planos possam ser realizados.

Iommi: Neste momento, nada está entalhado em pedra. Qualquer coisa pode acontecer.

A entrevista completa do Revolver com o HEAVEN AND HELL estará na edição de março de 2007 da revista, que chegou às bancas em 15 de janeiro. Mais informações no site www.revolvermag.com.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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