Elvis Presley: um outro lado do rei
Por Claudinei José de Oliveira
Fonte: rollandorocha.blogspot
Postado em 22 de junho de 2015
Apesar de ter tido um irmão gêmeo que nasceu morto, Elvis Presley foi criado como filho único e, assim, foi superprotegido por sua mãe Gladys. O resultado foi ele ter desenvolvido uma espécie de fanatismo mórbido pela figura materna, o qual o acompanhou até sua morte. Dizem que, na mansão de Graceland, o quarto da mãe, depois desta ter morrido, ficou intocado e somente Elvis podia adentrá-lo.
Segundo o livro "Elvis E A Revolução Do Rock", escrito pelo biógrafo Sebastian Danchin e publicado no ano de 2010 pela editora Agir, o fato apontado no parágrafo anterior acabou tendo consequências na vida conjugal do "rei do rock".
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Após sua esposa Priscilla dar à luz a filha Lisa Marie, Elvis não conseguiu mais vê-la como mulher. Era, em primeiro lugar, mãe e sua fixação pela figura materna anulou seus desejos sexuais pela esposa. Este foi um dos motivos do divórcio que teve, em muito, contribuição para a decadência física e mental que o levou à morte.
No mesmo livro é, também, narrada a obsessão de Elvis Presley por "ninfetas". Ele começou namorar Priscilla quando ela tinha apenas catorze anos de idade. O livro deixa a entender que tal obsessão tinha ligações com o "complexo" de Elvis em relação à figura materna: o corpo feminino em formação de uma adolescente não remetia ao corpo adulto de uma mulher, potencialmente uma mãe.
Paradoxalmente, tal "complexo" está ligado à educação excessivamente religiosa e moralista típica das famílias pobres do sul dos Estados Unidos no Pós-Guerra, a qual inculcava uma noção de respeito quase paranoica na mentalidade do indivíduo em relação aos valores familiares e, consequentemente, à importância da figura materna como sua principal mantenedora (para se ter uma ideia, Elvis se referia às pessoas mais velhas que ele como "senhor" e "senhora", mesmo as negras, isto numa região de forte tradição segregacionista). Jerry Lee Lewis, assim como Elvis, também era chegado numa "ninfeta". A sociedade, na região, encarava com normalidade a situação.
A fortuna de Elvis Presley conseguiu aglutinar ao seu redor uma gangue de sanguessugas e aproveitadores que ficou conhecida como Máfia De Memphis. Eles eram os responsáveis por sair, pelas noites da cidade, à "captura" de "ninfetinhas" que eram conduzidas a Graceland, para satisfazer os desejos do "rei".
Esta é apenas uma entre tantas histórias escabrosas narradas no referido livro. Leitura indicada para aqueles que idolatram astros da música e se esquecem que, antes de tudo, eles são de carne e sangue.
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