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Iron Butterfly: A misteriosa morte de Philip Taylor Kramer

Por Marcio Millani
Fonte: Ultimate Classic Rock
Postado em 02 de junho de 2014

Por Dave Swanson

No dia 29 de maio de 1999 os restos mortais de PHILIP TAYLOR KRAMER, baixista da banda IRON BUTTERFLY na década de 70, foram encontrados. KRAMER estava desaparecido havia quatro anos, e até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu com ele.

KRAMER entrou para o IRON BUTTERFLY em 1974, bem depois que a banda teve seus dias de glória, e participu dos álbuns 'Scorching Beauty' e 'Sun and Steel', ambos lançados em 1975. Após deixar a banda, eliminou o PHILIP de seu nome, voltou aos estudos e se formou em engenharia espacial, indo trabalhar no Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

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Nos anos 90 KRAMER abriu uma empresa high-tech chamada Total Multimedia Inc., a qual realizou um trabalho pioneiro em tecnologia de compressão de vídeo. Enfim, sua breve passagem no IRON BUTTERFLY foi uma mera nota de rodapé comparado ao seu trabalho junto à sua empresa.

No dia 12 de fevereiro de 1995, os planos eram que KRAMER fosse apanhar seu sócio Greg Martini e esposa no Aeroporto Internacional de Los Angeles, para uma tarde relaxante em sua casa. Mas de acordo com o Los Angeles Times, KRAMER ligou para casa para avisar sua esposa que houve mudança nos planos, mas que ele viria com uma grande surpresa para ela. Então ligou para seu velho amigo e companheiro de banda, o baterista do IRON BUTTERFLY, RON BUSHY. "Ele disse, 'Bush.... é o Taylor, gosto de você mais do que a própria vida'", lembrou BUSHY em uma entrevista, "então ele desligou."

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Depois disso, uma outra ligação foi feita para sua esposa, onde disse, "Não importa o que acontecer, estarei sempre com você." Declarações da sua família dizem que KRAMER estava trabalhando sem parar, e não dormia por cerca de duas semanas antes de seu desaparecimento.

Às 11:59 da manhã, KRAMER ligou para a emergência (911). "Aqui é Philip Taylor Kramer... vou me matar," disse ao atendente, sendo estas as últimas palavras ouvidas dele. As buscas feitas pela polícia não resultaram em nada. Por mais de quatro anos era como se KRAMER houvesse desaparecido no ar. "Algo aconteceu naquele momento – ou em sua mente ou no terminal – que o fez desistir," disse o ex-policial Chuck Carter, que trabalhou no caso. "E o pior, não tenho pista alguma. O cara não possuía inimigos. Ele era um dedicado homem de família – eu chequei. O que aconteceu em sua cabeça quando estava no aeroporto, ou o que aconteceu no próprio aeroporto, creio que somente saberíamos do próprio KRAMER."

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Quatro anos depois, no dia 29 de maio de 1999, o Ford Aerostar 1993 de KRAMER foi encontrado por alpinistas no fundo de um barranco em Malibu, em um canyon a cerca de 1.5 milhas da Pacific Coast Highway. Seus restos foram encontrados dentro do carro, posteriormente identificados pela arcada dentária. Apesar de que sua morte foi julgada como "provável suicídio" pelas autoridades, a família tem dúvidas sobre o que realmente aconteceu. Sua irmã disse ao VH-1, "Meu irmão nunca deixaria sua família," enquanto a viúva afirmou ao L.A. Times que KRAMER "nunca, em nenhuma circunstância e por nenhuma razão, abandonaria a família que ele amava mais que tudo na vida."

Era sabido que KRAMER estava trabalhando em um método revolucionário de transporte de informação e matéria através do espaço, e seu pai não está convencido de que sua morte teria sido suicídio. "TAYLOR havia me dito muito tempo antes que havia pessoas causando problemas a ele, que queriam se apropriar das coisas que estavam sendo desenvolvidas por ele, e inclusive tendo-o ameaçado. Ele disse-me 'Se um dia eu disser que vou me matar, não acredite, poderei estar necessitando de ajuda.'"

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Sobre Marcio Millani

Nasceu e sempre morou em São Paulo. É formado em Sistemas de Informação e pós-graduado em Língua Portuguesa, mas não atua em nenhuma das duas áreas. É baixista, mas também curte brincar com guitarra e bandolim. Participou das bandas paulistanas Centúrias e Mixto Quente, ambas com discos lançados pelo selo Baratos Afins na década de 80. Participou também de inúmeras bandas cover de Blues, Classic Rock e Fusion. Além destes estilos gosta de Progressivo, Jazz, Bluegrass e música clássica.
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