DragonHeart: Entrevista com o guitarrista e vocalista Marco Caporasso

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Por Wilson F. S. Pauleto

Whiplash! - Primeiramente Marco, diga, qual sua formação musical?

Caporasso / Bom, no início eu fui autodidata, dois anos mais tarde eu tive aulas durante quase um ano com um professor local chamado Murillo Da Ros que é um grande violonista de flamenco, depois voltei a ser autodidata até hoje.

Whiplash! - Você acha importante estudar fora pra ser respeitado aqui no Brasil?

Caporasso / Tanto para ser um artista solo, quanto para integrar uma banda, ainda existe aquela falsidade máxima de que para ser bom é preciso fazer sucesso lá fora primeiro, e vários exemplos confirmam a regra, mas creio que estamos mudando isso aos poucos.

Whiplash! - Quais são as suas principais influências como guitarrista, vocalista, e as do DragoNHeart em geral?

Caporasso / Como guitarrista, tenho muita influência de Michael Angelo e Steve Morse, mas gosto muito também de Trevor Rabin (Ex-Yes) e Chris DeGarmo (Queensryche). Como vocal nunca me baseei em alguém especial mas posso citar o UDO (Ex-Accept) e o Chris Oliva do Savatage. No Dragonheart procuramos misturar todas essas influências para tentar fazer um som único.

Whiplash! - Agora falando sobre o último trabalho de vocês, "Throne of the Alliance". Houve um grande preparo e cuidado em sua produção, que resultam nas diversas críticas positivas a respeito na mídia. Como foi pra você o desenvolvimento desse álbum, começando pela belíssima capa do Andreas Marshall, até as gravações, e a mixagem da Finnvox? O que você diria a respeito do resultado final, o que isso representou para a banda e as diferenças que esse trabalho teve em relação ao álbum anterior, Underdark?

Caporasso / Realmente quando um trabalho já está pronto, parece de fácil execução e só é necessário dinheiro. Mas é muito mais do que isso. Nos dedicamos cada segundo de nossas vidas para fazer um álbum que nos deixasse orgulhosos. Andreas Marschall e o pessoal do FInnvox levam seus trabalhos tão a sério quanto nós, e isso influenciou muito no resultado final. No Underdak nós tivemos o mesmo empenho e dedicação, só que não tínhamos muitos recursos financeiros, nós sabemos que a producão é meio fraca, mas é um álbum que esbanja espontaneidade.

Whiplash! - Como as guitarras foram gravadas?

Caporasso / Gravamos as guitarra com dois modelos. Uma Gibson Explorer 76 (que uso nos shows) e uma Ibanez Roadstar II japonesa fora de série. Gravamos com dois Stacks (4x12) da marshall marca JCM 900. Com efeitos: UM pré-amp da Zoom 9024, exciters bbs, e vários compressores. Além de vários microfones.

Whiplash! - Quais efeitos foram usados por você?

Caporasso / Usei somente alguns delays e reverbs um pouco malucos, alem de uma pitada de Phaser.

Whiplash! - Até que ponto você acha que os efeitos influenciam na qualidade de um guitarrista?

Caporasso / Em nenhum ponto em particular, o principal tem que sair dos seus dedos, depois é só testar alguns efeitos que melhor se encaixam na música.

Whiplash! - Quais são os seus equipamentos de estúdio e ao vivo?

Caporasso / No estudio varia muito com o tipo de som que eu estou procurando, mas ao vivo eu uso um Pré-Amp da Marshall JMP-1, um Virtualizer DSP 1024 da Behringer, os dois controlados por um pedal midi ART, além de um afinador boss e um compressor também da Boss.

Whiplash! - O DragoNHeart mudou de gravadora nesse período, da Megahard para a HTR. O que você tem achado da gravadora atual? Houve muita diferença dessa com a anterior?

Caporasso / Atualmente estamos com a Hellion que comprou os direitos da HTR, que fechou as portas. A Hellion é uma gravadora que trabalha há anos com o Heavy Metal, e até agora a diferenca é sensível, mas temos que esperar para ver como irá ser no futuro.

Whiplash! - Pouco tempo após a gravação desse álbum, Eduardo Marques se despede do DragoNHeart. Como foi a saída dele para a banda seguida da entrada do André Mendes? Foi alterada alguma característica na performance por isso? Há alguma grande diferença entre o Eduardo e o André?

Caporasso / O Eduardo simplesmente abandonou o Heavy Metal, cansou de shows e turnês. Ele nos abandonou em um momento díficil há apenas dois de dias de vários shows, e tivemos que realizar alguns shows como um um trio. A performance não teve nenhuma alteracão, já que o André executa as mesmas funcões que o Eduardo, mas o André possui mais técnica vocal. E sem dúvida nenhuma ele é um grande guitarrista.

Whiplash! - Voltando ao "Throne", como tem sido a receptividade dos fãs quanto ao álbum e os shows da turnê, no Brasil e no exterior? Tem algo que lhe chamou a atenção nesse período?

Caporasso / A reação dos fâs tem sido muitíssimo positiva. Tanto no Brasil quanto lá fora, todos parecem ter gostado do álbum, e isso fez com que a banda crescesce muito, o que despertou a ira dos mais radicais e a inveja de alguns músicos, mas temos que olhar pra frente e tentar sempre melhorar.

Whiplash! - Vocês iam gravar um DVD na Via Funchal, utilizando tecnologia de ponta, com vários fãs ansiosos, e inclusive acho que o DragoNHeart também esperava muito por esse show. Há algum esclarecimento a mais que você queira falar sobre o cancelamento ocorrido? Vocês já tiveram idéia de outro local para gravarem o DVD, ou mesmo outra data na Via Funchal?

Caporasso / Infelizmente nem nós sabemos o que aconteceu, só fomos avisados que a diretora artística do Via Funchal havia mudado dois dias antes do show e o cancelou sem motivo aparente. Estamos vendo algum outro lugar com um bom porte, mas ainda não chegamos a um veredito final.

Whiplash! - O que você tem achado do crescimento do Heavy Metal no mercado brasileiro nos últimos anos? Quais aspectos diferem nossas bandas de outras da Europa, por exemplo?

Caporasso / O mercado Brasileiro tem crescido muito, o público já aceita melhor as bandas brasileiras, vai a shows e compra seus CDs e camisetas. Mas para nossa cena crescer e se tornar tão forte quanto a eruopéia é necessário que os promotores de shows parem de ser picaretas e parem de tratar as bandas como se fossem amadoras. Fazendo isso o promotor estará mostrando respeito pelas bandas nacionais. Além das próprias bandas se unirem mais e tentar parar de "pichar" umas às outras.

Whiplash! - E quanto à mídia? Como você vê a atuação dela no Brasil nos diversos meios que ela abrange? O que deve mudar nela?

Caporasso / Hoje em dia a mídia e as gravadoras estão andando juntas, o que é muito bom pois quem ganha é a cena Heavy Nacional. Temos tido um grande apoio de todos os meios de comunicacão. Mas é a velha história, revistas e zines não vão querer bandas ruins aparecendo como "a última revelação" pois o público não é bobo e sabe diferenciar.

Whiplash! - Você tem atuado de alguma outra forma além do DragoNHeart como músico, dando aulas, workshops, ou algum projeto paralelo em mente para o futuro?

Caporasso / No momento, tenho uma loja de CDs e vinis de Metal aqui em Curitiba, mas sempre que me chamam consigo um tempo para Workshops. Quem nos conhece sabe o apoio que damos ao Underground. Não ficamos somente da boca pra fora.

Whiplash! - Você acha que é possível viver bem de música no Brasil?

Caporasso / No momento não, mas espero que no futuro sim.

Whiplash! - Como surgiu seu interesse pela guitarra e pelo Heavy Metal?

Caporasso / Escuto Heavy Metal há quase 22 anos e o interesse pela guitarra surgiu a uns dez anos. Eu tenho irmãos que também escutam Heavy a muito tempo e eles me influenciaram. Somos a verdadeira "Irmandade Metálica" (risos).

Whiplash! - Qual foi sua primeira guitarra?

Caporasso / Foi uma Gianinni Strato, com chaves de mudança de captador que pareciam interruptores de luz (risos gerais).

Whiplash! - Quando você teve maior interesse em se profissionalizar na área? Quais os caminhos e dificuldades percorridos pelo DragoNHeart até chegar em "Throne of the Alliance"?

Caporasso / Desde o início o Dragonheart se preocupou em proporcionar o melhor para seu público, e o melhor trabalho só vem com o profissionalismo. O Dragonheart percorreu muitas dificuldades, como a família que sempre foi contra, algumas bandas e promotores de shows picaretas, mas sempre tivemos em mente que se nós estivermos curtindo e público também, isso é o que vale.

Whiplash! - Deixe um recado para quem está começando a tocar agora ou formando uma banda de metal e quer seguir o mesmo caminho que o DragoNHeart!

Caporasso / Trabalho, Estudo, responsabilidade, perseverança. Honra e lealdade devem sempre andar juntos, seja com seus amigos de banda com o público e principalmente com você mesmo!

Whiplash! - Uma última pergunta da qual não poderia esquecer (risos), como foram os shows com o Grave Digger?

Caporasso / Foram excelentes, a resposta do público foi o máximo.

Whiplash! - Muito obrigado pela entrevista Marco, até a próxima!

Caporasso / Obrigado e até!


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